arquitetura 

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Pirâmide em Saqqarah, no Egito, construída para um antigo faraó, ou rei, …
Katherine Young/EB Inc.
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As colunas dos edifícios da Grécia antiga eram encimadas por capitéis em …
Encyclopædia Britannica, Inc.
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Cúpulas de formatos e estilos diversos aparecem na arquitetura de todo o mundo. As …
Encyclopædia Britannica, Inc.
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O arco é um dos elementos fundamentais da arquitetura.
Encyclopædia Britannica, Inc.
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A abóbada é um elemento arquitetônico que combina arcos para apoiar um teto ou …
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A Catedral Metropolitana de Brasília, projetada por Oscar Niemeyer, tem visual moderno e …
© King Ho Yim/Fotolia
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Mármore branco e pedras preciosas cobrem as paredes externas do Taj Mahal. Cerca de 20 mil …
© Andrei Kazarov/Fotolia
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Entrada principal do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, Brasil. Edifício …
Imagens AMB
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O moderno edifício Phoenix International Media Center está localizado em Pequim, na …
Diego Azubel—EPA/Landov
Projetos na Área de Pesquisa

A ciência e arte de projetar casas, prédios, escolas e outras construções é conhecida como arquitetura, e as pessoas que a praticam são chamadas de arquitetos. Por meio de formas, contrastes, cores, materiais e estilos diferentes, os arquitetos idealizam de maneira artística um projeto arquitetônico. Pintores e escultores podem criar obras de arte com objetivos apenas estéticos. Os arquitetos, no entanto, devem projetar obras não apenas artísticas, mas também funcionais — isto é, que sejam práticas e adequadas ao uso a que se destinam.

A ciência e arte de projetar casas, prédios, escolas e outras construções é conhecida como arquitetura, e as pessoas que a praticam são chamadas de arquitetos. Por meio de formas, contrastes, cores, materiais e estilos diferentes, os arquitetos idealizam de maneira artística um projeto arquitetônico. Pintores e escultores podem criar obras de arte com objetivos apenas estéticos. Os arquitetos, no entanto, devem projetar obras não apenas artísticas, mas também funcionais — isto é, que sejam práticas e adequadas ao uso a que se destinam.

Elementos do projeto

O arquiteto precisa levar em conta como e por quem a estrutura que cria será utilizada. Não importa se a obra em questão é um edifício residencial, um hospital, um museu, um aeroporto ou um estádio de futebol; cada uma dessas edificações exige requisitos específicos ao ser construída. Imagine um grande banco. O projeto arquitetônico da sede mundial é diferente do projeto das pequenas agências espalhadas pelo país. No entanto, não é apenas o aspecto funcional que delimita um projeto arquitetônico. Ao idealizar um estádio de futebol ou uma universidade, o arquiteto também procura imprimir à sua obra uma identidade, uma ideia a ser transmitida ao observador. Há, por exemplo, obras que impressionam pelo poder e pela riqueza ali projetadas; outras são pensadas para fazer qualquer visitante se sentir bem-vindo; e existem aquelas criadas com o intuito de transmitir ao observador a sensação de estar em outra época.

Além da função e da identidade, outros elementos devem ser levados em conta por um arquiteto, como o local da obra, o ambiente que a cerca, o clima e o custo dos materiais que se pretende empregar. Afinal, as edificações devem ser estruturas estáveis. Se não forem corretamente projetados, paredes e telhados, por exemplo, poderão rachar, vergar ou até mesmo desabar. Ao longo dos séculos, diversas técnicas de construção foram descobertas e aperfeiçoadas, tornando-se elementos fundamentais da arquitetura.

O arco, por exemplo, é um desses elementos. Estrutura curva usada para cobrir um vão e suportar cargas que estão acima dela, ele permitiu aos arquitetos projetar portas e outras aberturas maiores em paredes. A abóbada é uma sequência de arcos, que normalmente formam um teto ou telhado. Outro elemento comum de suporte é a treliça, painel formado por alvéolos triangulares.

No final do século XIX, o desenvolvimento de armações de aço permitiu aos arquitetos projetar edifícios muito mais altos. As paredes, que até então sustentavam sozinhas as edificações, puderam ser substituídas por cabos de aço capazes de suportar o peso de edifícios inteiros.

Materiais

Os materiais de construção são escolhidos com base em muitos fatores, entre os quais aparência, resistência, disponibilidade e custo. Pedras, tijolos, madeira e concreto são usados há milhares de anos. A pedra é muito empregada em monumentos grandes devido a sua grande durabilidade e maleabilidade. No entanto, é um material difícil de cortar e transportar, além de ser pouco resistente a algumas funções de apoio. Os tijolos resistem ao fogo e são fáceis de produzir, transportar e instalar. A madeira é muito fácil de obter, transportar e ser trabalhada, mas queima com facilidade e está sujeita ao mofo e aos cupins. O concreto, mistura de cimento, água e areia ou pedra britada, pode ser moldado em diversos formatos e, ao endurecer, torna-se um material bastante sólido e resistente ao fogo.

A utilização do ferro fundido e, depois, do aço como elementos de apoio, a partir do século XIX, representou um avanço importante. Resistentes ao fogo, esses materiais servem de matéria-prima para a produção de diversas estruturas, em formatos muitos variados, como os cabos de aço, que podem ser embutidos no concreto para reforçar a sustentação de uma obra.

História

As primeiras construções eram estruturas simples, feitas de materiais fáceis de encontrar. Com o passar do tempo, as pessoas começaram a viver em grandes grupos e a formar comunidades, tornando as construções cada vez mais complexas. Os antigos egípcios, por exemplo, ergueram as grandes pirâmides, enormes túmulos de pedra destinados aos governantes locais. Mais ou menos na mesma época, os sumérios e babilônios — povos que habitavam a região em que hoje é o Iraque — ergueram templos suntuosos de tijolos, chamados zigurates, que, segundo acreditavam, serviam de morada aos deuses.

A arquitetura tradicional da China também se desenvolveu na Antiguidade. Os templos e as casas eram construídos principalmente de madeira e decorados com ladrilhos — de modo a refletir o apego chinês à harmonia e à ordem da natureza. O pagode (torre que se erguia em direção ao céu) foi inspirado nas estupas, monumentos sagrados da Índia antiga. Em formato de cúpula, o pagode também tinha caráter sagrado, dedicado a guardar os restos mortais de uma pessoa santa.

Antiguidade grega e romana

Os gregos antigos e os romanos criaram o chamado estilo clássico da arquitetura ocidental. Os gregos começaram construindo estruturas simples, feitas de mármore e pedra, e acabaram desenvolvendo três estilos diferentes de construção — o dórico, o jônico e o coríntio —, identificados pelo tipo de coluna usado. No topo de cada tipo de coluna, uma estrutura especial, chamada capitel, ajudava a diferenciar os estilos, usados desde então na arquitetura ocidental. Os templos gregos eram retangulares e tinham um pórtico em cada extremidade. Fileiras de colunas sustentavam o telhado. Um exemplo magnífico de templo grego é o Partenon, que fica na Acrópole, em Atenas.

Os romanos antigos usaram arcos circulares e outros métodos estruturais que lhes permitiram erguer prédios públicos enormes. O anfiteatro, por exemplo, era uma grande arena redonda ou oval cercada por diversas fileiras de assentos em níveis diferentes. Um dos anfiteatros mais famosos, o Coliseu, foi construído em Roma por volta do ano 70 d.C. A basílica romana era uma construção vasta destinada a diversas atividades públicas dos cidadãos. Esse edifício multifuncional inspirou mais tarde os cristãos, que a adotaram como templo e usaram a mesma estrutura nas igrejas que construíram depois.

Idade Média

A expansão do cristianismo pela Europa durante a Idade Média (de 500 a 1500, aproximadamente) levou à construção de muitas igrejas novas. No leste, o cristianismo ortodoxo oriental era praticado no Império Bizantino. A igreja típica do estilo bizantino era quadrada, com uma enorme cúpula central. Em seu interior havia pilares de mármore e muita ornamentação. A construção mais famosa nesse estilo é a Hagia Sofia, ou Basílica de Santa Sofia, em Istambul, na Turquia, concluída em 537. Com o avanço da Igreja Ortodoxa na Grécia, na Rússia e no leste europeu, outras igrejas desse tipo foram sendo construídas.

Na Europa ocidental, o catolicismo prevaleceu. Nos séculos X e XI, algumas das novas igrejas católicas empregaram elementos arquitetônicos da Antiguidade romana, como o arco circular. Por essa razão esse estilo é conhecido como românico.

Entre meados do século XII e o século XVI, um novo estilo arquitetônico, conhecido como gótico, apareceu na Europa. Nessa época, as técnicas de construção haviam conhecido certo avanço, permitindo aos arquitetos projetar edifícios muito mais altos, inclusive interiormente. Arcos em ponta passaram a ser usados no lugar dos circulares, e abóbadas feitas de uma série de suportes de pedra arqueados apoiavam o teto. As novas técnicas também permitiram o uso de paredes mais finas, com grandes janelas inteiramente decoradas com vitrais. A catedral de Chartres, na França, concluída em 1220, é um bom exemplo de uma igreja em estilo gótico.

Ascensão do islamismo

O islamismo se desenvolveu no Oriente Médio no século VII e se difundiu para o norte da África, o sul da Ásia e partes da Europa. A arquitetura tornou-se a expressão mais importante da arte islâmica, especialmente nas mesquitas. Com um grande vão aberto, onde os fiéis fazem as orações, e uma torre que se liga a esse espaço chamada minarete, as mesquitas não ostentam pinturas nem estátuas; apenas textos sagrados podem fazer parte da decoração. Os primeiros monumentos islâmicos foram construídos entre os séculos VII e VIII, como o Domo da Rocha (concluído em 691), a mesquita de Al-Aqsa (terminada em 700) — ambas em Jerusalém — a Grande Mesquita de Córdoba (séculos VIII–IX), na Espanha. No sul da Ásia, a arquitetura islâmica foi influenciada por elementos hindus e persas; o mármore branco e o arenito vermelho eram muito empregados. Um exemplo famoso desse estilo é o Taj Mahal, túmulo erguido em Agra, na Índia, no século XVII.

Estilos renascentista, barroco e neoclássico

Um período conhecido como Renascimento (ou Renascença) começou na Itália no século XIV. Os arquitetos renascentistas trouxeram de volta os estilos grego e romano clássicos, usando colunas, arcos circulares e domos (cúpulas). Entre os arquitetos italianos célebres da época contam-se Filippo Brunelleschi, Bramante, Leon Battista Alberti e Andrea Palladio, além do também escultor e pintor Michelangelo. O estilo renascentista espalhou-se da Itália para o restante da Europa.

A arquitetura barroca se popularizou no sul da Europa no século XVII. Os destaques desse estilo eram a decoração extremamente ornamentada e os detalhes, as cores vívidas e os materiais luxuosos. Na França e na Inglaterra, o barroco foi mais moderado e, com frequência, fundia-se com o estilo clássico. No Brasil, o estilo barroco destacou-se de forma peculiar nas igrejas mineiras, associado ao rococó — estilo decorativo de origem francesa baseado no exagero das curvas, no acúmulo de ornamentos e cores. Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, é o principal destaque da arquitetura barroca mineira, ao lado do pintor e entalhador brasileiro Manuel da Costa Ataíde, chamado Mestre Ataíde. A Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, é considerada a obra-prima desses dois artistas.

No século XVIII, alguns arquitetos europeus passaram a se dedicar a um estilo mais simples que o barroco, chamado neoclassicismo (ou novo classicismo). Na Inglaterra, o estilo romano foi adaptado em residências suburbanas e casas de campo. O gótico voltou a ganhar popularidade no século XIX, e os modelos renascentista e barroco também foram usados em residências e edifícios públicos.

Arquitetura moderna

No final do século XIX, o aumento da população e o custo crescente dos terrenos nas cidades tornaram necessária a construção de prédios altos em terrenos pequenos. Quanto mais altos os edifícios ficavam, mais as paredes exigiam reforço. Em 1885, William Le Baron Jenney projetou o prédio da empresa Home Insurance, em Chicago, nos Estados Unidos, o primeiro cujas paredes externas foram inteiramente apoiadas sobre uma estrutura interna de aço. Iniciava-se ali a era dos arranha-céus.

Um dos mais famosos criadores de arranha-céus foi o arquiteto Louis Sullivan, de Chicago. Sullivan acreditava que o projeto de um edifício deveria refletir sua função. Com frequência, usava ornamentos baseados em formas naturais. Um aluno dele, Frank Lloyd Wright, tornou-se um dos arquitetos mais influentes do século XX. Wright acreditava que as construções devem estar em harmonia com a paisagem que as cerca e com as pessoas que as utilizam. Seu estilo, chamado prairie (“pradaria”), era marcado por linhas horizontais em casas com telhados baixos, suavemente inclinados.

Na primeira metade do século XX, marcaram época os projetos inovadores do finlandês Alvar Aalto, que buscavam dar caráter mais humano à geometria típica do modernismo arquitetônico. As construções tipicamente modernistas de meados do século XX muitas vezes tinham formas retangulares simples, sem ornamentos extras. O arquiteto Le Corbusier projetou obras na França com grandes interiores fluidos, telhados chatos e janelas grandes em meio a paredes brancas, sem adornos. O arquiteto alemão Ludwig Mies van der Rohe criou estruturas de aço e vidro em formas geométricas simples, com linhas enxutas. No Brasil, o arquiteto Oscar Niemeyer foi influenciado a princípio por Le Corbusier, com quem projetou, em 1947, o edifício-sede da ONU em Nova York. Responsável pelo projeto arquitetônico das construções da cidade de Brasília, capital do Brasil inaugurada em 1960, Niemeyer destacou-se por explorar as estruturas de concreto armado e as linhas curvas.

A partir da década de 1960, alguns arquitetos, conhecidos como pós-modernos, reagiram contra o que chamavam de formas frias e nuas do modernismo. Entre eles, estão Philip Johnson, Robert Venturi e Michael Graves. Na arquitetura pós-moderna, alguns se voltaram para a reutilização de elementos clássicos, como arcos e colunas, inovando no uso e na leveza. O chinês I. M. Pei se destacou pelo arrojo de projetos como a pirâmide de vidro em frente ao Museu do Louvre, em Paris, entre outros. A partir do final do século XX, arquitetos como Frank Gehry se afastaram dos ângulos retos tradicionais, passando a destacar curvas de formato livre em seus projetos. Também se destacam, no âmbito dos mais criativos projetos produzidos nas últimas décadas, os realizados pelo português Álvaro Siza e pelo brasileiro Paulo Mendes da Rocha.