oceano Ártico 

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Uma morsa e seu filhote repousam sobre o gelo do oceano Ártico.
Sarah Sonsthagen, USGS
Projetos na Área de Pesquisa

O oceano Ártico (também conhecido como oceano Glacial Ártico) ocupa a região mais setentrional da Terra. O polo Norte fica próximo ao centro do oceano Ártico.

O oceano Ártico (também conhecido como oceano Glacial Ártico) ocupa a região mais setentrional da Terra. O polo Norte fica próximo ao centro do oceano Ártico.

Aspectos físicos

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Placas de gelo deslizam pelo oceano Ártico.
© staphy/Fotolia

O oceano Ártico ocupa uma área de 14.090.000 quilômetros quadrados. É cercado por terras da Eurásia (Europa e Ásia) e da América do Norte. Existem muitas ilhas no Ártico, mas nenhuma na parte central, que é permanentemente coberta de gelo. O estreito de Bering liga o oceano Ártico ao Pacífico. O mar da Groenlândia faz a ligação entre ele e o Atlântico. Em seu ponto mais profundo, o oceano Ártico atinge 5.502 metros; a média de profundidade é de 988 metros.

No oceano Ártico são encontradas duas formas de gelo: o do mar e o permanente. A primeira forma corresponde à água do mar que congela e derrete de acordo com a época do ano. A massa de gelo do mar que nunca derrete constitui o chamado gelo permanente. Em geral, ele é mais liso e menos salgado.

O gelo permanente se estende por centenas de quilômetros, girando no mar no sentido horário, ou seja, dos ponteiros do relógio. A cada dez anos o gelo permanente completa uma volta em torno do polo Norte.

Clima

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Um iceberg no oceano Ártico.
iStockphoto/Thinkstock

Nas regiões árticas, a água é extremamente gelada e o clima está entre os mais rigorosos do mundo. A temperatura pode cair a 65°C negativos, principalmente no fim do longo inverno ártico.

Economia

Por causa do gelo, existem poucos peixes na maior parte do oceano Ártico. No entanto, em algumas das extensões de água circundantes (mares de Barents, da Groenlândia e de Bering) existem ricas áreas de pesca. A caça à baleia, que foi uma atividade importante em outros tempos, agora é limitada pelos governos, para a preservação desses animais. A caça às focas ainda é praticada em algumas áreas.

Exploração

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Dois navios quebra-gelo avançam pelo oceano Ártico.
Petty Officer 3rd Class Patrick Kelley/U.S. Coast Guard (090905-G-8744K-184)

No início do século XVI, holandeses e ingleses lideraram a exploração do Ártico. Eles procuravam a Passagem do Nordeste, um caminho que levaria ao oceano Pacífico e ao Extremo Oriente rodeando a Europa e a Ásia pelo norte. Foi um explorador sueco, Adolf Erik Nordenskjöld, quem obteve sucesso nessa tentativa, em 1878-1879. Saindo da Noruega, ele percorreu o lado russo do oceano Ártico para chegar ao Pacífico. Nas décadas de 1880 e 1890, o norueguês Fridtjof Nansen realizou outras explorações importantes no Ártico.

Mais tarde, exploradores usaram trenós puxados por cães para chegar ao polo Norte. Os americanos Robert E. Peary e Matthew Henson foram os primeiros a atingir o polo, em 1909.

Questões ambientais

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Encyclopædia Britannica, Inc.

A caça faz muitos animais correrem risco de extinção (baleias e morsas, por exemplo). Outras atividades econômicas também causam preocupação. Os navios petroleiros que cruzam o Ártico podem ser danificados pelo gelo, o que provoca vazamentos de óleo e polui as águas.

O aquecimento global pode ser o mais sério problema ambiental para o oceano Ártico. Trata-se da lenta elevação da temperatura da Terra, causada, entre outros fatores, pela poluição. Cientistas advertem que o aquecimento pode causar o derretimento do gelo permanente, provocando a elevação do nível do mar e, em consequência, o desaparecimento de muitas áreas litorâneas do mundo inteiro.