calendário 

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Este calendário judaico do século XIX está escrito em hebraico.
Archivo Iconografico, S.A./Corbis
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Calendário é um sistema usado para marcar a passagem do tempo. Antigamente as pessoas baseavam os calendários nos acontecimentos regulares mais evidentes que conheciam — a mudança das posições do Sol, da Lua e das estrelas. Esses calendários as ajudavam a planejar quando plantar e quando fazer a colheita. Ao longo do tempo, vários povos desenvolveram outros calendários, com base nas suas necessidades e crenças.

Calendário é um sistema usado para marcar a passagem do tempo. Antigamente as pessoas baseavam os calendários nos acontecimentos regulares mais evidentes que conheciam — a mudança das posições do Sol, da Lua e das estrelas. Esses calendários as ajudavam a planejar quando plantar e quando fazer a colheita. Ao longo do tempo, vários povos desenvolveram outros calendários, com base nas suas necessidades e crenças.

Dias, semanas, meses e anos

Várias unidades de tempo são iguais em quase todos os calendários. O dia é a unidade mais básica e mede o ciclo diurno e o noturno. Atualmente, define-se o dia como a extensão de tempo que a Terra leva para fazer uma rotação em torno do seu próprio eixo. Um conjunto de sete dias é chamado semana. Ao contrário do dia, a semana não é baseada em nenhum evento astronômico.

O mês mede o ciclo de fases da Lua. Sua duração é de cerca de 29 dias e 12 horas, o tempo que a Lua leva para fazer a órbita em torno da Terra. O ano mede o ciclo das estações. Sua duração é de cerca de 365 dias e 6 horas, o tempo que a Terra leva para percorrer sua órbita em torno do Sol.

Ajustar os meses nos anos é um problema para as pessoas que produzem os calendários. A dificuldade vem do fato de que o mês é lunar, ou seja, baseado na Lua, mas o ano é solar, ou seja, baseado no Sol. Doze ciclos da Lua levam cerca de 354 dias, não 365 dias e 6 horas. Para enquadrar os meses lunares no ano solar, foi necessário acrescentar dias em determinados períodos. É por isso que os meses têm tamanho diferente no calendário. Todos os meses, com exceção de fevereiro, têm mais de 29 dias, a fim de compensar os 11 dias extras do ano solar. Pela mesma razão, um dia é acrescentado a fevereiro a cada quatro anos. São os chamados “anos bissextos”.

Primeiros calendários

Os sumérios da antiga Mesopotâmia (atual Iraque) usavam um calendário de 12 meses lunares. Eles acrescentavam um mês extra a cada quatro anos. Esse calendário serviu de modelo para os calendários grego e judaico.

Os primeiros egípcios também usavam um calendário baseado na Lua. Mais tarde, no entanto, os egípcios inventaram um calendário que correspondia quase exatamente às estações. Dividiram o ano em 12 meses de 30 dias cada, com cinco dias extras no final.

Os primeiros romanos tinham um ano lunar de 355 dias. Para que o ano lunar se adequasse ao ano solar, os padres da Igreja acrescentaram meses extras. Com o tempo, o calendário ficou cada vez mais defasado em relação às estações.

Calendários juliano e gregoriano

Em 46 a.C, o líder romano Júlio César decidiu que a duração do ano seria de 365 dias e 6 horas. A cada quatro anos, o ano teria 366 dias. Esse calendário foi chamado “juliano”, em homenagem ao seu criador, e tinha 12 meses com a mesma duração que têm hoje.

No entanto, o ano juliano era ainda um pouco mais longo que o ano solar, e os problemas começaram a surgir à medida que os séculos passavam. Em 1582, o papa Gregório XIII ordenou que fossem tirados dez dias do ano. Para mantê-lo correto daí em diante, Gregório ordenou que o ano bissexto fosse omitido três vezes, a cada 400 anos. O sistema que ele criou é chamado calendário gregoriano. Os países que não eram católicos adotaram o calendário gregoriano lentamente, mas hoje ele é usado em quase todos os lugares do mundo.

Calendários dos nativos americanos

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Este calendário asteca, esculpido na pedra, mostra uma imagem do Sol.
David R. Frazier Photolibrary, Inc./Alamy

Os maias e os astecas tinham os melhores calendários entre os nativos americanos. Cada um desses povos tinha um ciclo relacionado com seus rituais religiosos — formado de 260 dias, cada qual com um nome — e um ano de 365 dias. O ano era dividido em 18 meses de 20 dias cada, com cinco dias acrescentados para preencher os anos.

Outros calendários

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Calendário chinês do século XVIII.
Photos.com/Jupiterimages

Além do gregoriano, vários calendários ainda estão em uso. O muçulmano, por exemplo, utilizado na maioria dos países árabes, é um calendário lunar com 12 meses de 30 ou 29 dias, que perfazem um ano de 354 ou 355 dias. Nenhum mês é acrescentado a fim de adequar o calendário ao ano solar. Em função disso, as festividades importantes podem ocorrer em qualquer estação.

O calendário chinês é utilizado ao mesmo tempo que o gregoriano na China, em Taiwan e nos países vizinhos. Os calendários hindu e judaico tradicionais também continuam a ser usados para fins religiosos.