dança 

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Uma dança folclórica de Jalisco, no México.
© Susan V. Cashion
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Percussionista e dançarinos africanos apresentam-se em um mercado.
Encyclopædia Britannica, Inc.
Projetos na Área de Pesquisa

Dançar é fazer movimentos rítmicos com o corpo, em geral acompanhando uma música ou como forma de expressão subjetiva ou dramática. A dança é uma das mais antigas formas de expressão humana, e os movimentos executados costumam estar intimamente ligados aos gestos cotidianos.

Dançar é fazer movimentos rítmicos com o corpo, em geral acompanhando uma música ou como forma de expressão subjetiva ou dramática. A dança é uma das mais antigas formas de expressão humana, e os movimentos executados costumam estar intimamente ligados aos gestos cotidianos.

A dança pode ter diversas finalidades nas diferentes culturas ao redor do mundo. Às vezes, é uma maneira de celebrar eventos especiais, como nascimento, casamento ou morte; outras vezes, tem fins mágicos ou religiosos — há danças executadas para louvar os deuses ou acabar com a fome, para trazer chuva ou sarar um doente. Há danças de guerra e de paz. Há danças artísticas que servem para expressar emoções ou contar uma história. As pessoas também dançam para se divertir e confraternizar.

Gêneros de dança

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Casais dançando valsa em Viena.
The Bettmann Archive
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O tango, um gênero musical e uma dança, nasceu em meados do século XIX em …
cteten/Pond5.com
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Casais dançando o forró, um estilo de música típico do Nordeste …
Janine Wiedel Photolibrary/Alamy

Há muitos tipos de dança. Algumas danças são ligadas a determinados grupos étnicos ou a culturas específicas. Nesses casos, estão bem enraizadas no cotidiano e são muito importantes na vida da comunidade, o que acontece, por exemplo, em algumas sociedades africanas e entre os índios brasileiros.

As danças folclóricas são aquelas típicas de determinado país ou região, mas geralmente, nos dias de hoje, perderam seus propósitos e significados originais, sendo executadas apenas para entreter as pessoas e preservar as tradições.

As pessoas costumam dançar socialmente, para se divertir; há as danças de salão, como a valsa e o tango, ou danças mais atuais, como o hip-hop. Bailarinos profissionais apresentam-se em espetáculos de balé. Eles dançam para o público, proporcionando diversão e uma experiência artística. Entre os estilos de espetáculos de dança temos, por exemplo, os espetáculos de balé clássico, de dança moderna, de jazz e de sapateado, além das danças clássicas indianas.

Elementos da dança

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Este vídeo mostra um trecho de um espetáculo de dança típico de Bali, …
tbmpvideo/Pond5.com
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Um grupo de dançarinas apresenta uma coreografia de sapateado. O som característico …
© ingward/Fotolia

Os movimentos do corpo do bailarino criam formas e padrões no espaço e costumam estar organizados em uma sequência de passos. Nas danças tradicionais, existem passos específicos que precisam ser aprendidos pelo bailarino, mas há também danças em que os movimentos são improvisados. Muitas vezes, o profissional que cria balés, o coreógrafo, elabora movimentos totalmente inovadores.

O ritmo é o elemento mais importante da dança porque, além de criar emoção, ajuda a regular os movimentos. O ritmo pode coincidir com os movimentos do bailarino ou fazer um contraponto a eles.

A maioria das danças segue a música, que determina o estilo e o aspecto dramático da coreografia. Por exemplo, na dança oriental chamada raqs sharqi, ou dança do ventre, a música dita o clima e a história. Nos balés, há partes inteiras da música que seguem o estilo do personagem que está dançando.

Alguns estilos de dança exigem determinados tipos de roupas, calçados ou adereços. Dançarinos podem usar, por exemplo, arpões, máscaras e maquiagem para enfatizar danças guerreiras ou de caça. O uso de certos trajes em danças rituais também pode deixar claro que se trata de uma ocasião sagrada. No Brasil, as tribos indígenas fazem pinturas no corpo de acordo com o significado de cada dança. Os espetáculos de dança usam figurinos, cenários e iluminação, que ajudam a contar a história, a criar o clima desejado ou a elaborar padrões visuais interessantes. O balé clássico exige o uso de sapatilhas com ponta firme, que permite aos bailarinos ficar na ponta dos pés; já no sapateado os dançarinos utilizam sapatos especiais que têm pequenas placas de metal presas à sola.

História

Tradições e danças antigas

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Pintura rupestre de um espetáculo de dança (6000-4000 a.C.), no sítio …
Jean-Dominique Lajoux
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Um músico tocando o aulo (à esquerda) e uma dançarina. Detalhe de uma …
Courtesy of the trustees of the British Museum, London
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A bharata-natya é uma dança clássica da Índia que tem …
Mohan Khokar
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Bugaku, uma dança da corte japonesa adaptada das danças tradicionais …
G. Haasch/ZEFA

Pinturas feitas nas cavernas há mais de 10 mil anos levam a crer que os povos primitivos já dançavam. Os primeiros registros escritos sobre dança são do antigo Egito e têm cerca de 4 mil anos de idade. A dança era muito importante nas festas em honra aos deuses egípcios; bailarinos talentosos da África central eram levados para o Egito, onde serviam como entretenimento.

Muitas culturas orientais têm um longo histórico de espetáculos de dança formal. Na Índia, a bharata-natya é uma dança clássica baseada no primeiro livro indiano sobre o assunto e tem mais de 1.500 anos. As danças da corte japonesa, chamadas bugaku, foram adaptadas das danças tradicionais chinesas, coreanas, indianas e do sudeste asiático. A dança também é importante nas obras dramáticas japonesas tradicionais.

Para os antigos gregos, a dança era parte importante não só das cerimônias religiosas como também da vida cotidiana. As danças das festas em honra aos deuses evoluíram para as tragédias gregas a partir de 400 a.C. Mais tarde, na Roma antiga, as danças também foram incluídas nas festas religiosas.

Idade Média

Durante a Idade Média, na Europa, acrobatas viajantes dançavam para distrair as multidões. Comemorações em dias de festas cristãs também apresentavam danças, mas alguns líderes religiosos da época achavam que era pecado dançar.

A dança como atividade social tornou-se importante para os nobres. As classes dominantes aprendiam movimentos graciosos executados em dupla. Os camponeses tinham suas próprias danças e normalmente cantavam e dançavam em grupos animados.

Renascimento

Na Europa, durante o período conhecido como Renascimento (de meados de 1300 a 1500), dançar deixou de ser um simples entretenimento para virar uma arte. Nas cortes, eram encenadas representações festivas que reuniam dança, música e drama. Bailarinos profissionais começaram a apresentar balés em teatros na década de 1660. A partir desse período, o balé tornou-se um espetáculo de dança distinto da dança social.

O espetáculo de dança

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Catherine Wheel, uma dança moderna coreografada por Twyla Tharp, em 1981.
Martha Swope

Bailarinos profissionais e professores desenvolveram técnicas formais de balé, com base em posições e passos. O balé se tornou muito popular na França do século XVIII. No século XIX, o bailarino francês Marius Petipa foi para a Rússia, onde, com seu trabalho, colaborou para tornar esse país o maior centro do balé mundial. No começo do século XX, Serguei Diaguilev, um empresário de arte russo, ajudou a divulgar o balé por toda a Europa e a América.

No fim do século XIX, a bailarina americana Isadora Duncan deu início à chamada dança moderna. Por sentir que os passos e as posições do balé limitavam sua capacidade de se expressar, ela criou uma nova maneira de dançar, livre e altamente pessoal. Muitos outros bailarinos desenvolveram seu próprio estilo de dança moderna nesse século. Entre eles, uma das mais importantes foi Martha Graham. Sua companhia e sua escola treinaram gerações de importantes bailarinos desse gênero.

A coreógrafa norte-americana Agnes de Mille tornou a dança parte importante do musical de teatro. Sua produção do musical Oklahoma!, em 1943, reuniu balé, dança folclórica e dança moderna. A coreografia que Jerome Robbins criou para Amor, sublime amor (1957) trouxe outro enfoque aos musicais. Robbins influenciou coreógrafos da Broadway mais recentes, como Bob Fosse e Michael Bennett.

Na Europa, o coreógrafo franco-suíço Maurice Béjart, um dos fundadores da dança contemporânea, tentou aproximar o grande público da arte da dança. Ele foi um dos primeiros coreógrafos a criar grandes espetáculos para espaços abertos, como nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, e em outros eventos de grande porte. Béjart fundou duas escolas essenciais para a dança da segunda metade do século XX: a Rudra, em Lausanne, na Suíça; e a Mudra, em Dacar, no Senegal, e em Bruxelas, na Bélgica, onde estudaram e se formaram importantes destaques do balé brasileiro contemporâneo.

Dança social

Ao longo do tempo, vários tipos de dança entraram e saíram de moda. O minueto (séculos XVII e XVIII) e a valsa (séculos XVIII e XIX) já estiveram entre os mais populares. Algumas das danças apreciadas hoje em dia são o samba, no Brasil, e a salsa e a rumba, nos países do Caribe. No século XX, à medida que a música se tornou menos formal, as danças sociais foram seguindo o mesmo caminho. A música popular (pop) — desde as big bands, passando pelo rock e o heavy metal e chegando ao rap — continua a inspirar novas modalidades de dança social.