hinduísmo 

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Crianças de Kolkata (Calcutá), na Índia, participam da colorida festa …
Kaushik Sengupta/AP Images
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Este oratório de um templo hinduísta homenageia Durga, uma das muitas formas da deusa …
© Ted Streshinsky/Corbis
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O hinduísmo é a mais antiga de todas as maiores religiões do mundo. Algumas tradições do hinduísmo remontam a mais de 3 mil anos. Ao longo dos séculos, no entanto, seus seguidores — chamados hinduístas — vêm aceitando muitas ideias novas e acrescentando-as às antigas. Mais de 800 milhões de pessoas praticam o hinduísmo em todo o mundo. A maioria delas vive na Índia, onde essa religião começou.

O hinduísmo é a mais antiga de todas as maiores religiões do mundo. Algumas tradições do hinduísmo remontam a mais de 3 mil anos. Ao longo dos séculos, no entanto, seus seguidores — chamados hinduístas — vêm aceitando muitas ideias novas e acrescentando-as às antigas. Mais de 800 milhões de pessoas praticam o hinduísmo em todo o mundo. A maioria delas vive na Índia, onde essa religião começou.

Crenças

O hinduísmo não teve um fundador e não possui uma organização central. Ninguém criou uma relação de crenças que todos os hinduístas devam seguir. Mas todos os hinduístas respeitam os Vedas, um conjunto antigo de textos sagrados.

Os hinduístas acreditam num poder espiritual chamado brāman. Brāman é a fonte de toda existência e está presente em tudo e em todos os lugares. A alma humana, chamada atman, faz parte do brāman universal. Em geral os hinduístas acreditam que quando alguém morre a atman renasce em outro corpo. Para eles, uma alma pode voltar muitas vezes na forma humana, animal ou até vegetal. Essa ideia é conhecida como reencarnação. O ciclo de renascimento continua até que se aceite que a atman e o brāman são a mesma coisa. A maioria dos hinduístas acha que libertar-se desse ciclo é o objetivo mais elevado da pessoa.

Os hinduístas devem agir de acordo com o princípio da ahimsa, que quer dizer “não violência”. Isso significa que nunca se deve desejar causar dano a alguém ou a alguma coisa. Eles acham que muitos animais são sagrados, em especial a vaca. Os hinduístas piedosos são vegetarianos.

Os hinduístas adoram muitos deuses. O deus Vishnu é considerado protetor e preservador da vida. O deus Shiva representa as forças que a criam e também a destroem. A deusa suprema é chamada mais comumente de Shakti. Como Shiva, ela pode ser bondosa ou feroz, dependendo da sua forma. Os três principais ramos do hinduísmo moderno distinguem-se pela devoção a Vishnu, Shiva e Shakti.

Brahma (não confundir com brāman) é considerado o criador do universo. Nos tempos antigos ele era muito cultuado, mas atualmente seus devotos são poucos.

Práticas

Numa forma de culto chamada puja, os hinduístas rezam para que um deus entre num lar ou num templo e então o tratam como um hóspede ilustre. Eles cultuam uma imagem do deus e oferecem-lhe alimento, água e outras coisas.

O tantrismo é a busca do conhecimento espiritual e da libertação do ciclo de renascimentos. Para alcançá-las, as pessoas entoam sons sagrados e palavras chamadas mantras, e também desenham símbolos chamados mandalas.

As peregrinações, ou viagens a locais sagrados, são comuns no hinduísmo desde os tempos antigos. Muitos locais de peregrinação ficam ao longo do rio Ganges, no norte da Índia, que os hinduístas consideram o rio mais sagrado.

História

Por volta de 1500 a.C., um povo chamado ariano invadiu a Índia, vindo de onde hoje fica o Irã. Os arianos escreveram os textos mais antigos dos Vedas. Eles criaram uma religião, chamada vedismo, que se centralizava no sacrifício de animais aos deuses. O vedismo foi o ponto de partida do hinduísmo. Mas com o tempo a influência de outros povos e ideias distanciou muito o hinduísmo do vedismo. Assim, por exemplo, as pessoas começaram a desaprovar a matança de animais para sacrifício. Num processo que começou no século II a.C. e se completou no século IV d.C., os deuses mais antigos do vedismo foram lentamente substituídos por outros, mais novos. Mas alguns ritos do vedismo sobreviveram no moderno hinduísmo.

No século XI, os muçulmanos invadiram o norte da Índia e o islamismo influenciou algumas novas escolas de hinduísmo. No final do século XV, uma nova religião, o sikhismo, combinou elementos do hinduísmo e do islamismo.

No início do século XIX, a Grã-Bretanha começou a fazer da Índia uma colônia inglesa. Como reação ao domínio estrangeiro, o hinduísmo passou por um renascimento. A religião ajudou a unir os indianos contra os ingleses. Mas durante esse período alguns líderes hinduístas também começaram a criticar elementos da religião tradicional. O reformador Ram Mohun Roy, por exemplo, condenou a forma antiga de organização social chamada sistema de castas. Nesse sistema, as pessoas eram discriminadas — ou seja, tratadas de modo diferente — de acordo com a classe social em que nasciam. Os reformistas usaram algumas ideias ocidentais para modernizar o hinduísmo.

O líder hinduísta mais famoso do século XX foi Mahatma Gandhi. Ele levou para a política a ideia da ahimsa e ajudou a tornar a Índia independente da Inglaterra usando apenas métodos não violentos.

As diferenças entre os hinduístas e os muçulmanos aumentaram a partir de 1947, depois que a colônia britânica da Índia dividiu-se em dois países independentes, a Índia e o Paquistão. Milhões de hinduístas deixaram seu lar no Paquistão e foram para a Índia, e milhões de muçulmanos abandonaram a Índia e seguiram para o Paquistão. Muitos hinduístas e muçulmanos foram mortos nas disputas e brigas que envolveram esse processo. Na Índia e em outros lugares, a violência entre hinduístas e muçulmanos continua no século XXI.