civilização do Vale do Indo 

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O povo que pertencia à civilização do Vale do Indo entalhava palavras e …
P. Chandra
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A população do vale do Indo esculpia muitos objetos, como pequenos labirintos e dados.
© Angelo Hornak/Corbis
Projetos na Área de Pesquisa

Uma das primeiras civilizações do mundo floresceu no vale do rio Indo, na Ásia, entre cerca de 2500 a.C. e 1700 a.C. Também chamada de civilização Harapa, ocupava os dois lados da atual fronteira entre o Paquistão e a Índia.

Uma das primeiras civilizações do mundo floresceu no vale do rio Indo, na Ásia, entre cerca de 2500 a.C. e 1700 a.C. Também chamada de civilização Harapa, ocupava os dois lados da atual fronteira entre o Paquistão e a Índia.

Sociedade e cultura

Maiores cidades da civilização do Vale do Indo, Harapa e Mohenjo-Daro ficavam no atual Paquistão. Harapa pode ter tido 35 mil habitantes e Mohenjo-Daro foi ainda maior. Havia também pelo menos sessenta povoados menores às margens do rio Indo e do mar de Omã.

A agricultura era importante para a civilização do Vale do Indo, que canalizava água dos rios até os campos. Pioneiro no plantio de algodão e em seu uso para fazer tecidos, esse povo talvez tenha sido o primeiro a criar galinhas.

Os negociantes do Indo marcavam seus bens com pedras esculpidas chamadas selos, muitos dos quais têm figuras de animais e um tipo de escrita. A descoberta desses selos na Mesopotâmia (atual Iraque) leva a crer que havia ligações comerciais entre as duas regiões.

A população do Indo também tinha uma metalurgia desenvolvida e fazia cerâmicas pintadas.

História

A partir de cerca de 5000 a.C., agricultores começaram a se agrupar em aldeias perto do atual Irã. Em cerca de 3500 a.C., colonos começaram a ir para o leste do vale do rio Indo. Em cerca de 2500 a.C., a civilização do Vale do Indo havia se desenvolvido em Harapa e outros locais.

É provável que essa civilização tenha desaparecido gradualmente entre 2000 a.C e 1700 a.C. Alguns historiadores atribuem o fato à derrota diante de invasores vindos do oeste, provavelmente arianos. Mudanças climáticas, enchentes e doenças também podem ter precipitado o seu fim.