islamismo 

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Muçulmanos rezam em uma mesquita, em Peshawar, no Paquistão.
Robert Harding/Robert Harding Picture Library, London
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Com 1,3 bilhão de seguidores no mundo todo, o islã, ou islamismo, é uma das maiores religiões mundiais. Seu fundador foi Maomé. A maioria de seus seguidores, conhecidos como muçulmanos, vive no norte da África, no Oriente Médio e no sul e no centro da Ásia.

Com 1,3 bilhão de seguidores no mundo todo, o islã, ou islamismo, é uma das maiores religiões mundiais. Seu fundador foi Maomé. A maioria de seus seguidores, conhecidos como muçulmanos, vive no norte da África, no Oriente Médio e no sul e no centro da Ásia.

Crenças

No coração do islamismo está a seguinte ideia: “Não existe outro Deus a não ser Alá, e Maomé é o profeta de Alá”. Os muçulmanos acreditam que Alá criou o universo e que os seres humanos precisam se submeter à sua vontade. Os muçulmanos acreditam que o conteúdo do Alcorão, o livro sagrado do islamismo, contenha as palavras de Alá tal como ele as disse para Maomé.

Práticas

Cinco deveres, chamados os cinco pilares do islã, são esperados de todo muçulmano. O primeiro é o mais importante: acreditar que existe um Deus e que Maomé foi o seu profeta. O segundo é a oração: os muçulmanos oram cinco vezes por dia; às sextas-feiras, as comunidades reúnem-se em um local de culto, chamado mesquita, para fazer orações especiais. O terceiro dever é praticar a caridade. O quarto é jejuar, ou ficar sem comer, do amanhecer ao pôr-do-sol, durante o mês sagrado do ramadã. O quinto dever é fazer, pelo menos uma vez na vida, uma peregrinação, ou viagem, para a cidade sagrada de Meca, na Arábia Saudita.

Divisões

Existem dois ramos, ou seitas, principais do islamismo. A maioria dos muçulmanos pertence ao ramo sunita; os sunitas são conhecidos como os muçulmanos tradicionais. Eles seguem os provérbios de Maomé e enfatizam a comunidade.

O ramo minoritário é o xiita. Os xiitas acreditam que as verdades do Alcorão são reveladas apenas através de um líder comunitário chamado imã. As interpretações de outras pessoas não são aceitas. Por essa razão, os xiitas não são tão abertos a outros pontos de vista como os sunitas.

História

Maomé

De acordo com os muçulmanos, no ano 610 um anjo contou a Maomé que Alá o havia escolhido como profeta. Ao logo de toda a sua vida, Maomé continuou a receber mensagens que, segundo ele acreditava, vinham de Deus.

Na época, essa ideia de que existe apenas um Deus não era comum entre os árabes. Muitas pessoas de Meca, a cidade natal de Maomé, não gostavam da nova religião por causa dessa crença. A fim de evitar a hostilidade delas, Maomé encorajou seus seguidores a se mudar para a cidade de Medina, nas proximidades. A viagem de Maomé para Medina terminou em 24 de setembro de 622. Essa data é considerada o ponto de partida da história do islamismo.

Divisão e difusão do islamismo

Maomé finalmente convenceu a maioria do povo da Arábia (incluindo a cidade de Meca) a praticar o islamismo. Mas depois da sua morte, em 632, os muçulmanos discordaram sobre quem deveria liderá-los. O genro de Maomé, que se chamava Ali, tornou-se o líder máximo muçulmano, ou califa, em 656, mas foi assassinado em 661. Alguns muçulmanos defendiam que a liderança da religião pertencia apenas aos descendentes de Ali. Eles formaram o ramo xiita do islamismo. Os muçulmanos que discordavam disso vieram a ser os sunitas.

Durante os séculos VII e VIII, a religião muçulmana se espalhou muito além da Arábia, desde a região do Mediterrâneo ocidental até a Ásia central. “Guerras santas”, chamadas jihads, foram realizadas para conseguir o controle político sobre outras sociedades, de forma que elas pudessem ser conduzidas de acordo com os princípios islâmicos.

No século XI, os turcos começaram sua ascensão como poder islâmico. Os turcos seljúcidas conquistaram vastos territórios no Oriente Médio. Em 1071, capturaram Jerusalém. Os seljúcidas se recusavam a permitir que os cristãos visitassem locais sagrados nas terras dominadas por eles. Ao longo dos dois séculos seguintes, os muçulmanos combateram as tentativas cristãs de recuperar a Terra Santa em uma série de campanhas militares conhecidas como Cruzadas. No século XIII, outro grupo de turcos muçulmanos, os otomanos, deu início a um império. Os otomanos acabaram dominando o norte da África, o Oriente Médio e o sudeste da Europa por centenas de anos.

O islamismo nos tempos modernos

Durante os séculos XIX e XX, as potências ocidentais estabeleceram colônias nas nações muçulmanas com vistas a fomentar o comércio. Os líderes islâmicos perderam poder político. No entanto, diante da colonização, os muçulmanos desenvolveram mais o sentido de comunidade. No século XX, esse sentido de união ajudou muitos países muçulmanos em seus esforços por independência política.

No final do século XX, o islamismo tornou-se uma das religiões de crescimento mais rápido no mundo. Alguns muçulmanos resistiram à influência ocidental – que eles consideram levar à perda dos valores islâmicos tradicionais. No Irã, em 1979, uma revolução levou ao poder líderes religiosos islâmicos. O islã também ganhou forte influência sobre o governo de outros países.