judaísmo 

Photograph
Serviço religioso judaico realizado dentro de uma sinagoga.
© Richard T. Nowitz/Corbis
Photograph
Crianças judias estudam os ensinamentos da sua religião. Os judeus às vezes …
David H. Wells/Corbis
Projetos na Área de Pesquisa

A religião do povo judeu é o judaísmo. Essa religião tem mais de 14 milhões de seguidores em todo o mundo, sendo que cerca de um terço deles vive nos Estados Unidos. Muitos outros vivem em Israel, país que fica na Ásia, na extremidade oriental do mar Mediterrâneo.

A religião do povo judeu é o judaísmo. Essa religião tem mais de 14 milhões de seguidores em todo o mundo, sendo que cerca de um terço deles vive nos Estados Unidos. Muitos outros vivem em Israel, país que fica na Ásia, na extremidade oriental do mar Mediterrâneo.

Crenças

Assim como o cristianismo e o islamismo, o judaísmo ensina que existe apenas um Deus, o criador do mundo. Ele expressou nos Dez Mandamentos e em outras leis o que espera das pessoas.

Os judeus acreditam que foram escolhidos por Deus para estabelecer com ele uma relação especial e disseminar o conhecimento divino para o resto do mundo, e por isso precisam se dedicar a Deus e amar uns aos outros. Eles acreditam que, em troca, Deus prometeu fazer dos judeus (Israel) uma grande nação, que acabará agregando outras numa comunidade internacional de justiça e paz.

A escritura sagrada do judaísmo é a Bíblia hebraica. Seus cinco primeiros livros são particularmente importantes para o judaísmo e têm o nome de Torá. Esses textos explicam e interpretam as leis de Deus. O Talmude é uma coleção de leis judaicas tradicionais, juntamente com histórias e comentários sobre elas.

Práticas

No judaísmo, a vida dos indivíduos se liga muito fortemente à comunidade que os cerca. O templo judaico, chamado de sinagoga, serve também como local de reunião da comunidade e é dirigido por um religioso conhecido como rabino. No centro do culto, na sinagoga, é feita a leitura pública da Torá.

Um período importante da semana é o sabá, ou Shabat. Os judeus o observam como um período de santidade e repouso, que se inicia no crepúsculo da sexta-feira e vai até o anoitecer de sábado.

Divisões

O judaísmo tem três principais divisões. Os judeus ortodoxos, que são os mais tradicionalistas, acham que sua religião deve ser praticada exatamente como se fazia nos tempos antigos. No século XIX surgiram dois grupos que acreditavam na necessidade de o judaísmo se adaptar a novas situações. Os judeus reformistas fizeram muitas mudanças e não participam de todas as cerimônias observadas pelos judeus ortodoxos. Os conservadores, por sua vez, sustentam as tradições antigas, mas fizeram muitas mudanças em suas práticas religiosas.

História

Abraão

Considera-se que o judaísmo remonta ao ano 2000 a.C. Um homem chamado Abraão é tido como o patriarca do povo israelita. De acordo com a Torá, Deus disse a Abraão que deixasse sua casa na Mesopotâmia (atual Iraque) e levasse seu povo para Canaã (ou Palestina). Deus prometeu que, se Abraão obedecesse, ele e sua descendência se tornariam uma grande nação na sua nova terra. Essa foi, segundo o judaísmo, a primeira aliança que Deus fez com os judeus.

Moisés

Muito tempo depois da época de Abraão, um período de grande fome levou os judeus a se mudar para o Egito, onde mais tarde eles foram escravizados. Depois de mais de quatrocentos anos, no século XIII a.C., eles foram libertados graças à liderança de Moisés, que cumpriu as instruções de Deus e os levou de volta para Canaã. Os judeus acreditam que Deus entregou a Moisés os Dez Mandamentos e prometeu cuidar do povo se este seguisse essas regras.

Ascensão e queda de Israel

Nos séculos seguintes, Israel tornou-se uma nação muito poderosa no Oriente Médio, principalmente sob o reinado dos seus três primeiros reis, Saul, Davi e Salomão. Davi conquistou Jerusalém e tornou-a capital do reino. Seu filho, Salomão, construiu o primeiro grande templo de Jerusalém, no século X a.C.

No século VIII a.C., o Império Assírio conquistou o norte de Israel. No início do século VI a.C., os babilônios tomaram o sul, destruíram o templo e escravizaram alguns judeus, que foram mandados para longe. Esse acontecimento marcou o início da Diáspora, que significa “dispersão”. A partir de então os judeus não estavam mais em um lugar único.

Mais tarde, alguns judeus voltaram à sua terra e reconstruíram o templo. Mas a região continuou sob o domínio ora de uma ora de outra potência estrangeira da época, entre elas o Império Romano. As revoltas dos judeus contra os romanos nos séculos I e II d.C. não tiveram êxito. Durante esse período os romanos destruíram o segundo templo.

Criação do moderno Estado de Israel

No final do século XIX, começou na Europa um movimento chamado sionismo, de pessoas que queriam criar uma nação para os judeus na região da Palestina. O movimento se fortaleceu no início do século XX, quando os judeus que fugiam das condições adversas da Europa se mudaram para essa região.

A imigração judaica para a Palestina aumentou bastante quando Adolf Hitler subiu ao poder na Alemanha, no início dos anos 1930. Hitler e seu Partido Nazista achavam que os judeus encarnavam o mal. A princípio, os nazistas dificultaram a vida dos judeus; depois, resolveram matá-los. Esse massacre ficou conhecido como Holocausto e terminou quando da derrota da Alemanha na Segunda Guerra Mundial, em 1945. Três anos depois, o moderno Estado de Israel foi fundado como uma pátria para os judeus.