metodismo 

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John Wesley, fundador do metodismo.
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O metodismo é um dos ramos protestantes do cristianismo. Baseia-se nas ideias de John Wesley, um inglês que viveu no século XVIII. No início, Wesley queria apenas renovar a Igreja Anglicana, ou anglicanismo — a religião oficial da Inglaterra —, mas logo seus princípios levaram ao desenvolvimento de uma nova Igreja.

O metodismo é um dos ramos protestantes do cristianismo. Baseia-se nas ideias de John Wesley, um inglês que viveu no século XVIII. No início, Wesley queria apenas renovar a Igreja Anglicana, ou anglicanismo — a religião oficial da Inglaterra —, mas logo seus princípios levaram ao desenvolvimento de uma nova Igreja.

Crenças

Como todos os cristãos, os metodistas creem na Trindade, em que três entidades são unidas em um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Eles acreditam também que a Bíblia é a única fonte de orientação a ser seguida. Da mesma forma que as outras denominações protestantes, o metodismo tem raízes no catolicismo, e ainda aceita suas declarações de fé. Assim, mantém dois dos sacramentos, ou rituais, da Igreja Católica: o batismo e a eucaristia, ou Santa Ceia.

Para os metodistas, o indivíduo deve ter uma relação pessoal com Deus que transforme sua vida, dedicar-se à vida cristã e ajudar os necessitados. A fé em Deus, segundo eles, deve levar as pessoas a servir o próximo.

Prática

Os metodistas frequentam cerimônias religiosas semanais, geralmente aos domingos, oficiadas com rituais simples. Dá-se muita importância aos hinos, muitos dos quais foram escritos por Charles, irmão de John Wesley, e ainda são cantados.

História

John Wesley era um membro fervoroso da Igreja Anglicana e, em 1728, tornou-se padre. Ele e o irmão, Charles, passaram a fazer parte de um grupo de estudantes da Universidade de Oxford que se reunia para ler a Bíblia, frequentar cerimônias religiosas e visitar prisioneiros regularmente. Pelo fato de seguir uma vida tão ordenada e metódica, os outros estudantes começaram a chamá-los de metodistas.

Depois que o grupo se desfez, os irmãos Wesley continuaram a praticar a religião. Por volta de 1738, John começou a pregar a crença de que a fé leva à salvação. Fazia sermões àqueles que se sentiam excluídos pelo anglicanismo e reunia grupos para realizar cultos, e assim os metodistas acabaram formando uma sociedade dentro da Igreja Anglicana. Wesley também enviou pregadores para as colônias britânicas na América a fim de difundir a religião. Lá, em 1784, foi fundada a Igreja Metodista Episcopal. Mais tarde, missionários levaram a religião a muitas outras partes do mundo.

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Uma reunião da Igreja Metodista Episcopal Africana em Ohio, EUA, por volta de 1830.
Library of Congress, Washington, D.C.

Em 1791, John Wesley morreu. Quatro anos depois, a ordem separou-se oficialmente da Igreja Anglicana e, mais tarde, fragmentou-se em diversos grupos. Alguns deles acabaram se unindo novamente no século XX. No início do século XIX, nos Estados Unidos, os metodistas se dividiram em virtude da questão da escravidão. Em 1816 foi fundada a Igreja Metodista Episcopal Africana, por afro-americanos que haviam sofrido discriminação dentro da Igreja Metodista Episcopal. Um outro grupo fundou em 1821 a Igreja Metodista Episcopal Africana Sião.

Em 1956, as mulheres passaram a poder se tornar pastoras na Igreja Metodista Unida. Em 1980, a Igreja elegeu sua primeira bispa.

No Brasil

Depois da divisão da Igreja Metodista dos Estados Unidos, muitos membros da Igreja Metodista Episcopal do Sul emigraram para a América Central e para a América do Sul — entre eles Junius Newman, que financiou sua própria viagem, chegando ao Brasil em 1867 e estabelecendo-se em Saltinho, cidade próxima a Santa Bárbara do Oeste, no estado de São Paulo. O metodismo foi levado a várias partes do país e, em 1930, a Igreja Metodista brasileira tornou-se autônoma, elegendo seu primeiro bispo no Brasil em 1934.