pintura 

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Autorretrato pintado por Pierre-Auguste Renoir, em 1910. Faz parte da coleção dos …
Archives Denyse Durand-Ruel
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O detalhe deste manuscrito indiano mostra um estilo de pintura decorativa em miniatura que se usava …
P. Chandra
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Este detalhe do quadro Girassóis, de Vincent van Gogh, revela as fortes …
© Scala/Art Resource, New York
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Este detalhe de uma pintura feita em rolo por Kuo Hsi é um exemplo de paisagen chinesa. O …
National Palace Museum, Taipei, Taiwan, Republic of China
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Construção de barco perto do moinho de Flatford. Este quadro, pintado …
Courtesy of the Board of Trustees of the Victoria and Albert Museum, London
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A criação de Adão, detalhe do afresco no teto da Capela Sistina, …
Scala/Art Resource, New York
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Este afresco – técnica de pintura sobre argamassa ainda fresca –, do artista …
SCALA/Art Resource, New York
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Detalhe da pintura mural de um túmulo de Tebas, no Egito, de cerca de 1450 a.C., exposto no …
Courtesy of the trustees of the British Museum
Projetos na Área de Pesquisa

Pintura é a arte de criar imagens usando cores, matizes, formas, linhas e texturas. Os museus e as galerias são os lugares onde se expõem as obras de muitos artistas profissionais. Mas há muitas pessoas que se dedicam à pintura por lazer ou para se expressar de maneira artística.

Pintura é a arte de criar imagens usando cores, matizes, formas, linhas e texturas. Os museus e as galerias são os lugares onde se expõem as obras de muitos artistas profissionais. Mas há muitas pessoas que se dedicam à pintura por lazer ou para se expressar de maneira artística.

Pessoas de todas as idades criam pinturas com o uso dos mais diversos materiais. Os pintores experientes geralmente pintam com tinta a óleo ou acrílica aplicada com pincel sobre uma tela, outros aplicam a tinta com espátula ou outros instrumentos, e alguns usam outros tipos de superfície plana para pintar suas obras, como a madeira, por exemplo. Os mais jovens costumam usar aquarela sobre papel. Já as crianças novinhas pintam com tintas especiais, que não são tóxicas, para serem aplicadas com os dedos.

Temas

Os pintores usam sua arte para expressar devoção a uma religião, para contar uma história, para exprimir sentimentos ou ideias, ou simplesmente para criar uma imagem bonita. As pinturas religiosas em geral retratam deuses, santos ou uma cena criada a partir de um texto sagrado. Lendas famosas, eventos históricos ou mesmo cenas do cotidiano são outros temas comuns, assim como os retratos, em que se pinta a imagem de uma pessoa. Alguns artistas pintam autorretratos, ou seja, reproduzem a própria imagem. Todas essas formas de pintura retratam a figura humana de alguma maneira.

Há pinturas que representam outras coisas em vez de pessoas. Nas paisagens pintam-se imagens da natureza. Há também a natureza-morta, um gênero de pintura em que são retratados coisas ou seres inanimados, como frutas, vegetais ou vasos de flores. Alguns artistas manifestam-se por imagens que não representam nada específico. Essas obras são chamadas pinturas abstratas.

Elementos de criação

A criação de uma pintura baseia-se na disposição e na harmonização de linhas, formas, cores, matizes e texturas, formando um padrão. Certas combinações de cores e de formas transmitem determinados estados de espírito ou produzem sensações específicas de espaço, volume, movimento ou luz. A pintura é uma obra bidimensional, uma vez que é feita em superfícies planas, que têm comprimento e largura, mas não têm profundidade. Algumas obras são chapadas, ou seja, parecem não ter volume. Outras, no entanto, parecem ser tridimensionais — mesmo não sendo — graças ao modo como o artista usou as linhas, as sombras e as formas geométricas, gerando uma sensação de volume.

História

O homem cria pinturas há milhares de anos. Na França e na Espanha, foram encontradas pinturas feitas em cavernas que datam de 15 mil anos atrás. Elas em geral mostram os animais que os primeiros homens caçavam. Amostras de pinturas em cerâmica de pelo menos 5 mil anos foram encontradas na China e no Irã. Os antigos egípcios decoravam os sarcófagos e os templos com pinturas elaboradas. Na Grécia Antiga, eram pintados objetos decorativos, como vasos, além das paredes dos templos.

Idade Média

Em muitos lugares, como o Egito, a Grécia, Roma e a China da Antiguidade, pinturas em miniatura eram criadas para decorar manuscritos, as chamadas iluminuras. A pintura em miniatura foi uma importante forma de arte na Índia e em regiões do Oriente Médio. Na Europa, durante a Idade Média (período do século VI ao XVI da era cristã), as versões da Bíblia e outros livros importantes continham esse tipo de ilustração.

No leste da Europa, passaram-se a pintar imagens religiosas em painéis de madeira. No final da Idade Média, os artistas europeus começaram a pintar telas apoiadas sobre cavaletes, e as pinturas se tornaram portáteis, podendo ser penduradas nas paredes.

Já a China e o Japão deram início a uma longa tradição de pinturas em aquarela e em nanquim feitas em longos rolos de papel ou de seda. Os chineses reproduziam paisagens, enquanto os japoneses em geral contavam uma história, misturando textos e ilustrações.

O Renascimento

Durante o período conhecido como Renascimento, ou Renascença (entre os séculos XIV e XVI), houve um grande avanço das artes na Europa. Os artistas passaram a pintar imagens mais realistas do que as da Idade Média. Para isso, eles tinham que observar com atenção tudo o que os rodeava. Eles desenvolveram, então, muitas técnicas para criar a ilusão de um mundo tridimensional em superfícies planas.

Em Florença e em Roma (que hoje fazem parte da Itália), artistas como Leonardo da Vinci, Rafael e Michelangelo introduziram ideias inovadoras. Da Vinci, em particular, testou maneiras de criar efeitos de luz e sombra, o chamado claro-escuro. Mais tarde, outros pintores italianos, como Ticiano, Tintoretto e Paolo Veronese, tornaram Veneza um importante centro das artes. O Renascimento italiano influenciou muitos artistas em outras partes da Europa, entre eles Albrecht Dürer, na Alemanha, Pieter Brueghel, onde atualmente é a Bélgica, e El Greco, que criou grandes obras na Espanha.

Barroco, rococó e neoclássico

No século XVII, o barroco tornou-se popular na Europa. As pinturas barrocas usam cores vivas e efeitos dramáticos de luz e sombra para exprimir fortes emoções. Os pintores barrocos mais conhecidos foram o italiano Caravaggio e o artista flamengo Piers Paul Rubens. Além deles, outros grandes artistas se destacaram, como o espanhol Diego Velázquez e os holandeses Rembrandt e Jan Vermeer.

No século XVIII, pintores franceses, como Jean-Antoine Watteau, criaram o estilo rococó. Suas pinturas rebuscadas retratam paisagens suaves e cenas decorativas com pessoas elegantemente vestidas.

No Brasil, o estilo barroco pode ser encontrado em igrejas da Bahia, do Rio de Janeiro, de Pernambuco e, principalmente, de Minas Gerais. Trazido pelos colonizadores, o barroco chegou ao país no século XVIII e, muitas vezes, aparece misturado com o estilo rococó numa mesma obra. Teve como principais representantes Manuel da Costa Ataíde, na pintura, e o Aleijadinho, na escultura.

Em reação ao rococó, artistas como Jacques-Louis David criaram o estilo neoclássico, no final do século XVIII, em que ilustravam cenas do mundo clássico (Grécia e Roma antigas), com linhas simples e sem muitos detalhes.

Romantismo e realismo

Alguns artistas do século XIX queriam expressar sua imaginação e seus sentimentos em obras muito pessoais, em que davam muito valor à natureza e usavam bastante luz e cor em suas paisagens. Eles faziam parte do movimento chamado romantismo.

Outros artistas do mesmo século adotaram o realismo. Em vez de aproveitar temas históricos e grandes ideias, suas obras eram voltadas para a representação realista da vida e dos problemas do dia a dia. O pintor realista francês Gustave Courbet, por exemplo, acreditava que a pintura podia inspirar mudanças sociais.

Impressionismo e pós-impressionismo

No final do século XIX, um grupo de artistas franceses experimentou capturar o efeito passageiro da luz sobre as cores da natureza. Alguns procuraram reproduzir os efeitos da luz refletida com pinceladas de cores claras e contrastantes. Esse estilo de pintura ficou conhecido como impressionismo e teve como principais representantes os artistas Édouard Manet, Pierre-Auguste Renoir, Camille Pissarro, Claude Monet e Edgar Degas.

Os artistas conhecidos como pós-impressionistas levaram o movimento adiante, com suas próprias maneiras de usar as cores, as formas e os materiais. O francês Georges Seurat desenvolveu o pontilhismo, um estilo em que as imagens são formadas apenas por pontos de cor. O holandês Vincent van Gogh expressava emoções fortes usando cores vivas e pinceladas vigorosas. Paul Cézanne, francês, não pintava os detalhes dos objetos; em vez disso, destacava suas formas básicas. Outro francês, Paul Gauguin, usava cores intensas em suas pinturas do Taiti, uma ilha do sul do oceano Pacífico.

Pintura moderna

Os impressionistas e os pós-impressionistas abriram caminho para as formas modernas de pintura. Muitos pintores modernos criaram obras abstratas, que não representam nada do mundo exterior. Em vez de mostrar pessoas, lugares ou objetos identificáveis, essas pinturas são voltadas para as cores, as linhas, as formas e as texturas. Vassili Kandinski, artista de origem russa, criou algumas das primeiras obras abstratas no início do século XX.

Pablo Picasso, um grande artista do século passado, foi um dos criadores do estilo chamado cubismo, em que as pessoas ou as coisas são representadas como se tivessem sido fragmentadas em formas simples e chapadas. Essas obras mostram, ao mesmo tempo, mais de um lado da pessoa ou do objeto — uma imagem, por exemplo, pode mostrar o perfil do nariz de uma pessoa junto com seus dois olhos.

Em 1920, artistas como os espanhóis Salvador Dalí e Joan Miró combinaram imagens de fantasia e realidade no estilo conhecido como Surrealismo. Nele, os artistas pintavam objetos comuns em cenários inusitados — um trem saindo de uma lareira, por exemplo.

Os pintores da época tinham estilos muito característicos. O pintor suíço Paul Klee usava elementos cubistas junto com representações infantis. O francês Henri Matisse empregava cores fortes e expressivas. O francês nascido na Rússia Marc Chagall preenchia suas pinturas com imagens de sonhos em cores vivas.

No Brasil, em 1922, na cidade de São Paulo, foi realizada a Semana de Arte Moderna, dedicada a vários temas: pintura, escultura, poesia, literatura e música. No evento tiveram destaque importantes pintores brasileiros, entre eles Anita Malfatti e Di Cavalcanti. Tarsila do Amaral e Cândido Portinari também foram dois grandes pintores modernistas brasileiros. Outro artista de grande importância para o Brasil, nascido na Lituânia, foi Lasar Segall, que se estabeleceu no país na década de 1920.

Nos Estados Unidos, na década de 1950, teve início o movimento da Pop Art. Roy Lichtenstein e Andy Warhol, por exemplo, usavam coisas da cultura popular, como latas de sopa, placas de sinalização, anúncios publicitários e histórias em quadrinhos, em suas obras.

Novas formas de pintura e de expressão artística continuam sendo exploradas no século XXI, com o uso de novos materiais e temas diversos. Um exemplo é o grafite, tipo de pintura feita nos muros das cidades, que antes era marginalizado e agora passou a ser considerado como arte urbana.