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xintoísmo 

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Diante dos templos xintoístas, no Japão, há estruturas especiais em que as …
© Les Pickett—Papilio/Corbis
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O xintoísmo é um sistema de crenças e práticas religiosas tradicional do Japão, intimamente ligado à espiritualidade do país. Mais de 100 milhões de pessoas no mundo seguem o xintoísmo. A maioria delas vive no Japão.

O xintoísmo é um sistema de crenças e práticas religiosas tradicional do Japão, intimamente ligado à espiritualidade do país. Mais de 100 milhões de pessoas no mundo seguem o xintoísmo. A maioria delas vive no Japão.

A palavra “xintoísmo” significa “o caminho de kami”. Kami representa os poderes superiores que os xintoístas cultuam; podem ser objetos naturais e criaturas (como os espíritos das montanhas e os animais), seres humanos respeitados (imperadores, por exemplo) ou deuses e deusas. Para os xintoístas, os kami são a fonte da vida. São eles que revelam a verdade para as pessoas e as guiam.

Um dos kami mais importantes é Amaterasu, a deusa do Sol. Os xintoístas acreditam que ela é ancestral do primeiro imperador do Japão. Um importante santuário xintoísta da cidade de Ise, na província de Mie, no Japão, é consagrado a essa deusa. (Santuário é um lugar de culto a alguma divindade.)

O xintoísmo não tem um livro fundamental que sirva de guia para os seguidores nem uma atividade religiosa semanal como a missa. O xintoísta pode ir aos santuários sempre que quiser; alguns os visitam diariamente. Muitos xintoístas praticam também o budismo. Algumas pessoas têm em casa altares xintoístas e budistas preparados para as orações.

Os fiéis se reúnem nas festas realizadas durante o ano, em que costuma haver rituais de purificação, oferenda de comidas, orações, música e dança. Entre as celebrações mais importantes estão uma espécie de ação de graças e uma festa de ano-novo.

Sabe-se pouco sobre as origens do xintoísmo. A religião já era forte na época em que o budismo foi introduzido no Japão, no século VI d.C. As duas religiões se misturaram durante os séculos.

No final do século XIX, o governo japonês tornou o xintoísmo a principal religião do país e incentivou o povo a frequentar os santuários xintoístas. Além disso, fez as pessoas acreditarem que o imperador do Japão era um deus. O esforço para impor essa crença terminou em 1945, depois que o Japão foi derrotado na Segunda Guerra Mundial e o imperador assinou a rendição.