Casimiro de Abreu 

Photograph
Retrato do poeta brasileiro Casimiro de Abreu.
Complete work of Casimiro J. M. de Abreau
Projetos na Área de Pesquisa

Casimiro de Abreu, cujo nome completo era Casimiro José Marques de Abreu, foi um poeta brasileiro do movimento literário chamado Romantismo. Ficou conhecido pelos poemas “Meus oito anos”, “Canção do exílio”, “Infância”, “Amor e medo”, “A valsa”, “Moreninha”, entre outros.

Casimiro de Abreu, cujo nome completo era Casimiro José Marques de Abreu, foi um poeta brasileiro do movimento literário chamado Romantismo. Ficou conhecido pelos poemas “Meus oito anos”, “Canção do exílio”, “Infância”, “Amor e medo”, “A valsa”, “Moreninha”, entre outros.

O poeta nasceu em 4 de janeiro de 1839, na cidade de Capivari (atual Silva Jardim), no estado do Rio de Janeiro, e morreu em 18 de outubro de 1860, em Indaiaçu (hoje município de Casimiro de Abreu, em sua homenagem), no mesmo estado.

Aos 13 anos de idade, foi para a cidade do Rio de Janeiro trabalhar com o pai, no comércio. Dois anos depois, o pai o mandou a Portugal para estudar. Mas Casimiro de Abreu estudou pouco. Não tinha intenção de assumir os negócios do pai, preferindo ser artista e levar vida boêmia.

Em Portugal, escreveu a maior parte de sua obra poética, cujos temas eram recorrentes na segunda geração do Romantismo, como a saudade da pátria, a exaltação da natureza de seu país e as lembranças da infância. Por isto último, ele é chamado de “Poeta da Infância”.

A poesia de Casimiro de Abreu ficou conhecida por seu lirismo e pela linguagem simples com que foi escrita, fazendo dele um poeta bastante popular no Brasil.

Ele morreu jovem, aos 21 anos, de tuberculose, mas chegou a publicar duas obras: a pequena peça teatral Camões e o jaú, encenada em 1856, em Portugal, e o livro de poemas As primaveras, de 1859, que traz a famosa poesia “Meus oito anos”, cujos primeiros versos são:

Oh! que saudades que eu tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueira
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
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