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aimoré 

Photograph
Imagens de homens botocudo datadas entre 1890 e 1923. Eles usavam grandes botoques nos …
Frank and Frances Carpenter Collection/Library of Congress, Washington, D.C. (cph 3b34602)
Projetos na Área de Pesquisa

Os aimorés são um povo indígena do Brasil. Também chamados de embarés ou ambarés, no século XVI os aimorés habitavam principalmente a região do vale do rio Jequitinhonha e do rio Doce, áreas que hoje fazem parte aos estados de Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.

Os aimorés são um povo indígena do Brasil. Também chamados de embarés ou ambarés, no século XVI os aimorés habitavam principalmente a região do vale do rio Jequitinhonha e do rio Doce, áreas que hoje fazem parte aos estados de Espírito Santo, Minas Gerais e Bahia.

No início da colonização, como forma de distinguir os povos que habitavam o território brasileiro, os portugueses dividiram as várias tribos indígenas em dois grandes grupos: os tupis e os tapuias. Estavam entre os tupis todos aqueles que falavam a “língua geral” (o tupi), e entre os tapuias os povos que não a falavam. Os aimorés eram classificados como tapuias.

Na verdade, os aimorés faziam parte de um grupo conhecido como botocudos e eram facilmente reconhecidos. Eles chamavam a atenção não apenas pelas características físicas naturais (eram altos e robustos), como também pelos grandes enfeites circulares, chamados botoques, que usavam nos lábios e nas orelhas. Esses ornamentos, no entanto, não eram utilizados exclusivamente por eles, mas por tribos diversas de botocudos.

Valentes, os aimorés travaram muitas lutas com os colonizadores, porque não se deixavam dominar. A mais sangrenta das guerras aconteceu em 1558, na capitania do Espírito Santo, às margens do rio Cricaré.

Na ocasião, depois de sofrer uma derrota, os portugueses atacaram com grande ferocidade, matando milhares de índios. O evento ficou conhecido como Batalha de Cricaré.

Estudos atuais afirmam que os crenaques (ou krenak) são os últimos aimorés do Brasil. Há uma população de 350 indivíduos no vale do rio Doce, no estado de Minas Gerais (dados da Funasa, Fundação Nacional de Saúde, de 2010), mais alguns no município de Tupã, no estado de São Paulo.