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Pedro Américo 

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O quadro O grito do Ipiranga (1888) é a obra mais célebre do pintor …
José Cruz/Abr (http://creativecommons.org/licenses/by/2.5/br/legalcode)
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Pedro Américo de Figueiredo e Melo, conhecido como Pedro Américo, foi importante pintor e desenhista brasileiro. Nasceu em 1843, na cidade de Areia, no estado da Paraíba, e morreu em 1905, em Florença, na Itália.

Pedro Américo de Figueiredo e Melo, conhecido como Pedro Américo, foi importante pintor e desenhista brasileiro. Nasceu em 1843, na cidade de Areia, no estado da Paraíba, e morreu em 1905, em Florença, na Itália.

No ano de 1852, ainda criança, percorreu por vários meses o sertão dos estados da Paraíba, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, do Ceará e do Piauí, desenhando a flora e a fauna locais. Ele acompanhava a expedição científica liderada por Louis-Jacques Brunet, naturalista francês que o convidou para a missão após surpreender-se com seus desenhos.

Dois anos depois, foi estudar na Academia Imperial das Belas-Artes, no Rio de Janeiro, onde se destacou. Passou, então, a ter seus estudos patrocinados pelo imperador dom Pedro II, que o enviou à França para se aprimorar. Pedro Américo viveu em Paris de 1859 a 1864, estudando com Ingres, Leon Cogniet e Horace Vernet, importantes artistas do movimento chamado Neoclassicismo. Enquanto esteve na França, também estudou filosofia e literatura.

Em 1865, passou em primeiro lugar no concurso para a cátedra de Desenho da Academia Imperial das Belas-Artes, onde havia estudado, com a tela Sócrates afastando Alcebíades dos braços do vício. Em 1869, pediu transferência para a cadeira de História da Arte, Estética e Arqueologia, lecionando nessa área até 1890. Nesse período, viajou algumas vezes para a Europa, onde fez várias exposições.

Após a proclamação da República no Brasil, foi eleito deputado da Assembleia Constituinte.

Pedro Américo foi um importante pintor dos tempos do Brasil Império. Retratou, por encomenda do governo, feitos militares e históricos, como A batalha do Avaí, baseado num episódio da Guerra do Paraguai, e O grito do Ipiranga, seu quadro mais célebre, relacionado com a Independência do Brasil.