Oswald de Andrade 

Projetos na Área de Pesquisa

Oswald de Andrade, escritor, foi um dos fundadores no Brasil do movimento cultural chamado modernismo. Formou-se em direito, mas trabalhou como jornalista literário.

Oswald de Andrade, escritor, foi um dos fundadores no Brasil do movimento cultural chamado modernismo. Formou-se em direito, mas trabalhou como jornalista literário.

Infância e juventude

José Oswald de Sousa Andrade nasceu no dia 11 de janeiro de 1890, na cidade de São Paulo. Sua família era rica, o que lhe permitiu passar temporadas em Paris e conviver com estudantes e intelectuais europeus. Publicou seus primeiros textos no jornal O Pirralho, fundado por ele em 1911.

Fortemente influenciado por dois movimentos artísticos europeus, o futurismo e o cubismo, passou a escrever textos teatrais.

Em 1915, começou a publicar uma série de textos em A Cigarra e A Vida Moderna, entre elas trechos de Memórias sentimentais de João Miramar, um romance composto aos pedaços e escrito em estilos variados (cartas, relatos de viagem, poemas, cartões, diálogos etc.). O livro só foi publicado em 1924, bem depois da Semana de Arte Moderna de 1922, e tornou-se um dos símbolos mais importantes do movimento modernista brasileiro.

A Semana de Arte Moderna

Oswald ficou conhecido nos círculos de intelectuais não apenas pela publicação de seus textos mas também pelo comportamento irreverente e inflamado. Em 1917, defendeu, num artigo para a imprensa, a pintora Anita Malfatti dos ataques feitos pelo escritor Monteiro Lobato a uma exposição da artista.

A essa altura, integrava com Mário de Andrade o primeiro grupo de modernistas, ao lado dos escritores Guilherme de Almeida e Ribeiro Couto e do artista plástico Di Cavalcanti. Pouco depois, conheceu Tarsila do Amaral (com quem veio a se casar), e juntou-se a outros modernistas para criar a Semana de Arte Moderna, realizada no Teatro Municipal de São Paulo entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922.

O evento reuniu trabalhos de música, escultura, arquitetura, pintura, literatura e poesia que romperam com os padrões estéticos da época. No mesmo ano, Oswald publicou o romance Os condenados (o primeiro da chamada trilogia do exílio), com capa de Anita Malfatti.

Em 1924, lançou no jornal Correio da Manhã o Manifesto Pau-Brasil, no qual uniu os elementos básicos da Semana de Arte Moderna ao nacionalismo. Nele, o autor valorizava a cultura brasileira e defendia a necessidade de uma nova poesia: “Dividamos: a poesia de importação. E a Poesia Pau-Brasil, de exportação”.

Quatro anos depois, fundou, com os escritores Raul Bopp e Antônio de Alcântara Machado, a Revista de Antropofagia. Na edição de estreia, a revista trouxe o Manifesto Antropófago, incitando artistas a praticar o canibalismo cultural – ou seja, a comer simbolicamente tudo o que fosse importante da cultura de outros povos, digerir e transformar em algo novo, com os elementos da cultura brasileira.

No final da década de 1920, rompeu com Mário de Andrade.

Engajamento político

Num intervalo de suas viagens frequentes à Europa, Oswald conheceu a poetisa e ativista política Patrícia Galvão, Pagu, que viria a se tornar sua terceira esposa. O seu engajamento político se acentuou, chegando ao auge depois de um encontro que teve com o líder comunista Luis Carlos Prestes. Depois disso, Oswald publicou O mundo político e o Manifesto ordem e progresso, em 1931.

Escreveu mais tarde o romance Serafim Ponte Grande, no qual faz uma crítica irônica aos valores e costumes da burguesia paulistana, e as peças de teatro O homem e o cavalo e O rei da vela.

Morreu em 22 de outubro de 1954, em São Paulo. Tinha 64 anos.