Lygia Bojunga 

Photograph
Pelo conjunto de sua obra, a escritora brasileira Lygia Bojunga, à esquerda, recebe da …
Mark Earthy/AP
Projetos na Área de Pesquisa

Lygia Bojunga é uma escritora brasileira de livros para crianças e jovens. Na década de 1970, ela teve uma importância muito grande, porque foi um período em que a literatura infantil e juvenil do Brasil ganhou mais destaque e conquistou muitos leitores.

Lygia Bojunga é uma escritora brasileira de livros para crianças e jovens. Na década de 1970, ela teve uma importância muito grande, porque foi um período em que a literatura infantil e juvenil do Brasil ganhou mais destaque e conquistou muitos leitores.

Lygia Bojunga Nunes nasceu em Pelotas, no estado do Rio Grande do Sul, no dia 26 de agosto de 1932, mas mudou-se com a família para o Rio de Janeiro quando ainda era criança. Estudou teatro e trabalhou como atriz. Também trabalhou em rádio e televisão.

Obras

Só em 1972 é que Lygia Bojunga publicou seu primeiro livro, Os colegas, depois de ter ganhado, com ele, o primeiro prêmio do Concurso de Literatura Infantil do Instituto Nacional do Livro (1971). É uma fábula que traz a aventura de cinco animais: três cachorros, um urso e um coelho.

Depois desse vieram outros vinte livros, como Angélica (1975), O sofá estampado (1980), Tchau! (1984) e O meu amigo pintor (1987). Mas os que fizeram mais sucesso mesmo foram A bolsa amarela (1976), A casa da madrinha (1978) e A corda bamba (1979). Todos eles tornaram-se clássicos da literatura feita para a infância e a adolescência.

Em A bolsa amarela, um dos seus livros mais famosos, a autora conta a história da menina Raquel; é a primeira obra de Lygia em que uma pessoa é protagonista. A heroína, Raquel, esconde dentro da bolsa três vontades: a de não crescer, a de ser menino e a de virar escritora. Além das vontades, Raquel também guarda ali amigos secretos, como um galo chamado Afonso, um guarda-chuva e um alfinete de fralda. A casa da madrinha conta as desventuras de um menino, Alexandre, que vendia coisas nas ruas do Rio de Janeiro. Um dia, ele decide sair em busca da “casa da madrinha”, um lugar em que todos os seus problemas (a fome, por exemplo) poderiam ser resolvidos. Nessa jornada de Alexandre surgem o Pavão, a menina Vera e o Cavalo Ah.

Já no livro A corda bamba, Maria é uma menina criada num circo, filha de equilibristas. Ao perder os pais, a garota vai morar com a avó, que é rica e acha que pode comprar até gente com seu dinheiro. Maria estica uma corda entre a janela de seu quarto e a do apartamento vizinho que fica bem em frente. A obra é uma viagem de autoconhecimento.

A forma especial de escrever

Lygia Bojunga escreve de um jeito gostoso de ler, como se fosse uma conversa com o leitor. Ela mistura o real com a fantasia e trata de assuntos sérios mas ligados à vida de qualquer pessoa, inclusive crianças e jovens.

Ela entra no universo infanto-juvenil para falar sobre morte, suicídio, medo de crescer, luta pela sobrevivência, carência afetiva e preconceitos. Em suas histórias, muitas vezes, os objetos ganham vida. Isso tudo faz parte da surpresa que a vida sempre reserva para as pessoas atentas e curiosas.