Ceará 

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Estátua da Iracema Guardiã (criada pelo artista Zenon Barreto em …
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Dunas de Jericoacoara, no estado do Ceará.
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Barcos na praia de Jericoacoara, no Ceará, Brasil.
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A carnaúba é uma árvore da família das palmeiras muito apreciada porque …
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Uirapuru (Cyphorhinus aradus).
Sheridan Coffey
Projetos na Área de Pesquisa

O Ceará (sigla: CE) é um estado localizado na região Nordeste do Brasil. Sua capital é Fortaleza. A área do Ceará é de 148.825 km2 e sua população é de 8.448.055 habitantes (censo de 2010).

O Ceará (sigla: CE) é um estado localizado na região Nordeste do Brasil. Sua capital é Fortaleza. A área do Ceará é de 148.825 km2 e sua população é de 8.448.055 habitantes (censo de 2010).

Geografia

O Ceará faz limite, ao norte, com os estados da Paraíba e do Rio Grande do Norte; ao sul, com Pernambuco; e, a oeste, com o Piauí. A norte e nordeste, o estado é banhado pelo oceano Atlântico.

O litoral cearense se estende por 573 quilômetros. O relevo do estado varia entre áreas que ficam ao nível do mar e outras que chegam a ultrapassar 1.000 metros de altitude. O ponto mais alto é o pico do Oeste, com 1.145 metros. Há planícies litorâneas, depressões sertanejas, pés de serra, planaltos, serras e serrotes. O clima predominante é o semiárido, com temperatura média anual de 29°C. Durante os meses de chuva, de fevereiro a maio, a temperatura baixa para a média de 25°C.

Os rios do Ceará são temporários, o que quer dizer que secam durante um período do ano. O mais importante deles é o rio Jaguaribe.

Flora e fauna

Praticamente 90 por cento do território cearense é caracterizado pela Caatinga. Uma variedade maior de vegetação existe apenas nas regiões mais elevadas e no litoral, porque são áreas com mais umidade. Na parte alta das chapadas, por exemplo, é possível encontrar áreas de cerrado. Nas várzeas dos rios estão os carnaubais, e nos pés de serra e nos sopés das chapadas existem florestas. Na região litorânea é possível encontrar vegetação típica de dunas como coqueiros e mangues.

Uma das plantas mais conhecidas do Ceará é a carnaúba, um dos símbolos do estado e importante fonte de recursos para a economia local. Outra planta típica é a cebola-de-calango, um dos itens mais apreciados por colecionadores de bulbos do mundo.

A fauna cearense destaca-se pela presença de pássaros característicos da região, como o uirapuru-laranja e a jandaia. O soldadinho-do-araripe é outra espécie de ave importante, descoberta em 1996 na chapada do Araripe e só encontrada nessa região. Nas áreas de mangue destacam-se caranguejos, galinhas-d’água, garças, siris e carás, entre outros animais.

População

A população cearense é formada, em grande parte, por mestiços descendentes de brancos e índios, além de mulatos e caboclos. Os brancos, na maioria, têm origem portuguesa, com pequena contribuição de holandeses, espanhóis e sírio-libaneses.

Atualmente, o Ceará conta com quinze etnias nativas reconhecidas, totalizando uma população de 22.500 índios.

Economia

No município de Santa Quitéria está localizada a maior reserva de urânio do Brasil. É matéria-prima essencial para a produção de energia pelas usinas nucleares de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A mineração é outro ponto forte da economia cearense. O estado produz petróleo, gás natural, ferro, água mineral, calcário, argila, magnésio e granito.

O turismo é uma das atividades econômicas mais importantes do Ceará. Ele alimenta uma forte atividade artesanal de qualidade, que gera itens de exportação. As rendas feitas no Ceará se destacam no mundo inteiro.

Na agricultura, destaca-se o cultivo de feijão, arroz, milho, castanha de caju, algodão, mandioca, mamona, tomate, laranja e banana. Além disso, também merece destaque a pecuária, com bovinos, suínos, caprinos, equinos, aves, asininos e ovinos.

A indústria cearense atua em áreas como vestuário, produção de alimentos, metalurgia, química e calçados. O Distrito Industrial de Maracanaú, na região metropolitana de Fortaleza, é um importante complexo industrial do estado.

História

Em 1535, com o intuito de marcar o domínio da colônia, a coroa portuguesa concedeu a Antônio Cardoso de Barros a capitania do Siará. Mas Cardoso de Barros nunca se preocupou em tomar posse dessa espécie de feudo e a região continuou exposta à atuação dos piratas franceses. As populações indígenas nativas prevaleciam: os tupis na costa e os jês (ou tapuias) no interior.

A ocupação do território cearense pelos portugueses começou, efetivamente, em 1603, com a bandeira de Pero Coelho de Souza. A posse oficial, no entanto, se daria em 1612, com a fundação do Forte de São Sebastião. Em 1637, o Ceará foi invadido pelos holandeses, que lutariam com os portugueses pelo controle da área até serem expulsos definitivamente em 1654.

A grande seca de 1877-1879, um dos períodos mais severos de seca da história cearense, levou à morte milhares de pessoas e resultou na migração maciça para outros estados. Esses migrantes se tornaram conhecidos com o nome de retirantes. Muitos foram para Fortaleza, que viu sua população quadruplicar em pouco tempo.

Ainda nas últimas décadas do século XIX, começou a ganhar força a atividade dos cangaceiros, grupos organizados que promoviam saques em cidades e propriedades rurais.

A miséria e a forte religiosidade do povo estimulavam o surgimento de líderes messiânicos e o fanatismo religioso. Um dos líderes religiosos mais carismáticos da época foi Padre Cícero.

No início do século XX, outra grave seca levou ao êxodo de boa parte da população para a região amazônica.

O estado do Ceará é conhecido como “Terra da Luz”. Recebeu esse epíteto do líder abolicionista e republicano José do Patrocínio, por ter sido a primeira província a abolir a escravidão, em 1884, quatro anos antes, portanto, da assinatura da Lei Áurea.