Jean-Baptiste Debret 

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Escravos carregando café; gravura de Jean-Baptiste Debret, 1826.
G. Dagli Orti—DeA Picture Library
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Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo, arquiduquesa da Áustria, chega ao Rio de …
ASIA/Everett Collection
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Jean-Baptiste Debret foi um pintor e desenhista francês que produziu uma vasta obra sobre o Brasil, retratando os costumes, o povo e importantes fatos históricos. Sua obra registra a cultura e os costumes do Rio de Janeiro e do Brasil no início do século XIX, representando a vida da população nas ruas e no ambiente doméstico, os indígenas de várias etnias e o trabalho cotidiano, sem esconder o sofrimento dos escravos.

Jean-Baptiste Debret foi um pintor e desenhista francês que produziu uma vasta obra sobre o Brasil, retratando os costumes, o povo e importantes fatos históricos. Sua obra registra a cultura e os costumes do Rio de Janeiro e do Brasil no início do século XIX, representando a vida da população nas ruas e no ambiente doméstico, os indígenas de várias etnias e o trabalho cotidiano, sem esconder o sofrimento dos escravos.

A vinda para o Brasil

Debret nasceu em Paris em 1768 e estudou na Academia de Belas-Artes. Além de ter estudado arte, formou-se professor de desenho na Escola Politécnica. Mas foi como pintor e desenhista que ele se destacou.

Uma de suas premiações mais importantes foi o segundo lugar no Salão de Paris de 1798, com o quadro O general messênio Aristodemo liberto por uma moça.

Produziu grandes quadros que retratam feitos do imperador francês Napoleão Bonaparte, muitos deles por encomenda. Com a queda do imperador e a morte de seu único filho, Debret resolveu deixar a França.

Era o ano de 1816. Debret estava com 48 anos e veio ao Brasil como membro de missão artística francesa, chefiada pelo escritor e político francês Joaquim Lebreton.

Segundo alguns autores, a missão artística francesa foi organizada a pedido de dom João VI, rei de Portugal, com o objetivo de formar no Brasil uma escola de artes semelhante à que existia na França.

Além de Debret, vieram o pintor Nicolas-Antoine Taunay e seu irmão, o escultor Auguste-Marie Taunay, o gravador Charles-Simon Pradier e o arquiteto Grandjean de Montigny. Eles trouxeram mais de cinquenta obras de arte, para dar início à formação de uma pinacoteca (ou galeria de arte) no Brasil.

Obras

Após a independência do Brasil, em 1822, Debret foi contratado como pintor oficial do Império, tendo feito diversos retratos da família real.

Os membros da missão francesa fundaram no Rio de Janeiro a primeira academia de artes do Brasil, a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios, que em 1824 passou a se chamar Academia Imperial de Belas-Artes.

É da autoria de Debret o desenho da bandeira brasileira com a cor verde e o losango amarelo. Com a proclamação da República, em 1889, a bandeira seria redesenhada, mas a ideia original de Debret foi mantida.

Algumas de suas obras mais importantes são Retrato de dom João VI, em tamanho natural, e Desembarque de dona Leopoldina em 1817, bem como os esboços de Aclamação de Pedro I e Sagração de Pedro I.

Debret permaneceu no Brasil até 1831, pintando e dando aulas na Academia Imperial de Belas-Artes. Foi na academia que Debret organizou a primeira exposição de arte do Brasil, em 1829.

O artista voltou para a França, onde publicou suas gravuras em três volumes intitulados Voyage pitoresque et historique au Brésil ou séjour d’un artiste français au Brésil (Viagem pitoresca e histórica ao Brasil ou estada de um artista francês no Brasil), entre 1834 e 1839.

Jean-Baptiste Debret morreu em Paris, no dia 11 de junho de 1848.