Garrincha 

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Garrincha, com a posse de bola, é marcado pelo zagueiro português Hilário, em …
Agencia Estado/AP
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Manoel dos Santos (1933-1983), apelidado Garrincha, foi um jogador do futebol brasileiro. É até hoje considerado um dos melhores pontas-direitas que o mundo já viu jogar. Suas pernas tortas (tinha uma diferença de seis centímetros entre a direita e a esquerda) foram responsáveis por dribles históricos que muitos craques tentaram imitar, sem nunca conseguir.

Manoel dos Santos (1933-1983), apelidado Garrincha, foi um jogador do futebol brasileiro. É até hoje considerado um dos melhores pontas-direitas que o mundo já viu jogar. Suas pernas tortas (tinha uma diferença de seis centímetros entre a direita e a esquerda) foram responsáveis por dribles históricos que muitos craques tentaram imitar, sem nunca conseguir.

Infância e juventude

Garrincha nasceu em Pau Grande, distrito de Majé, no estado do Rio de Janeiro, em 28 de outubro de 1933, numa família humilde.

Quando criança, além de jogar bola durante grande parte do tempo, gostava de caçar passarinhos, em especial o garrincha, que acabou lhe emprestando o nome.

O “anjo de pernas tortas”, como era chamado, iniciou sua carreira profissional no time do Botafogo, do Rio de Janeiro, em 1953. Defendeu a camisa do clube até 1965.

Nesse período, disputou duas Copas do Mundo, a de 1958 e a de 1962. Nessa última, depois da saída forçada de Pelé por causa de uma contusão, Garrincha liderou o time com suas jogadas incríveis, conduzindo a seleção brasileira ao bicampeonato mundial.

Jogou sessenta partidas pela seleção do Brasil e, mesmo na Copa do Mundo de 1966, a última que disputou, driblou como quem brincava de driblar, causando irritação e admiração nos jogadores que tentavam pará-lo em campo. Nessa copa, perdeu um único jogo com a camisa do Brasil, em 1966, contra a Hungria (por 3 a 1).

Declínio

A carreira do craque terminou cedo. Garrincha bebia em excesso, tinha uma vida desregrada, passava as madrugadas em farras na rua. Teve ao todo treze filhos (nove mulheres e três homens), com quatro mulheres diferentes. Quando conheceu a cantora Elza Soares, com quem teve o seu segundo casamento, já era publicamente conhecida a sua vida boêmia.

Além de ter jogado no Botafogo, atuou também em outros times — como Corinthians, Flamengo, Olaria e Atlético Junior (da Colômbia) —, até abandonar oficialmente o futebol em 1972.

Morreu no dia 20 de janeiro de 1983, com 49 anos, em decorrência de cirrose hepática, uma doença causada, em geral, pela ingestão exagerada de álcool. Estava pobre. Eram outros os tempos do futebol, e os jogadores não faziam fortuna como atualmente.

Sua vida está documentada nos filmes Garrincha, alegria do povo (1962), documentário dirigido por Joaquim Pedro de Andrade; e Garrincha, estrela solitária (2003), dirigido por Milton Alencar Jr., com base na biografia Estrela solitária – Um brasileiro chamado Garrincha, escrita por Ruy Castro.