Gilberto Gil 

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O músico Gilberto Gil, ex-ministro da Cultura, durante entrevista para a agência de …
Ricardo Moraes/AP
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Gilberto Passos Gil Moreira é um dos principais nomes da música do Brasil, sendo bastante conhecido e admirado também em muitos outros países. É compositor, violonista e cantor.

Gilberto Passos Gil Moreira é um dos principais nomes da música do Brasil, sendo bastante conhecido e admirado também em muitos outros países. É compositor, violonista e cantor.

Além de músico, foi ministro da Cultura no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (de 2003 a 2008) e, bem antes disso, vereador na Câmara Municipal de Salvador pelo Partido Verde (PV).

Ao lado de Caetano Veloso e de Chico Buarque de Holanda, firmou-se como uma das figuras centrais da música popular brasileira a partir do final da década de 1960, sendo um dos formuladores do movimento chamado tropicalismo.

O início

Gilberto Gil nasceu no dia 26 de junho de 1942, em Salvador, na Bahia, mas viveu em Ituaçu, pequena cidade localizada perto da chapada Diamantina, no interior do estado, até os 9 anos de idade.

Aos 18 anos, já de volta a Salvador, formou o grupo Os Desafinados e, influenciado pelo músico João Gilberto, começou a tocar violão.

Gravou sua primeira canção (“Coça, coça, lacerdinha”), em 1962, época em que também cursou a faculdade de administração, e, pouco depois, conheceu Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia e Tom Zé.

Morou em São Paulo e no Rio de Janeiro, o que o colocou em contato com outros compositores e poetas que, como ele, iniciavam carreira e queriam transformar o panorama cultural do país, como Torquato Neto e Capinan.

Em 1967 lançou seu primeiro sucesso, o disco Louvação, depois de uma apresentação no programa de tevê O Fino da Bossa, comandado pela então jovem cantora Elis Regina.

No mesmo ano, destacou-se no 3° Festival da Canção da TV Record, com a música “Domingo no parque” (segunda colocada no festival), que se tornou o embrião do movimento tropicalista.

O exílio

Em 1968 participou do disco Tropicália ou Panis et Circensis, ao lado de Caetano, Gal, Torquato, Os Mutantes, Capinam, Tom Zé, o produtor Rogério Duprat e Nara Leão. Com Caetano, Gal e Bethânia, formaria depois o grupo Doces Bárbaros.

Perseguido pelo regime militar, foi preso no final de 1969, junto com Caetano Veloso, acusado de desrespeitar a bandeira brasileira. Saiu da cadeia em fevereiro e foi direto para o exílio na Inglaterra. Retornou ao Brasil em 1972 e desde então sua carreira sempre esteve em evidência, com o lançamento de inúmeros discos bem-sucedidos musical e comercialmente.

Em cinquenta anos de carreira, Gil lançou 52 álbuns, transitando por diferentes estilos. Um dos mais expressivos exemplos da música pop brasileira, suas músicas ecoam influências do reggae, do baião e do rap, indo muito além do samba, do rock e da bossa nova.

Estão entre seus muitos sucessos as músicas “Procissão”, “Sítio do Pica-Pau Amarelo”, “Realce”, “Toda menina baiana”, “Andar com fé” e “Vamos fugir”.

Ao lado de artistas estrangeiros, apresentou-se em shows internacionais em prol de causas humanitárias e políticas. Recebeu inúmeros prêmios, entre eles o Grammy Latino, concedido pela indústria fonográfica dos Estados Unidos.

Política

De temperamento tranquilo, mas questionador, Gil trouxe importantes transformações à área cultural também como político.

Em sua gestão como ministro da Cultura, abriu espaço para discussões fundamentais. A principal delas se refere à liberdade digital, que inclui o uso de software livre, e de um novo modelo para os direitos autorais (Creative Commons), colocando o Brasil em posição de destaque nos debates sobre o tema.