Goiás 

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Rua calçada com pedras na cidade de Goiás Velho, no estado de Goiás.
Hemera/Thinkstock
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Vegetação típica do bioma Cerrado, no Parque Nacional das Emas, em …
Herminio Lacerda/Banco de Imagens do Ibama
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Um buritizeiro sobressai na paisagem do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, no estado de …
Herminio Lacerda/Banco de Imagens do Ibama
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Riacho e mata na Chapada dos Veadeiros, em Goiás, Brasil.
Herminio Lacerda/Banco de Imagens do Ibama
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Tímido e arredio, o lobo-guará é um animal ameaçado de …
© Dustie/Shutterstock.com
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Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) do bioma Cerrado, Brasil.
IBAMA/Banco de Imagens do Ibama
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Seriemas (Cariamidae).
IBAMA/Banco de Imagens do Ibama
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Um pé de sorgo reúne centenas de sementes.
© Philip Gould/Corbis
Projetos na Área de Pesquisa

Goiás (sigla: GO) é um estado da região Centro-Oeste do Brasil. Sua capital é Goiânia. Tem 6.004.045 habitantes (censo de 2010), em uma área de 340.086 km2.

Goiás (sigla: GO) é um estado da região Centro-Oeste do Brasil. Sua capital é Goiânia. Tem 6.004.045 habitantes (censo de 2010), em uma área de 340.086 km2.

Geografia

No relevo goiano predominam formações de planalto, chapadas e serras. Os principais rios do estado são: Paranaíba, Aporé, Araguaia, São Marcos, Corumbá, Claro, Paranã, Maranhão e dos Bois.

Goiás tem clima tropical, com duas estações bem definidas: verão úmido e inverno seco.

Flora e fauna

Goiás está situado no Cerrado, o segundo maior bioma brasileiro. Também é coberto por faixas de floresta tropical.

A vegetação do Cerrado é constituída de árvores baixas e arbustos de galhos tortuosos, cascas grossas, folhas cobertas de pelos e raízes profundas.

A fauna é diversificada. Em Goiás encontram-se lobos-guará, emas, seriemas, gaviões, urubus-reis, répteis, raposas, cachorros-do-mato e muitas outras espécies de animais.

A flora e a fauna goianas, porém, têm sido ameaçadas pelas atividades econômicas. Um dos problemas mais graves do Cerrado é a substituição da vegetação original por cultivos agrícolas e pastos.

População

O nome do estado se origina dos goiases, um dos grupos indígenas que habitavam a região quando os portugueses chegaram para colonizá-la. Outros grupos que viviam no atual Goiás eram os caiapós, os acroás, os bororos, os carajás, os xavantes, os xerentes e os xacriabás.

Hoje o estado ainda tem alguns grupos indígenas, como os canoeiros, os carajás e os tapuias.

Quando a exploração de ouro se tornou mais intensa em Goiás, no século XVIII, milhares de africanos escravizados foram levados para trabalhar no garimpo.

A atividade mineradora também atraiu para a região goiana populações de outras áreas do Brasil, como os atuais Maranhão e Minas Gerais. Na cultura goiana estão presentes as tradições e os costumes de todos esses povos.

Economia

A economia de Goiás se baseia na produção, na industrialização e na exportação de produtos agrícolas e pecuários.

O estado é o maior produtor nacional de sorgo. Esse cereal é utilizado na alimentação humana e de animais e também entra na fabricação de farinha e outros produtos.

Goiás é o terceiro maior produtor de soja do Brasil. Exporta carne e se destaca ainda na produção de milho e tomate.

O setor de serviços é bastante expressivo, com destaque para estas áreas: comércio, turismo, transporte, saúde e educação.

A atividade manufatureira tem se desenvolvido e se diversificado. Os setores industriais que se destacam são: agroindústria, calçados, automóveis, alimentos e medicamentos.

Goiás se firmou como grande exportador de produtos agropecuários. Estradas e meios de comunicação promoveram sua integração ao restante do Brasil. A população se multiplicou e o estado se urbanizou.

História

A capitania de Goiás foi criada em 1748, quando foi desmembrada da capitania de São Paulo. Na época, incluía também o território em que hoje fica o estado de Tocantins. Os limites do território foram se modificando ao longo do tempo.

Depois de algumas expedições iniciais, os bandeirantes ajudaram a povoar a região.

Em 1682, Bartolomeu Bueno da Silva, conhecido como Anhanguera, chegou à província e encontrou os índios goiases. Viu que alguns usavam enfeites de ouro, mas os indígenas se recusavam a contar onde ficava a mina. Conta-se que o bandeirante ateou fogo a uma cuia cheia de aguardente e ameaçou incendiar os rios e as matas se não o levassem até a mina. Foi assim que Bartolomeu Bueno descobriu ouro na região. Com isso, ganhou dos indígenas o apelido de Anhanguera, que em tupi significa “diabo velho”, “espírito maligno”.

No século XVIII, a exploração de ouro se intensificou. Os bandeirantes procuravam ouro e, no caminho, fundavam povoados. Foi assim que surgiram as atuais cidades de Pirenópolis e de Goiás, que se tornou sede da capitania quando ainda se chamava Vila Boa de Goiás.

No início do século XIX, a produção de ouro entrou em decadência. O metal era explorado no curso dos rios e logo se esgotou.

A população se reduziu e passou a concentrar-se na área rural. A economia voltou-se para a produção agropecuária.

Em 1937, a capital foi transferida da cidade de Goiás para Goiânia. A partir das décadas seguintes, o desenvolvimento de Goiás ganhou novo impulso com a construção de Brasília, a capital do Brasil, nos finais da década de 1950.

Em 1988 o estado de Goiás foi dividido, e sua parte norte deu origem ao estado do Tocantins.