Carlos Gomes 

Photograph
Ilustração da personagem Ilara, da ópera O escravo (1888) do …
MUSEU IMPERIAL/IBRAM/MINC
Projetos na Área de Pesquisa

Carlos Gomes foi um músico brasileiro aclamado no Brasil e no exterior por seu domínio técnico e pela sensibilidade e lirismo de suas obras. É considerado, com Heitor Villa-Lobos, um dos dois principais compositores de música clássica.

Carlos Gomes foi um músico brasileiro aclamado no Brasil e no exterior por seu domínio técnico e pela sensibilidade e lirismo de suas obras. É considerado, com Heitor Villa-Lobos, um dos dois principais compositores de música clássica.

Juventude e estudos

Antonio Carlos Gomes nasceu em 1836 na cidade de Campinas, em São Paulo. Ainda criança, aprendeu a tocar clarinete, violino e piano. O pai, que também era músico, montou uma banda familiar com Carlos e alguns de seus 25 irmãos.

Mais tarde, Carlos Gomes estudou no Conservatório do Rio de Janeiro. Ali apresentou suas primeiras óperas: A noite do castelo (1861) e Joana de Flandres (1863).

Composições

Carlos Gomes foi aperfeiçoar seus estudos na Itália, onde se diplomou maestro. Foi no Teatro Scala de Milão que apresentou sua obra mais famosa, O guarani. Essa ópera se baseia no romance homônimo de José de Alencar. Em seus quatro atos, a ópera conta a história de amor entre a portuguesa Ceci, de 16 anos, e o índio Peri, de 18 anos. Esse encontro étnico simboliza a formação do povo brasileiro.

Entre suas composições destacam-se também as óperas Fosca (1873), Salvador Rosa (1874), Maria Tudor (1879) e O escravo (1888), além de missas e peças para piano.

Carlos Gomes compôs ainda peças para canto, como as modinhas “Suspiros d’alma”, “Anália ingrata”, “As baianas”, “Mamãe disse”, “Bela ninfa de minha alma”, “Foi meu amor um sonho”, “Minha irmã”, “Uma paixão amorosa” e “Conselho”. A mais famosa, contudo, é “Quem sabe?”, mais conhecida por seu primeiro verso: “Tão longe, de mim distante...”

Reconhecimento

Carlos Gomes recebeu do imperador dom Pedro II o hábito de Cavaleiro da Ordem da Rosa. Na Itália, recebeu do rei o título de Cavaleiro da Ordem da Coroa da Itália.

Morreu no dia 16 de setembro de 1896, em Belém do Pará. Tinha sido nomeado, em 1895, diretor do Conservatório Musical da capital paraense, mas não chegou a assumir o cargo porque já estava muito doente. A instituição passou a chamar-se Conservatório Carlos Gomes, depois Instituto Estadual Carlos Gomes.