judô 

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Cena de luta de judô.
© manipulateur/Fotolia
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O judô é uma luta de origem japonesa relacionada à arte marcial chamada jiu-jítsu. Os praticantes confrontam-se fisicamente por meio de vários golpes, tanto em pé como no chão. Em japonês, ju quer dizer “suave” e do quer dizer “caminho”. O judô, portanto, é o “caminho suave”. O atleta que pratica judô chama-se judoca.

O judô é uma luta de origem japonesa relacionada à arte marcial chamada jiu-jítsu. Os praticantes confrontam-se fisicamente por meio de vários golpes, tanto em pé como no chão. Em japonês, ju quer dizer “suave” e do quer dizer “caminho”. O judô, portanto, é o “caminho suave”. O atleta que pratica judô chama-se judoca.

O esporte

Para praticar esse esporte, os atletas vestem o quimono, ou judogui, composto por calça e roupão amarrado por uma faixa na cintura. No caso das mulheres, debaixo do roupão deve ser usada uma camiseta. A calça fica 5 centímetros acima do tornozelo. O judô só pode ser praticado sobre o tatame, uma espécie de colchão duro, feito de palha de arroz trançada ou de outra fibra vegetal ou sintética, coberto por uma lona.

Pela cor da faixa é possível reconhecer o grau de habilidade do judoca. No judô (assim como em outras artes marcias), os praticantes são classificados em não graduados (mudanhsa) e graduados (yudansha). Para os judocas não graduados, as faixas evoluem nesta ordem: branca, cinza (apenas para praticantes até 15 anos), azul, amarela, laranja, verde, roxa e marrom. Ao conquistar a faixa marrom, o judoca torna-se um yudansha. Para essa categoria, as faixas são a preta, a coral (vermelha e branca) e a vermelha. As categorias por peso vão do superligeiro (até 45 quilos, para as mulheres, e 56 quilos, para os homens), passando por ligeiro, meio-leve, leve, meio-médio, médio, meio-pesado, até o pesado (acima de 72 quilos, para as mulheres, e acima de 95 quilos, para os homens).

Para que um judoca vença no tatame, há três requisitos indispensáveis: estabilidade mental, perfeição técnica e impulso físico. O judô tem muitos golpes e contragolpes. Em pé, os lutadores se lançam um contra o outro. No chão, podem ocorrer imobilizações e chaves de braço e de pescoço. Se um lutador é derrubado de costas no chão, significa que ele perdeu o jogo. O ponto marcado pela queda de costas perfeita é chamado ippon. Se a queda não for perfeita, marca-se apenas meio ponto, chamado wazari. Dois wazaris equivalem a um ippon. Para acompanhar as lutas, um juiz se coloca no centro e outros dois nas laterais. São eles que decidem a pontuação de cada golpe.

História

O judô surgiu no fim do século XIX, e sua criação é atribuída a Jigoro Kano. Kano ganhava a vida como educador, mas dedicou-se intensamente ao estudo das artes marciais, especialmente do jiu-jítsu. Após praticar essa luta por muito tempo, ele buscou criar uma nova técnica voltada não à força, mas ao equilíbrio, à arte da queda e à educação tanto do corpo quanto da mente. Para isso, selecionou determinados golpes do jiu-jítsu, eliminando aqueles mais perigosos, e criou um código de conduta moral contendo oito princípios: cortesia, coragem, honestidade, honra, modéstia, respeito, autocontrole e amizade. Por volta de 1882, Kano abriu sua própria escola, em Tóquio. Mais tarde, viajou para vários países, ajudando a difundir a luta mundo afora. Em 1902, o judô já era relativamente conhecido nos Estados Unidos. Anos depois, chegou à América Latina pelas mãos de Mitsuya Maeda.

Foi Maeda quem introduziu o judô no Brasil, por volta de 1922, porém a prática só se consolidou no país a partir do final de década de 1930. A Confederação Brasileira de Judô foi fundada em 1969. O esporte passou a fazer parte dos Jogos Olímpicos em Tóquio, em 1964. O torneio feminino entrou no programa olímpico somente em Barcelona, em 1992. O judô já trouxe várias medalhas olímpicas para o Brasil, dentre elas três de ouro, com Aurélio Miguel (1988), Rogério Sampaio (1992) e Sarah Menezes (2012).