René Magritte 

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René Magritte foi um dos mais importantes pintores do surrealismo — movimento artístico e literário que representa o mundo na linguagem dos sonhos e da imaginação.

René Magritte foi um dos mais importantes pintores do surrealismo — movimento artístico e literário que representa o mundo na linguagem dos sonhos e da imaginação.

O surrealismo surgiu em 1924, com a publicação do Manifesto Surrealista, assinado pelo poeta francês André Breton. Nesse documento, Breton defendia novos caminhos para a arte. O movimento até hoje encontra seguidores. No Brasil, um de seus maiores representantes nas artes plásticas foi Ismael Nery (1900-1934).

Primeiros anos e evolução artística

René-François-Ghislain Magritte nasceu no dia 21 de novembro de 1898, em Lessines, na Bélgica.

Depois de estudar na Academia de Belas-Artes de Bruxelas (1916-1918), Magritte tornou-se desenhista em uma fábrica de papel de paredes e fez ilustrações para propaganda.

Em 1922, viu uma reprodução do quadro A canção do amor (1914), do pintor italiano Giorgio de Chirico, que reunia elementos estranhos (entre eles, uma escultura clássica e uma luva de borracha) em um ambiente de sonho. Esse quadro teve grande influência na formação do estilo de Magritte.

Nos anos seguintes, participou ativamente do movimento surrealista belga. Com o apoio de uma galeria de arte de Bruxelas, em 1926 passou a viver da pintura. Sua primeira exposição individual aconteceu em 1927, mas não foi bem recebida pelos críticos de arte da época.

No mesmo ano, Magritte e sua mulher se mudaram para um subúrbio de Paris. Ali, o pintor fez amizade com muitos surrealistas parisienses, como os poetas André Breton e Paul Éluard, e familiarizou-se com as colagens do artista Max Ernst.

Em 1930 voltou para Bruxelas, onde permaneceu até o fim da vida. Na década de 1940, fez experiências em diversos estilos. Morreu no dia 15 de agosto de 1967, na capital belga, Bruxelas.

Obra

A arte de Magritte foi caracterizada por imagens enigmáticas e ilógicas, em um estilo muito pessoal, facilmente identificável. Seus quadros são como sonhos, ou como voos da fantasia, que misturam horror, perigo, comédia e mistério.

Sua obra é marcada por certos símbolos: o torso feminino (parte do tronco sem cabeça e sem membros), o chapéu-coco, o castelo, a pedra, a janela. O mar e os amplos céus, que o haviam entusiasmado na infância, estão muito presentes em suas pinturas. No quadro O tempo ameaçador (1928), as nuvens têm a forma de um torso, de uma tuba e de uma cadeira. Em O castelo dos Pireneus (1959), uma pedra enorme, onde se ergue um pequeno castelo, flutua no ar, acima do mar.

Outras de suas fantasias características são um peixe com pernas humanas, um homem cujo torso é uma gaiola de pássaros e uma figura masculina com asas, de costas para um leão.

Metamorfoses e subversões do espaço, do tempo e das proporções são comuns em sua obra. Em O tempo perfurado (1939), por exemplo, uma locomotiva a vapor, flutuando, sai do centro de uma lareira e avança para uma sala de estar, como se estivesse saindo de um túnel.