Édouard Manet 

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Bar no Folies-Bergères, óleo sobre tela de Édouard Manet, de 1882, que …
Courtauld Institute Galleries, London (Courtauld Collection)
Photograph
A estação Saint-Lazare, por Édouard Manet, 1873; na National …
Courtesy National Gallery of Art, Washington, D.C., Gift of Horace Havemeyer in memory of his mother, Louisine W. Havemeyer, 1956.10.1
Projetos na Área de Pesquisa

Manet foi um grande pintor francês. Foi um artista inovador, escolhendo novos temas e novas formas para seu trabalho. Por isso, não foi bem compreendido em seu tempo e começou a ser valorizado só depois de morto.

Manet foi um grande pintor francês. Foi um artista inovador, escolhendo novos temas e novas formas para seu trabalho. Por isso, não foi bem compreendido em seu tempo e começou a ser valorizado só depois de morto.

Interesse por desenho

Édouard Manet nasceu no dia 23 de janeiro de 1832, em Paris, na França. Em 1839, começou a estudar francês e os autores clássicos da literatura. De 1844 a 1848, foi interno de um colégio, mas só se interessava pelo curso especial de desenho oferecido pela escola.

Seu pai queria que ele se formasse em direito, mas Édouard queria ser pintor. Como o pai não lhe deu permissão para isso, embarcou aos 16 anos em um navio de carga, como aprendiz de piloto. Na volta à França, em junho de 1849, foi reprovado no exame de admissão ao colégio naval, e seu pai, finalmente, permitiu-lhe tornar-se pintor.

Com 18 anos, Manet ingressou num estúdio de pintura clássica e conheceu o revolucionário poeta Charles Baudelaire, que o inspirou a pintar o Concerto no Jardim de Tuilleries (1862). Essa obra foi criada ao ar livre, sob os olhares dos transeuntes, curiosos de ver um pintor, vestido com elegância, montar seu cavalete e trabalhar em público.

Incompreensão dos críticos

Em 1863, Manet casou-se com a holandesa Suzanne Leenhoff. No mesmo ano, o júri do principal Salão de Arte da França rejeitou seu quadro Déjeuner sur l’herbe (Almoço na relva), obra de técnica totalmente revolucionária. A pintura teve de ser exposta no Salão dos Recusados, criado para exibir obras rejeitadas pelo salão oficial. Os críticos sentiram-se ofendidos porque o quadro mostrava uma mulher nua em companhia de dois jovens em trajes formais. Eles também se aborreceram pela forma como essas figuras eram apresentadas, em uma luz sombria e impessoal, num ambiente florestal pouco realista. Tudo isso era novidade na pintura da época.

Ao mesmo tempo, porém, o quadro despertou o entusiasmo dos jovens pintores que, mais tarde, formaram o núcleo do chamado grupo impressionista.

No Salão de 1865, sua pintura Olympia (1863) provocou mais escândalo ainda. Nela, uma mulher nua, reclinada, olha desafiadoramente para o público do quadro.

Quando muitas de suas obras foram rejeitadas para a Exposição Universal de 1867, Manet, ao lado do pintor Gustave Courbet, que tivera a mesma ideia, montou uma barraca na esquina de uma avenida de Paris. Lá expôs cinquenta obras, mas elas não foram mais bem recebidas do que as anteriores.

Um jovem romancista, Émile Zola, ficou muito impressionado com o novo estilo da pintura de Manet. Ele escreveu um artigo longo e corajoso numa revista, fazendo muitos elogios aos quadros.

Zola viu Manet como o representante de todos os artistas inovadores que desagradam a opinião pública e os públicos, mas que no fim todos descobrem que são realmente importantes. Manet expressou sua gratidão pintando um retrato de Zola, exposto no Salão de 1868.

Durante a guerra entre a França e a Alemanha (1870-1871), Manet serviu como tenente na Guarda Nacional e testemunhou o cerco de Paris. A revolta popular chamada Comuna de Paris (1871) lhe inspirou várias pinturas, e, pela primeira vez, ele conseguiu vender um grande conjunto de quadros. O ano de 1874 também foi notável, especialmente pelo desenvolvimento da amizade de Manet com o jovem pintor impressionista Claude Monet. Os dois pintavam juntos às margens do rio Sena, em Paris.

Doença e morte

Em 1880, as pernas de Manet estavam afetadas por uma doença que, depois, evoluiu para uma septicemia fatal. Em 1881, com a doença progredindo em ritmo alarmante, mandou alguns quadros para uma importante exposição de arte francesa realizada em Londres.

Em 6 de abril de 1883, sua perna esquerda teve que ser amputada. Manet não se recuperou da cirurgia; morreu no fim do mês, no dia 30, em Paris.

No ano seguinte, em janeiro, uma exposição póstuma das pinturas de Manet foi realizada na Escola de Belas-Artes, em Paris. Fiel à sua admiração pelo artista, Zola escreveu o prefácio ao catálogo da exposição. Depois dessa homenagem, bem aceita pelos críticos, as pinturas de Édouard Manet começaram a se destacar.