Joan Miró 

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Escultura de pássaro feita por Joan Miró, num parque de Barcelona, na Espanha.
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Duas pessoas observam uma pintura do artista espanhol Joan Miró numa exibição …
Alfredo Aldai—epa/Corbis
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O pintor espanhol Joan Miró foi um dos líderes do surrealismo abstrato. O artista pintou animais em formas coloridas como o arco-íris. Alguns de seus quadros parecem apresentar a espontaneidade e a simplicidade dos desenhos infantis. Outros apresentam um mínimo de linhas.

O pintor espanhol Joan Miró foi um dos líderes do surrealismo abstrato. O artista pintou animais em formas coloridas como o arco-íris. Alguns de seus quadros parecem apresentar a espontaneidade e a simplicidade dos desenhos infantis. Outros apresentam um mínimo de linhas.

Ele criou inúmeras litografias e numerosos murais, tapeçarias e esculturas para espaços públicos.

Primeiros anos e formação artística

Joan Miró nasceu em Barcelona, na Catalunha, na Espanha, no dia 20 de abril de 1893. O pai de Miró era relojoeiro e ourives. A experiência do pai como artesão e a paisagem catalã seriam de grande importância para a formação artística de Miró.

Seguindo a vontade dos pais, ele frequentou um curso de comércio. A seguir, trabalhou dois anos como escrevente em um escritório, até sofrer um colapso físico e mental. Então seus pais levaram-no para curar-se em uma propriedade que compraram no interior, especialmente para essa finalidade, e em 1912 permitiram-lhe frequentar uma escola de arte em Barcelona.

Seu professor de arte, Francisco Galí, apresentou ao jovem aluno os exemplos das mais recentes tendências da arte moderna de Paris, bem como as construções de Antoni Gaudí, famoso arquiteto de Barcelona.

De 1915 a 1919, Miró trabalhou na Espanha, pintando paisagens e retratos. Desde o início da carreira, ele buscou criar meios de representar objetos da natureza de modo poético. Ele queria retratar a natureza da forma como é representada por um ser humano primitivo, ou uma criança, utilizando a inteligência de um adulto do século XX.

A partir de 1919, Miró viveu revezando-se entre a Espanha e a França. Ele foi um dos muitos artistas estrangeiros que passaram a viver em Paris, durante as primeiras décadas do século XX. A maioria desses artistas optou pela cidadania francesa, mas Miró permaneceu ligado à sua terra natal catalã.

De 1925 a 1928, Miró pintou “imagens de sonhos” e “paisagens imaginárias”; nelas, os desenhos de linhas e os fragmentos de cores parecem ser criados quase ao acaso. Em quadros como Um cão uivando para a lua, ele apresentou figuras de animais e humanos em formas indeterminadas. Em 1929, o artista casa com Pilar Juncosa, com quem teve uma filha, Maria Dolors.

Obra madura e reconhecimento internacional

Na época da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), Miró viveu em Paris. Embora normalmente não envolvesse a política em sua obra, a agitação em sua terra natal inspirou-o a abraçar a crítica social. Assim, ele mostrou uma revolta de camponeses em O ceifeiro, mural pintado para o pavilhão da República Espanhola, na Exposição Universal de Paris de 1937.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Miró voltou à Espanha. Ao final da guerra, em 1944, ao lado de seu amigo oleiro José Lloréns Artigas, criou cerâmicas com um novo ímpeto de expressão: muitas vezes, seus vasos eram deformados ou fragmentados intencionalmente.

Depois da guerra, Miró tornou-se internacionalmente famoso; suas esculturas, desenhos e pinturas foram expostos em muitos países. Ele foi contratado para pintar uma série de murais. Mas, apesar da fama, Miró, um homem sério e de poucas palavras, continuou a dedicar-se inteiramente à pesquisa e à criação.

Sua arte desenvolveu-se lentamente, desde as primeiras tentativas desajeitadas de expressão até chegar às obras-primas, aparentemente simples jogos, de seus períodos maduros. Nas últimas obras, Miró praticou uma simplificação ainda maior das figuras e dos fundos. Às vezes, ele criava um quadro simplesmente pincelando alguns pontos e uma linha mínima.

Miró morreu no dia 25 de dezembro de 1983, em Palma de Maiorca.