Pará 

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Encyclopædia Britannica, Inc.
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O Mercado Ver-o-Peso, localizado na capital do estado do Pará, Belém, é um dos …
Wolfgang Kaehler/Corbis
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Na época da seca, surgem praias de areia em Alter do Chão (conhecida como …
Rolf Richardson/Alamy
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Este pequeno igarapé do estado do Pará deságua no rio Xingu, um imenso …
Sue Cunningham—Worldwide Picture Library/Alamy
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Fruto da castanha-do-pará (Bertholletia excelsa).
Donald P. Watson/EB Inc.
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A harpia (Harpia harpyja), também conhecida como gavião-real, …
Ricardo Rosado Maia/Banco de Imagens do Ibama
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A enguia-elétrica (Electrophorus electricus) é um dos peixes elétricos.
Toni Angermayer/Photo Researchers
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Extração de ferro no estado do Pará, no norte do Brasil.
© Tony Morrison/South American Pictures
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Retrato do marquês de Pombal (1759).
Courtesy of the Biblioteca Nacional, Madrid
Projetos na Área de Pesquisa

Localizado na região Norte do Brasil, o estado do Pará (sigla: PA) era conhecido até o final do século XIX como a terra da castanha e da borracha. Sua capital é Belém, também conhecida como Belém do Pará. O estado ocupa uma área de 1.247.954 km2 e tem uma população de 7.581.051 habitantes (censo de 2010).

Localizado na região Norte do Brasil, o estado do Pará (sigla: PA) era conhecido até o final do século XIX como a terra da castanha e da borracha. Sua capital é Belém, também conhecida como Belém do Pará. O estado ocupa uma área de 1.247.954 km2 e tem uma população de 7.581.051 habitantes (censo de 2010).

Geografia

O Pará tem fronteiras com o Suriname (ao norte) e a Guiana (a noroeste) e com os estados do Amapá (ao norte), do Maranhão (a leste), de Tocantins (a sudeste), de Mato Grosso (ao sul), do Amazonas (a oeste) e de Roraima (a noroeste).

Seu relevo é baixo e plano: mais da metade do território do estado está abaixo de 200 metros de altitude. As áreas mais altas correspondem às serras de Carajás, Caximbo e Acari.

Os principais rios que cruzam o Pará são o Amazonas, o Tapajós, o Tocantins, o Xingu e o Pará.

Por estar na zona do equador, o Pará tem clima predominantemente equatorial, quente e úmido, com muita chuva e ventos constantes. As temperaturas são constantes ao longo do ano, oscilando de 24°C a 26°C.

Flora e fauna

O Pará está na Amazônia. Sua vegetação é rica e exuberante. É coberto por matas de terra firme, matas de várzea, manguezais, igapós (zonas alagáveis) e campos naturais. Há mais de uma centena de espécies de árvores frutíferas que geram frutos próprios para o consumo humano. São uma riqueza natural do estado.

A fauna do Pará também é abundante. Entre as aves mais encontradas no estado estão o gavião-real (ou harpia), a garça-branca, o tucano-de-peito-branco e a arara-canindé. Entre os animais terrestres estão a anta, a capivara, a preguiça-de-três-dedos, o macaco-de-cheiro, o sagui, a onça-pintada e o veado-mateiro. Nos rios são encontrados botos cor-de-rosa, ariranhas, jacarés-açu, peixes-boi, tartarugas e poraquês (ou enguia-elétrica).

População

A maioria da população do Pará é parda, formada por indígenas, negros e brancos. Também é importante a presença de imigrantes portugueses, italianos, japoneses, libaneses e franceses. A terceira maior colônia japonesa no Brasil, depois das de São Paulo e do Paraná, é a do Pará. É grande, também, a presença de migrantes vindos do Maranhão.

No estado há cerca de 31 etnias indígenas, espalhadas em quase trezentas povoações e totalizando mais de 51.200 pessoas, das quais 38.000 residem em terras indígenas (censo de 2010).

É o estado em que os conflitos pela posse da terra ainda são intensos, e muitas mortes ocorrem por causa disso.

Economia

O extrativismo mineral e vegetal, a agricultura, a pecuária, a indústria e o turismo são as principais atividades econômicas do Pará.

A mineração é preponderante no sudeste do estado. A pecuária está mais presente no sudeste. Já a agricultura é mais forte no nordeste do estado. Ali os japoneses introduziram o cultivo da juta e da pimenta-do-reino. O Pará é o maior produtor brasileiro de pimenta-do-reino e está entre os primeiros na produção de coco-da-baía e banana.

A indústria do estado está concentrada na região metropolitana de Belém. Outro forte ramo da economia é a indústria madeireira.

A culinária local tem destaque e atrai a curiosidade dos turistas. Tacacá e pato no tucupi são dois dos pratos típicos do Pará, considerados verdadeiras iguarias.

História

Os portugueses chegaram ao Pará em 1616, como parte do projeto de conquista do vale amazônico. Ergueram o Forte do Presépio, e foi em torno dele que se formou a cidade de Belém. Durante o processo de ocupação do território, os confrontos com as populações indígenas foram constantes. Porém, aos poucos, as expedições militares anexavam novas regiões ao controle de Portugal: o baixo Tocantins, a ilha de Marajó, o baixo Amazonas, o vale do Xingu, entre outras áreas.

A economia extrativista dominou a região até o século XVIII, quando o marquês de Pombal, que era o secretário de Estado do rei português dom José I (1750-1777), começou a promover mudanças significativas na região, na mesma linha das que estavam sendo implementadas em Portugal. Ele levou para o Pará centenas de especialistas, entre eles cientistas, militares, engenheiros, naturalistas, desenhistas, arquitetos e geógrafos. Com o pretexto de demarcar os limites entre as terras de Portugal e Espanha, efetuou um minucioso levantamento científico da região, com dados relacionados à hidrografia, à fauna, à flora e às populações locais.

Pombal também expulsou os padres jesuítas da região e levou para Belém novas famílias de colonos portugueses, a maioria delas do arquipélago dos Açores. A economia foi dinamizada, com o surgimento de monoculturas agrícolas.

Com a morte de dom José I, em 1777, Pombal foi destituído de seu cargo, o que pôs fim a esse período de prosperidade de Belém. A região, chamada então de Grão-Pará e Maranhão, entrou em uma época de decadência. Durante grande parte do período colonial, o Pará respondeu diretamente à administração da coroa em Portugal, desligado do restante do país. Essa situação mudou em 1823, um ano após a declaração da independência do Brasil.

A situação econômica do estado permaneceu difícil, desestruturada, até o início do extrativismo da borracha, nas últimas décadas do século XIX. Isso trouxe novo ânimo econômico à região. O Pará enriqueceu rapidamente e a produção do látex se transformou em pouco tempo na principal fonte de renda do estado. No início do século XX, no entanto, a queda da economia seringueira trouxe novamente uma época de estagnação.

O Pará começou a se recuperar novamente a partir da década de 1960, com o desenvolvimento da atividade agrícola. Na década de 1970 expandiu-se a exploração de minérios:o ouro de Serra Pelada e o ferro da serra dos Carajás. A inauguração da rodovia Belém–Brasília, em 1960 (coincidindo com a mudança da capital do Brasil para Brasília), foi também muito importante, porque facilitou a integração do estado à economia do restante do país.