Piauí 

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Turistas admiram as impressionantes pinturas rupestres do sítio arqueológico Toca do …
Ricardo Siqueira—BrazilPhotos/Alamy
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Cavalos nas dunas de uma ilha fluvial no Delta do Parnaíba, no Piauí, nordeste do …
Balthasar Thomass/Alamy
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Uma canoa navega no Parnaíba, um dos principais rios do estado do Piauí.
Andre Seale/Alamy
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Tímido e arredio, o lobo-guará é um animal ameaçado de …
© Dustie/Shutterstock.com
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A Caatinga tem a vegetação seca típica do sertão e fica na …
©Luiz Claudio Marigo/Peter Arnold, Inc.
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O babaçu é uma das plantas mais úteis ao ser humano e da qual aproveita-se …
Walter Dawn
Projetos na Área de Pesquisa

O Piauí (sigla: PI) é um estado da região Nordeste do Brasil. Sua capital é Teresina. Tem 3.119.015 habitantes (censo de 2010) e ocupa uma área de 251.529 km2.

O Piauí (sigla: PI) é um estado da região Nordeste do Brasil. Sua capital é Teresina. Tem 3.119.015 habitantes (censo de 2010) e ocupa uma área de 251.529 km2.

Geografia

O Piauí é um estado litorâneo, banhado pelo oceano Atlântico, embora seu litoral seja o menor entre os estados marinhos brasileiros: tem apenas 66 quilômetros. O estado faz divisa com Bahia, Tocantins, Ceará, Pernambuco e Maranhão.

O relevo se caracteriza pela planície litorânea, por planaltos e depressões. Os principais rios são o Parnaíba, o Poti, o Canindé, o Piauí, o Gurgueia e o Longá. O estado também tem várias lagoas, como a de Paranaguá, a de Buriti e a do Cajueiro.

O Piauí tem clima tropical no litoral e semiárido no interior.

Flora e fauna

A flora e a fauna piauienses são características dos ecossistemas do Cerrado e da Caatinga.

No Cerrado predominam árvores baixas e arbustos de galhos retorcidos e raízes profundas. Ali vivem, por exemplo, lobos-guará, emas, gaviões, urubus-reis e muitas espécies de répteis.

Na Caatinga há cactos, árvores baixas e arbustos que perdem as folhas nas estações secas. Entre os animais, há várias espécies de morcegos, lagartos e serpentes, onças-pintadas, macacos-pregos, saguis, mocós e muitas espécies de aves, como a andorinha.

O Parque Nacional da Serra da Capivara preserva grande número de espécies vegetais e animais da Caatinga ameaçadas de extinção.

Na zona de transição entre a floresta Amazônica e a Caatinga, encontra-se a mata dos Cocais, que é composta principalmente de babaçu, carnaúba, buriti e tucum.

População

No Piauí há sítios arqueológicos com vestígios de presença humana que datam da Pré-História. O sítio arqueológico Toca do Boqueirão da Pedra Furada tem uma grande quantidade de pinturas rupestres e é considerado um dos locais de arte pre-histórica mais importante do mundo.

Na época da colonização portuguesa, a região era habitada por indígenas de vários grupos, como os tremembés e os acroás. No século XVII, migrantes do Maranhão, do Ceará, de Pernambuco e da Bahia começaram a chegar ao atual Piauí. Eles constituíram a maior parte da base da atual população piauiense.

Muitos migrantes chegavam trazendo africanos escravizados para trabalhar como vaqueiros. Conforme a pecuária avançava, novas levas de escravos passaram a ser importadas.

Houve violentos confrontos entre os colonos e os indígenas. Muitos índios foram mortos e os restantes deixaram a região.

Economia

A economia do Piauí se baseia na agricultura e na pecuária. O extrativismo vegetal também tem papel importante. O estado cultiva algodão, feijão, mandioca, milho, arroz e cana-de-açúcar. Destaca-se na produção de castanha de caju e também extrai madeira, tucum, carnaúba, babaçu e oiticica.

Na pecuária, são expressivos os rebanhos de cabras e ovelhas. Há ainda criações de bovinos, suínos, equinos, muares e asininos. A avicultura também é relevante, assim como a apicultura.

A indústria tem-se desenvolvido, com a expansão de polos industriais em Teresina e Parnaíba. E o setor de serviços gera parte significativa da renda do estado.

História

Diferentemente do que aconteceu na maioria dos estados do Nordeste, a ocupação do Piauí ocorreu do interior para o litoral. Teresina é a única capital do Nordeste que não está situada no litoral.

Os povoados surgiram em torno de fazendas e currais, que começaram a se instalar a partir do século XVII. A pecuária foi a atividade econômica predominante na formação do estado.

O território que hoje corresponde ao Piauí foi se definindo ao longo do tempo. Pertencia inicialmente à capitania de Pernambuco; depois passou para o domínio da Bahia; mais tarde pertenceu novamente a Pernambuco; e, finalmente, ao Maranhão.

Em 1758, o Piauí se tornou uma capitania independente, com a capital em Oeiras. Em 1852, a capital foi transferida para Teresina.

Os conflitos armados entre sesmeiros e posseiros eram frequentes no século XVIII. Sesmeiros eram aqueles que recebiam doação de sesmarias, lotes de terra dados pela coroa portuguesa. Muitos sesmeiros viviam na Bahia e em Pernambuco e nem chegavam a conhecer suas propriedades no Piauí. Eles disputavam a posse da terra com os posseiros piauienses, que criavam gado e cultivavam a terra.

Em 1822, quando o Brasil declarou-se independente de Portugal, ocorreram conflitos no Piauí. Os que apoiavam a independência enfrentaram tropas portuguesas que resistiam à emancipação.

De 1838 a 1841, o Piauí envolveu-se na Balaiada, movimento revolucionário iniciado no Maranhão e que se estendeu também ao Ceará.

No final do século XIX, a pecuária declinou no estado, abalando seriamente a economia local. No mesmo período teve início a exportação de algodão.

Hoje o Piauí enfrenta importantes problemas econômicos e sociais. O estado está entre os mais pobres do Brasil.