Rio Grande do Sul 

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O cânion Monte Negro está localizado em São José dos Ausentes, no Rio …
© Daniel Wiedemann
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Fachada de uma casa do início do século XIX, em Ivoti, Rio Grande do Sul.
© Kais Ismail
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Árvores e prédios da avenida Borges de Medeiros, uma das principais vias de Porto …
© Kais Ismail
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Vista de Porto Alegre, o mais importante polo econômico e cultural da região Sul do …
© Kais Ismail
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Igreja Matriz São Pedro Apóstolo, na bela cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul.
© dalaibruno
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Historicamente, a criação de gado tem sido uma das atividades econômicas mais …
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Quero-quero (Vanellus chilensis).
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O tradicional churrasco gaúcho.
Robert Harding Picture Library Ltd/Alamy
Projetos na Área de Pesquisa

O Rio Grande do Sul (sigla: RS) é um estado da República Federativa do Brasil. A capital é Porto Alegre. Quem nasce no Rio Grande do Sul é gaúcho. As cidades mais populosas são a capital, Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas e Canoas. Maior estado da região Sul do país, ocupa uma área de 281.748,5 km2. Tem 10.695.532 habitantes (censo de 2010).

O Rio Grande do Sul (sigla: RS) é um estado da República Federativa do Brasil. A capital é Porto Alegre. Quem nasce no Rio Grande do Sul é gaúcho. As cidades mais populosas são a capital, Porto Alegre, Caxias do Sul, Pelotas e Canoas. Maior estado da região Sul do país, ocupa uma área de 281.748,5 km2. Tem 10.695.532 habitantes (censo de 2010).

Geografia

Localizado no extremo sul do Brasil, o Rio Grande do Sul limita-se, ao norte, com o estado de Santa Catarina, a leste e sudeste com o oceano Atlântico, a sudoeste com a República Oriental do Uruguai e a oeste e noroeste com a República Argentina.

Boa parte do território é formada por colinas (coxilhas) e planícies. A região noroeste tem relevo acidentado, com altitudes que chegam a 1.300 metros. O pico mais elevado é o Monte Negro, com 1.398 metros de altura, ao lado do cânion do mesmo nome. A planície costeira, quase sem recortes naturais, é dominada por dunas e mangues. Os rios principais são o Uruguai, o Pelotas, o Ibicuí e os formadores do lago Guaíba (Jacuí, Taquari, Caí, Gravataí e Sinos). A lagoa dos Patos, a sudeste do estado, é a maior do país. O clima subtropical apresenta estações definidas, com verões quentes e invernos moderadamente frios. É comum cair neve na região serrana.

Flora e fauna

A metade sul do estado é coberta pelas pastagens naturais dos Pampas. Matas ciliares crescem nas margens dos rios. Nos campos, umbus e figueiras nativas e eucaliptos plantados pelo homem oferecem abrigo ao gado. No planalto predominam os bosques de araucárias. Bugios, esquilos e muitos pássaros vivem nessas matas. A gralha-azul, por exemplo, tem o hábito de enterrar sementes de araucária como reserva de alimento. Assim, ela “planta” novas árvores.

Nos campos abertos e nas matas existem tatus, tamanduás, quatis, veados e antas. Encontram-se ainda carnívoros como a onça-parda, a jaguatirica e o gato-do-mato. Nas lagoas costeiras, especialmente no banhado do Taim, são comuns capivaras, jacarés-do-papo-amarelo e muitas aves aquáticas. Espécies migratórias vindas da América do Norte fazem escala, todos os anos, nos pântanos do Taim. Nos grandes rios vivem peixes como o dourado, o pintado e o curimbatá.

O quero-quero, chamado pelos gaúchos de “sentinela dos pampas”, é o pássaro símbolo do Rio Grande do Sul.

População

Paulistas, portugueses (vindos dos Açores) e indígenas das tribos charrua e minuano formam o núcleo inicial da população gaúcha nas primeiras décadas do século XVIII. Com o emprego da mão de obra escrava nas charqueadas chegam os africanos — charqueada é o processo de secamento e conserva de fatias de carne com sal. A partir dos anos 1830, começam a se estabelecer na província colonos vindos da Alemanha e, mais tarde, da Itália. O povo rio-grandense é produto dessa mistura de sangues e culturas. O chimarrão e o churrasco fazem parte das tradições cultivadas pelos gaúchos.

Economia

No final do século XIX, com a produção de alimentos, que cresce com as imigrações alemã e italiana, o Rio Grande do Sul se transformou no “celeiro do Brasil”. A indústria também se desenvolveu. Na década de 1920, a economia gaúcha era a terceira do país, abaixo da de São Paulo e da Capital Federal (então, a cidade do Rio de Janeiro).

Apesar de suplantado por Minas Gerais, o estado continua economicamente forte. A agricultura e a pecuária estão entre as mais produtivas do país. No setor industrial, destacam-se fábricas de automóveis, máquinas e implementos agrícolas, adubos e fertilizantes, celulose, calçados, vinhos, móveis e utilidades domésticas. O setor de serviços (bancos, comércio, turismo) também é bastante desenvolvido. O Rio Grande do Sul responde por cerca de 8 por cento de toda a riqueza produzida no país. A boa qualidade dos serviços públicos (saúde, educação, saneamento básico, segurança) coloca o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da população gaúcha entre os mais altos do Brasil e em situação comparável ao de nações do sul da Europa.

História

Durante os primeiros séculos da era colonial, o extremo sul do Brasil foi disputado por Portugal e Espanha. Nenhuma das duas coroas conseguiu firmar pé na região. No entanto, o gado sem dono (vacas, cavalos, mulas), que vivia em liberdade nos Pampas, atraía a cobiça dos colonizadores. Em 1737, os portugueses fundam uma fortaleza na barra da lagoa dos Patos, onde hoje se localiza a cidade portuária de Rio Grande. Assim se inicia o povoamento do território. Desenvolve-se a agricultura e, principalmente, a criação de gado.

Criada em 1760, a capitania de São Pedro do Rio Grande foi invadida pelos espanhóis em 1763. Após treze anos de luta, o inimigo foi expulso. Pelo Tratado de Santo Ildefonso, no ano seguinte, Portugal ficou com parte do território em disputa. Em 1801, gaúchos comandados por Rafael Pinto Bandeira tomaram os Sete Povos das Missões, dando forma definitiva às fronteiras do futuro estado do Rio Grande do Sul.

Entre 1835 e 1845, durante a Revolução Farroupilha, a província do Rio Grande do Sul separou-se do Império do Brasil, formando a República de Piratini. A guerra terminou sem vencedores ou vencidos. Com o acordo que selou o fim do conflito, a província se reintegrou ao Império do Brasil.