Paulinho da Viola 

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O cantor e compositor brasileiro Paulinho da Viola em um show.
Antonio Cruz/ABr (http://creativecommons.org/licenses/by/2.5/br/legalcode)
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Paulo César Batista de Faria, mais conhecido como Paulinho da Viola, é compositor, cantor e violonista. É considerado um dos mais importantes sambistas brasileiros.

Paulo César Batista de Faria, mais conhecido como Paulinho da Viola, é compositor, cantor e violonista. É considerado um dos mais importantes sambistas brasileiros.

Infância

Paulinho nasceu no dia 12 de novembro de 1942, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Seu pai, o violonista César de Faria, era integrante de um grupo de chorinho de sucesso, chamado Época de Ouro. Por isso, Paulinho cresceu ao lado de músicos talentosos como Pixinguinha e Jacó do Bandolim, entre outros. Estudava contabilidade e trabalhava numa agência bancária, quando começou a se dedicar à música.

Antes de gravar seu primeiro disco sozinho, Paulinho participou do grupo A Voz do Morro e gravou com ele três discos na década de 1960: Roda de samba vol. 1, Roda de samba vol. 2 e Os sambistas. Faziam parte desse conjunto os respeitados sambistas Zé Ketti, Elton Medeiros e Nélson Sargento.

O namoro com a Portela

Foi por essa época que Paulinho começou a frequentar a Escola de Samba Portela. Ele mostrou algumas músicas que tinha composto e logo passou a fazer parte do time de compositores da escola. Seu samba “Memórias de um sargento de milícias” tornou-se o samba-enredo da escola no Carnaval de 1966 e recebeu a nota máxima do júri, ajudando a Portela a ser campeã.

Em 1968 gravou seu primeiro disco solo, chamado Paulinho da Viola. No ano seguinte, venceu o Festival da Canção da TV Record, com a música “Sinal fechado”, que é cantada como se fosse a conversa entre duas pessoas que esperam o sinal de trânsito abrir. A música chamou a atenção por sua beleza melódica e por retratar de maneira crítica a urgência dos encontros na sociedade contemporânea — ao mesmo tempo que fazia referência velada à falta de liberdade diante da ditadura que governava o Brasil na época.

Mas foi em 1970 que Paulinho chegou às paradas de sucesso. A música “Foi um rio que passou em minha vida”, em homenagem à Portela, tocou durante um ano com muita frequência nas rádios, emocionando as pessoas e firmando Paulinho da Viola na lista dos grandes talentos da música popular brasileira. Ele fez essa música para compensar a reação do pessoal da Portela por ter realizado outra composição, com Hermínio Belo de Carvalho, em homenagem à Mangueira: “Sei lá, Mangueira”.

No final da década de 1990, Paulinho da Viola voltou a receber muitos elogios da crítica, pelo disco Bebadosamba e pelo espetáculo de mesmo nome. Em 2003, gravou Meu tempo é hoje, que é também o nome de um documentário feito sobre ele no mesmo ano.

Ao longo da carreira, o cantor e compositor gravou mais de vinte discos, realizou dezenas de espetáculos, popularizou-se, e nunca abriu mão da qualidade musical. Seu samba é sofisticado e contagiante. Também não abriu mão da Portela, que ele aprendeu a amar, sendo atualmente um dos músicos que exaltam a Velha Guarda da escola, divulgando o chamado samba de raiz, que é produzido nos morros cariocas.