Sebastião Salgado 

Photograph
Sebastião Salgado, em 2002.
Joyce Naltchayan—AFP/Getty Images
Projetos na Área de Pesquisa

Sebastião Salgado é um fotojornalista brasileiro cuja obra expressa poderosamente o sofrimento dos desabrigados e oprimidos. Suas belas e magníficas imagens lhe renderam inúmeros prêmios nacionais e internacionais. Muitas das suas obras são acompanhadas de exposições itinerantes ao redor do mundo.

Sebastião Salgado é um fotojornalista brasileiro cuja obra expressa poderosamente o sofrimento dos desabrigados e oprimidos. Suas belas e magníficas imagens lhe renderam inúmeros prêmios nacionais e internacionais. Muitas das suas obras são acompanhadas de exposições itinerantes ao redor do mundo.

Sebastião Ribeiro Salgado nasceu em 8 de fevereiro de 1944, em Aimorés, Minas Gerais. Ele estudou economia na Universidade de São Paulo, onde concluiu o mestrado em economia em 1968. Foi economista no Ministério das Finanças de 1968 a 1969. Em 1969, Salgado e sua esposa, Lélia Wanick Salgado, mudaram-se para a França, onde ele continuou seus estudos em Paris e recebeu o doutorado em economia. Em 1971, durante uma missão na Ruanda com a Organização Internacional do Café, ele tomou suas primeiras fotografias e logo decidiu ser autodidata no ofício. Em 1973 tornou-se um fotojornalista freelance — profissão em que uma pessoa trabalha de maneira independente.

Durante a década seguinte, Salgado fotografou uma ampla variedade de assuntos, incluindo a fome no Níger e a guerra civil em Moçambique. Em 1979 ele se juntou a importantes agências de fotojornalismo. Em 1981, ganhou destaque nos Estados Unidos com uma fotografia impressionante que capturou a tentativa de assassinato do presidente norte-americano Ronald Reagan. Em meados da década de 1980 Salgado começou a se dedicar a projetos de longo prazo. Ele usou a sua arte como uma forma de contar histórias através de imagens. Nessa época ele também definiu seu estilo: fotografias de grande expressividade e beleza e composições fortes que atribuem nobreza e dignidade aos seus sujeitos (muitas vezes crianças, homens e mulheres despossuídos).

Salgado venceu o prêmio City of Paris/Kodak Award por seu primeiro livro fotográfico, Outras Américas (1986), que é um registro do cotidiano de camponeses latino-americanos. Essa obra foi seguida por Sahel: O homem em pânico (1986), um livro sobre a seca e a fome na região do Sahel, na África, entre 1984 e 1985. Outra obra comovedora e de natureza documental é Um incerto estado de graça (1990), que inclui um grupo notável de fotografias de trabalhadores cobertos de lama na mina de ouro da Serra Pelada, no estado do Pará.

Confirmada a sua reputação como um dos mais importantes fotógrafos contemporâneos, em 1993 Salgado publicou Trabalhadores, um retrato épico da classe trabalhadora. Quatro anos depois, Terra: luta dos sem-terra recebeu enorme aclamação da crítica. Esta coleção de fotografias em preto e branco, tiradas entre 1980 e 1996, documenta a situação dos trabalhadores pobres no Brasil; a obra inclui um prefácio do escritor português José Saramago e um CD com músicas do cantor e compositor brasileiro Chico Buarque. Na década de 1990 o fotógrafo brasileiro registrou o deslocamento de refugiados, retirantes e emigrantes em mais de 35 países, e suas fotografias a partir desse período foram coletadas em Migrações: Humanidade em transição (2000) e Êxodos e crianças (2000).

Em 2004 lançou o projeto Gênesis, composto de imagens sobre comunidades que ainda preservam suas tradições e culturas ancestrais.

Em 2001, Salgado foi nomeado Embaixador de Boa-Vontade pela UNICEF (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). Através de suas imagens, ele continua participando de iniciativas como a reforestação de áreas de Minas Gerais e a erradicação da pólio no mundo. Ele é membro honorário da Academy of Arts and Sciences dos Estados Unidos.

Salgado mora na França, onde gerencia com a esposa sua agência, Imagens da Amazônia. O casal tem dois filhos.