A África do Sul é um país localizado no extremo sul da África (como o nome indica) e tem três capitais: Pretória (Tshwane), Cidade do Cabo e Bloemfontein. O país tem 53.698.000 habitantes (estimativa de 2014) e sua área é de 1.220.813 km2.

A maioria da população da África do Sul é negra; no entanto, os brancos governaram o país até 1994.

Geografia

A África do Sul tem um longo litoral à beira dos oceanos Atlântico e Índico. Ao norte, o país faz fronteira com Namíbia, Botsuana, Zimbábue, Moçambique e Suazilândia. A África do Sul também circunda o pequeno reino de Lesoto.

A maior parte do território sul-africano é um planalto, ou seja, uma superfície plana elevada. As montanhas separam o planalto das planícies mais baixas ao longo da costa. A cadeia montanhosa mais alta é a Drakensberg, no leste. Os desertos do Kalahari e da Namíbia se estendem no oeste. Os principais rios são o Orange e o Limpopo.

A maior parte do país tem clima seco, com verões quentes e invernos frescos. A seca é um problema habitual.

Flora e fauna

Pastos com árvores esparsas cobrem grande parte do território sul-africano. Diversos tipos de plantas com flores crescem no sudoeste. As zonas secas do oeste têm arbustos e matagais capazes de sobreviver com pouca chuva. As poucas florestas sul-africanas se estendem pelos vales das montanhas e ao longo de alguns trechos da costa.

A África do Sul tem um número pequeno de leões, elefantes, rinocerontes, hipopótamos e antílopes. Os animais de grande porte vivem principalmente nos parques que concentram a vida selvagem.

População

Os negros, pertencentes a vários grupos, como zulu e xhosa (ou cafre), representam cerca de três quartos da população. Cada grupo africano fala sua própria língua.

A África do Sul tem três grupos minoritários importantes: os descendentes de europeus, os mestiços e os descendentes de asiáticos. Os que descendem de europeus falam africâner (idioma que tem ligação com o holandês) ou inglês. Os africâneres (as pessoas que falam africâner) têm, principalmente, raízes holandesas, francesas e alemãs. Os ancestrais dos que falam inglês, ou anglófonos, são principalmente britânicos. Os mestiços têm raízes africanas, asiáticas e europeias. Os ancestrais dos descendentes de asiáticos vieram sobretudo da Índia.

A maioria dos sul-africanos é cristã. Mais da metade da população vive nos centros urbanos, em especial no leste do país.

Economia

Os serviços, como bancos e turismo, são áreas importantes da economia. A mineração e a indústria também desempenham papel de destaque. A África do Sul é um dos principais produtores de diversos tipos de minerais, entre os quais o ouro, a platina e o cromo. Além disso, explora minas de carvão e diamantes. As indústrias produzem ferro e aço, produtos alimentares e químicos, máquinas, carros e outros bens.

Entre as principais culturas agrícolas destacam-se o milho, o trigo, a cana-de-açúcar, as frutas cítricas e as batatas. Os agricultores também plantam uvas para produzir vinho. Carne, e leite são outros produtos importantes produzidos nas fazendas.

História

Os povos san (bosquímano) e khoi já percorriam o sul da África há cerca de 10 mil anos. Por volta de 2 mil anos atrás, povos que falavam os idiomas bantos se fixaram na região. Os bantos são os ancestrais da maioria dos negros da África do Sul atual.

Colonização europeia

Em 1488, o navegador português Bartolomeu Dias liderou a primeira expedição europeia que contornou o cabo da Boa Esperança — inicialmente chamado de cabo das Tormentas, devido às águas agitadas e às severas tempestades da região. Dias procurava uma rota marítima que proporcionasse o comércio com a Índia e a Ásia oriental.

Em 1652, os holandeses estabeleceram uma colônia no litoral sudoeste da África do Sul. Aos poucos, eles expandiram seus assentamentos, iniciando plantações e a criação de animais. Esses holandeses ficaram conhecidos como bôeres, que significa “fazendeiros” (mais tarde, passaram a ser chamados de africâneres). À medida que os bôeres se deslocavam para o leste, entravam em conflito com muitos povos africanos, especialmente os xhosas.

Em 1806, os britânicos tomaram posse da colônia holandesa. Muitos bôeres se deslocaram para o norte nas décadas de 1830 e 1840, para fugir ao domínio britânico. Esse avanço para o norte é conhecido como Longa Marcha. Na década de 1850, os bôeres fundaram dois estados no nordeste do país: a República Sul-Africana (ou Transvaal) e o Estado Livre de Orange.

Domínio britânico

Os britânicos ampliaram seu território, chamado Colônia do Cabo, em todo o extremo sul do país e tentaram obter também o controle dos estados bôeres. Entre 1899 e 1902, os britânicos e os bôeres travaram a Guerra dos Bôeres. Depois de vencer a guerra, os britânicos transformaram os estados bôeres em colônias britânicas.

Em 1910, todas as colônias britânicas do sul da África se uniram e formaram um novo país independente chamado União Sul-Africana.

Apartheid

Os brancos controlaram o novo governo da África do Sul e aprovaram leis que separavam a população por raça — um sistema que ficou conhecido como apartheid, que significa “separatismo” em africâner. O governo deu à minoria branca quase todo o poder político, a maioria do território e os melhores empregos. Os negros ficaram sem direitos em seu próprio país.

Em 1912, os negros e os mestiços formaram um grupo político que ficou conhecido como Congresso Nacional Africano (CNA). O CNA promovia protestos não violentos contra o governo. Em 1960, a polícia atirou contra centenas de manifestantes na cidade de Sharpeville. Em reação a isso, o CNA adotou o uso de bombas e de outros atos violentos para protestar contra o apartheid. Alguns líderes do CNA, como Nelson Mandela, foram presos.

Em 1990, o presidente sul-africano F. W. de Klerk anunciou que o apartheid iria terminar. O governo libertou o líder Nelson Mandela e acabou com as leis do apartheid. Em 1994, sul-africanos de todas as raças votaram nas eleições. Mandela tornou-se o primeiro presidente negro do país.

Uma nova África do Sul

O governo de Mandela teve que lidar com os efeitos das políticas do apartheid. O governo estava especialmente preocupado em ajudar as pessoas que tinham sido maltratadas sob as leis antigas. Suas prioridades incluíam melhorar a educação, a habitação, os cuidados de saúde e os salários entre a população negra. O país adotou uma nova constituição em 1996. O governo também criou um corpo conhecido como Comissão de Verdade e Reconciliação. Os principais objetivos da comissão eram a união nacional e a investigação dos abusos de direitos humanos cometidos durante a era do apartheid, tanto pelo governo sul-africano como pelo movimento de resistência.

Thabo Mbeki, do partido CNA, sucedeu a Mandela como presidente em 1999. À semelhança de outros países africanos, a África do Sul enfrentou uma séria crise de saúde quando a grave doença da aids começou a se espalhar rapidamente durante a década de 1990. No início do século XXI, a África do Sul tinha mais pessoas infectadas com o HIV (vírus que causa a aids) do que qualquer outro país do mundo. Mbeki e os presidentes posteriores enfrentaram também outras dificuldades, como os altos índices de criminalidade e as tensões entre grupos étnicos, bem como o desafio de continuar os esforços para melhorar a vida de grande parte da população.

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