Émile Zola foi um crítico, romancista e ativista político francês. Ele é considerado um dos maiores escritores do final do século XIX.

Vida

Émile-Édouard-Charles-Antoine Zola nasceu em Paris, no dia 2 de abril de 1840. Viveu sua juventude em Aix-en-Provence, no sul da França, onde seu pai, engenheiro civil de ascendência italiana, trabalhava. Depois da morte do pai, em 1847, o pequeno Émile Zola e sua mãe ficaram em situação difícil. Aos 18 anos, ele voltou para Paris, a fim de completar os estudos. Foi colega de Paul Cézanne, que depois se tornou um grande pintor. Cézanne o apresentou a outros artistas, entre eles Édouard Manet e os pintores chamados impressionistas.

Zola passou períodos de grande pobreza, sobrevivendo com a penhora de seus poucos bens e, segundo a lenda, comendo pardais que caçava com armadilhas na janela. Em 1862, com 22 anos, começou a trabalhar no escritório da editora Hachette. Para completar a renda, escrevia artigos sobre atualidades para diversos periódicos, mas não deixou de escrever ficção, passatempo que tinha desde criança.

Obra

Em 1865, Zola publicou seu primeiro romance, A confissão de Claude, um relato parcialmente autobiográfico que chamou a atenção do público, mas desagradou a seu patrão. Sentindo-se em condições de sustentar, modestamente, a si e à mãe, Zola deixou o emprego e dedicou-se a escrever artigos para jornais e à literatura.

Zola era um cidadão participante nos acontecimentos de seu tempo. Entre as décadas de 1860 e 1870, defendeu a arte dos pintores impressionistas em artigos de jornal. Como fundador do movimento naturalista na literatura, Zola publicou diversos tratados explicando suas teorias. O naturalismo buscava examinar a realidade de maneira objetiva e retratar a vida como ela é. Uma das obras mais importantes de Zola, Germinal, de 1885, mostra a vida de uma comunidade de mineiros, destacando a relação entre a burguesia e a classe trabalhadora.

Em 1898, Zola se manifestou publicamente a respeito do Caso Dreyfus — um oficial francês judeu havia sido acusado de traição, e seu julgamento causou muita polêmica. Zola publicou uma carta aberta no jornal francês L’Aurore, dirigida ao presidente da França, com o título J’accuse (“Eu acuso”). O escritor afirmava que o governo era antissemita (isto é, hostil contra os judeus) e que o processo contra Alfred Dreyfus tinha sido fraudulento. Por causa dessa carta, Zola foi acusado de injúria contra o governo e teve de se refugiar na Inglaterra. Ele retornou à França no ano seguinte.

Zola morreu em Paris, em 28 de setembro de 1902, vítima de envenenamento por monóxido de carbono causado pela obstrução da chaminé da lareira de sua casa. Ainda hoje há suspeitas de que sua morte não tenha sido acidental, e sim uma vingança por causa de seu envolvimento no Caso Dreyfus.

Homenagem dos franceses

Na época em que morreu, Zola era considerado não só um grande escritor como também um homem de ação e um defensor da verdade e da justiça. Seus restos mortais foram transferidos para o Panteão de Paris em 1908, ficando ao lado dos túmulos de Voltaire, Rousseau e Victor Hugo — autores franceses cujas obras e feitos, como os de Zola, mudaram a história da França e influenciaram o modo de pensar de pessoas no mundo todo.

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