A Academia Brasileira de Letras (ABL) é uma instituição que reúne muitos dos principais escritores brasileiros. Ela foi fundada em 20 de julho de 1897 com a finalidade de preservar a língua e a literatura do Brasil e estimular manifestações culturais ligadas a elas.

Os “imortais”

A Academia Brasileira de Letras possui quarenta integrantes efetivos e perpétuos (isto é, que são seus membros até a morte). Eles são chamados “imortais”. Cada uma das quarenta cadeiras da ABL tem um patrono, homenageando personalidades que marcaram a literatura e a cultura brasileira. Os acadêmicos são escolhidos por eleição em votação secreta. Quando um deles morre, a cadeira é declarada vaga na Sessão de Saudade. Os interessados em se tornar “imortais” têm um mês para se candidatar. A eleição transcorre três meses após a declaração da vaga.

A Academia Brasileira de Letras tem sede no Rio de Janeiro. Está instalada em dois edifícios: o Petit Trianon e o Palácio Austregésilo de Athayde. O Petit Trianon foi doado à ABL em 1923 pelo governo francês. É uma réplica do Petit Trianon, que fica no Palácio de Versalhes, na França. O edifício havia sido construído em 1922 para abrigar o pavilhão da França na exposição internacional que comemorou o centenário da independência do Brasil.

Primeira sede própria da ABL, é lá que, ainda hoje, acontecem as reuniões regulares dos acadêmicos, as sessões solenes comemorativas e o tradicional chá das quintas-feiras. Ao lado do Petit Trianon, foi construído o Palácio Austregésilo de Athayde, inaugurado em 20 de julho de 1979. É ali que funciona a diretoria da academia.

A Academia Brasileira de Letras concede vários prêmios literários e possui duas bibliotecas: a Biblioteca Acadêmica Lúcio de Mendonça, que a acompanha desde a fundação, e a Biblioteca Rodolfo Garcia, inaugurada em 2005. A instituição também tem um importante acervo de documentos textuais, fotografias, multimídia, periódicos, arquivos pessoais dos acadêmicos e documentos institucionais.

História

No fim do século XIX, os escritores Afonso Celso Júnior e Medeiros e Albuquerque queriam criar uma academia nacional, nos moldes da Academia Francesa. A primeira iniciativa foi de Lúcio de Mendonça, mas a ideia acabou se concretizando com a participação do escritor Machado de Assis. Em 20 de julho de 1897 era realizada a Sessão Inaugural, nas instalações do Pedagogium, um prédio que fica no centro do Rio.

Machado de Assis foi o primeiro presidente da academia. Austregésilo de Athayde foi o presidente que ficou mais tempo no cargo: quase 34 anos consecutivos, de 1959 até sua morte, em 1993, doze dias antes de completar 95 anos de idade.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.