Alagoas (sigla: AL) é um dos 27 estados brasileiros e está situado na região Nordeste. Sua capital é Maceió, a maior cidade entre os 102 municípios do estado. Faz limite com Pernambuco, Sergipe, Bahia e o oceano Atlântico. Tem 3.120.922 habitantes (censo de 2010) e ocupa uma área de 27.779 km2.

Geografia

Alagoas tem um relevo plano com suaves ondulações. O ponto mais elevado é a serra Santa Cruz (844 metros). Seus rios principais são o Mundaú e o Paraíba do Meio. A foz do rio São Francisco fica entre os estados de Alagoas e Sergipe.

Ao longo da costa, de clima tropical úmido, há remanescentes de floresta tropical, mangues e coqueirais. Na zona da mata, o estado é coberto pela mata Atlântica. No interior, de clima semiárido, a vegetação é a caatinga.

Economia

O estado de Alagoas experimenta uma economia em desenvolvimento. Desde o início da colonização do Brasil, no século XVI, Alagoas já era importante produtor de açúcar. A atividade é, ainda hoje, a principal fonte de renda do estado: representa 45 por cento de sua economia e um dos principais produtores nacionais.

O estado possui reservas minerais de sal-gema, petróleo e gás natural. Embora a atividade industrial não seja significativa, há um importante polo cloroquímico instalado na capital, Maceió.

Nos últimos anos, a indústria do turismo tem crescido em Alagoas e hoje já representa 23% da economia do estado. O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, localizado na Região Metropolitana de Maceió, é um dos maiores aeroportos do Nordeste.

História

O litoral de Alagoas foi um dos primeiros a ser explorado pelos portugueses. Em 1501, o navegador Américo Vespúcio esteve em Alagoas a serviço de Portugal. Quando da instituição do sistema de capitanias hereditárias (1534), o donatário Duarte Coelho incentivou a expansão do cultivo da cana-de-açúcar e a instalação de engenhos de açúcar na região de Alagoas, que integrava a capitania de Pernambuco. A produção de açúcar era embarcada em um porto no rio São Francisco, que deu origem à Vila de Penedo, fundada em 1545. Nessa época já existiam no estado duas outras vilas: Porto Calvo e de Alagoas, atual Marechal Deodoro.

As terras alagoanas foram palco de importantes fatos históricos. Foi na costa de Alagoas que, em 1556, o bispo dom Pero Fernandes Sardinha naufragou e foi devorado pelos índios caetés, o que motivou o extermínio desse grupo indígena pela Coroa Portuguesa. Em 1631, a região foi invadida pelos holandeses, que já estavam em Pernambuco. Ficou famoso nesse episódio o alagoano Domingos Fernandes Calabar. Grande conhecedor da região, ele se passou para o lado dos holandeses, que acabaram expulsos em 1645.

Foi no interior de Alagoas que se formaram os principais quilombos, povoados fortificados montados por escravos africanos que fugiam dos engenhos de Pernambuco e da Bahia. O mais famoso foi o quilombo dos Palmares, que chegou a ter 20 mil habitantes e sobreviveu de 1676 até 1696, quando foi destruído pelas tropas a serviço da Corte Portuguesa.

Alagoas foi separada da capitania de Pernambuco em 16 de setembro de 1817 e seu primeiro governador foi Sebastião Francisco de Melo e Póvoas, neto do Marquês de Pombal. Com a independência do Brasil, em 1822, Alagoas passou a ser província do Império.

Durante o Brasil Império (1822-1889), Alagoas sofreu os reflexos de movimentos como a Confederação do Equador (1824) e a Cabanada (1832-1835). A Lei Provincial de 9 de dezembro de 1839 transferiu a capital da província da vila de Alagoas (hoje Marechal Deodoro) para a vila de Maceió, em meio a uma disputa acirrada entre as principais famílias de fazendeiros.

Personalidades

Os dois primeiros presidentes da República do Brasil, Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto, nasceram no estado. Também são de Alagoas o músico Hermeto Pascoal, o lexicógrafo Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, o escritor Graciliano Ramos, o jurista e filósofo Pontes de Miranda, a psiquiatra Nise da Silveira, o cineasta Cacá Diegues, o músico Djavan, o ex-jogador e ex-treinador da Seleção Brasileira de Futebol Zagallo e a jogadora de futebol Marta.

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