Alfredo Volpi é visto como “o pintor das bandeirinhas”, mas os temas e as formas que abordou vão muito além das fronteiras dadas pelas bandeiras. Em suas pinturas das festas juninas parece haver a ingenuidade de uma criança, a espontaneidade infantil, mas também há unidade entre essas figuras concretas e o abstracionismo geométrico e “concretista”.

Volpi nasceu em Lucca, na Itália, em 14 de abril de 1896, filho de operários que imigraram para o Brasil de navio, carregando no colo o pequeno Alfredo, de um ano e meio. Autodidata, o menino operário, italiano enraizado em São Paulo, fazia trabalhos artesanais como carpinteiro e encadernador. A partir de 1911, como pintor de paredes criava belos murais decorativos.

Em 1935, o pintor-operário começou a frequentar o ateliê do pintor Rebolo (1902-1980) e a conviver com artistas.

Como sua mulher tinha problemas de saúde, o casal passou a viver em Itanhaém (1939-1941), no litoral sul paulista, onde o isolamento da pequena cidade praticamente deserta permitiu ao pintor mergulhar nas marinhas, com suas formas, linhas e cores.

De volta do deserto azul-marinho, em 1944 Volpi fez sua primeira exposição individual e viajou às cidades históricas mineiras, mergulhando na história brasileira. Em 1950, esse italiano fez sua única viagem à Europa, permanecendo seis meses entre Paris e Veneza.

Nos anos 1950, Volpi levantou as bandeiras das abstrações geométricas. Ele via com olhos livres as festas juninas ou os conjuntos de casas, sintetizando concreto e abstrato.

Volpi expôs na Bienal de Veneza (1952) e dividiu com Di Cavalcanti o prêmio de melhor pintor nacional, na Segunda Bienal de São Paulo (1953).

Participou da decisiva Exposição Nacional de Arte Concreta, em São Paulo (1956) e no Rio de Janeiro (1957), marco inaugural da arte e da poesia concreta.

Ganhou o Prêmio Guggenheim (1958) e expôs em Tóquio e Nova York (1959). Seus noventa anos foram comemorados com a exposição de 193 de suas obras no Museu de Arte Moderna, em São Paulo, cidade em que Volpi morreu no dia 28 de maio de 1988. Sua pintura simples e complexa parece estar cada vez mais viva.

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