Aluísio Tancredo Gonçalves de Azevedo foi escritor, jornalista e diplomata. Nasceu na cidade de São Luís, no Maranhão, em 1857, e morreu em Buenos Aires, na Argentina, em 1913. Viveu por alguns anos no Rio de Janeiro.

Aluísio de Azevedo é considerado um escritor naturalista. O naturalismo foi uma fase da literatura em que as obras tratavam de temas polêmicos (como racismo, loucura, violência e traição), eram escritas numa linguagem parecida com a fala cotidiana e tinham longas descrições de pessoas e lugares. Além disso, era como se os personagens não pudessem escolher o rumo de suas vidas. Já nasciam “condenados” por seus instintos, pelas características que herdavam da família e pelo ambiente em que viviam.

Aluísio de Azevedo também desenhava. No Rio de Janeiro, trabalhou como caricaturista no jornal O Fígaro.

Em 1879 publicou seu primeiro romance, Uma lágrima de mulher. Participou da criação do jornal O Pensador, no Maranhão, em 1880. Em seus artigos, o escritor defendia o fim da escravidão e criticava a Igreja, que era contrária à abolição. Algum tempo mais tarde fundou A Pacotilha, primeiro jornal diário de São Luís.

Entre seus romances mais famosos, destacam-se O mulato e O cortiço. São histórias que abordam dois temas muito presentes em sua obra: o preconceito racial e os vícios humanos.

Outras obras de Aluísio de Azevedo são os romances A condessa de Vésper (1882), Casa de pensão (1883) e A mortalha de Alzira (1884).

O último romance de Aluísio de Azevedo, O livro de uma sogra, foi publicado em 1895. Nesse mesmo ano, o escritor abandonou a literatura. Tornou-se diplomata, representando o Brasil em diversos países.

Como vice-cônsul, esteve na Espanha, no Japão, na Inglaterra, no Uruguai, na Itália, na Argentina e no Paraguai. Casou-se com a argentina Pastora Lúquez e adotou dois filhos.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.