Canadá, Estados Unidos e México compõem a América do Norte, que é uma das três partes do grande continente chamado América. As outras duas são a América Central e a América do Sul. Algumas ilhas, como a Groenlândia (pertencente à Dinamarca), as Bermudas (ligadas ao Reino Unido) e Saint-Pierre e Miquelon (território francês), são associadas à América do Norte.

Solo e clima

A América do Norte é um subcontinente que tem cinturões de montanhas ao longo de seus lados leste e oeste. No leste ficam os montes Laurentinos e os Apalaches. No oeste as altitudes são bem maiores e incluem as montanhas Rochosas, que se estendem do México ao Canadá. O México tem a serra Madre Ocidental, no oeste, e a serra Madre Oriental, no leste.

A área entre os Apalaches e o oceano Atlântico, no leste, é uma planície costeira baixa. Outra grande planície baixa se estende das montanhas Rochosas aos Apalaches. Um planalto central alto ocupa a região entre as cordilheiras oriental e ocidental do México.

Os Grandes Lagos, no centro-leste da América do Norte, compõem a maior área de água doce do mundo. A maioria dos outros lagos de grande extensão do subcontinente se situa mais ao norte, no Canadá. O maior sistema fluvial da América do Norte é o do rio Mississípi. Em seu caminho até o golfo do México, o Mississípi recebe as águas dos rios Missouri e Ohio. Juntos, eles drenam a região central dos Estados Unidos.

Boa parte da América do Norte tem clima ameno, tanto no verão quanto no inverno, com chuvas moderadas. Porém, na maior parte do Alasca (que é um estado americano) e do norte do Canadá, os invernos são gelados, e no verão, que dura pouco, a temperatura não sobe muito. O clima em partes do sudoeste dos Estados Unidos e no noroeste do México é muito seco, com regiões desérticas e semidesérticas.

Flora e fauna

As partes montanhosas da América do Norte incluem grandes áreas de florestas densas. Na costa norte banhada pelo Pacífico crescem coníferas, sequoias, pinheiros e abetos-vermelhos; no México há florestas de árvores tropicais de madeira de lei. Nos desertos e nas regiões geladas do norte há pouca vegetação. Pradarias formam um cinturão entre as florestas e os desertos, principalmente na região das Grandes Planícies, na parte central da América do Norte.

Carneiros silvestres, cabras monteses, alces e veados-vermelhos estão entre os animais nativos da América do Norte. Também há pumas, linces, coiotes, lobos e ursos. Em algumas regiões é possível encontrar cervos. Alguns pequenos animais, como esquilos, coelhos e guaxinins, se adaptaram às áreas habitadas e convivem com seres humanos. Nas regiões mais quentes do sul vivem aligátores, cobras, porcos selvagens, aves coloridas e macacos.

A natureza foi devastada pela ação do homem. Até a metade do século XX, os Estados Unidos já tinham dizimado boa parte de sua fauna, derrubado mais de metade de suas árvores e convertido boa parte de suas pradarias em áreas agrícolas. A justificativa para isso foi a abertura de espaço para o desenvolvimento de cidades. Na segunda metade do século XX, com a tomada de consciência sobre a necessidade de preservação ambiental, os países da América do Norte começaram a tomar medidas de proteção da flora e da fauna remanescentes.

Povos

Os habitantes originais da América do Norte eram os nativos americanos, ou índios. Mais de 80 por cento da população do México descende pelo menos em parte de índios. A maioria da população dos Estados Unidos e do Canadá descende de europeus. Uma minoria importante de habitantes dos Estados Unidos é descendente de africanos que foram levados ao país como escravos.

A língua principal dos Estados Unidos e da maior parte do Canadá é o inglês. O francês é falado em partes do leste do Canadá, especialmente no Quebec. O espanhol é a língua principal do México, sendo também falado por muitas pessoas nos Estados Unidos.

A maioria das pessoas do subcontinente segue o cristianismo. O Canadá tem mais católicos que protestantes, e no México a maioria também é católica. Todas as principais religiões do mundo estão representadas nos Estados Unidos, embora mais de metade da população siga denominações protestantes. Há minorias judaicas e muçulmanas nos Estados Unidos e do Canadá.

De modo geral, os habitantes do Canadá e dos Estados Unidos têm boa qualidade de vida. O nível de alfabetização é alto. Embora hospitais e instituições médicas estejam entre os melhores do mundo, parte da população, principalmente nos Estados Unidos, está alijada da assistência médica gratuita. Há muita riqueza, mas existe também muita pobreza, pois a disparidade entre ricos e pobres é grande. No México, as condições de vida são inferiores em relação às dos Estados Unidos e do Canadá. Há poucas pessoas ricas, e serviços de saúde e educativos são menos disponíveis.

Economia

A economia dos Estados Unidos e do Canadá depende, há muito tempo, mais do setor manufatureiro que da agricultura. Esse setor começou a crescer rapidamente também no México, no final do século XX. Produtos químicos, alimentícios e eletrônicos, equipamentos de transportes e outros tipos de máquinas estão entre os principais itens fabricados na América do Norte. No final do século XX, as indústrias que prestam serviços ao público, como os setores bancário, de atendimento à saúde, de comunicações e de turismo, passaram a formar a parte mais importante da economia do subcontinente.

A América do Norte produz boa parte dos alimentos do mundo. Trigo, milho, soja, feno, frutas, legumes e laticínios são produzidos em várias regiões dos Estados Unidos e do Canadá. No México são cultivados cana-de-açúcar, milho, sorgo, bananas e outros legumes e frutas tropicais.

A América do Norte também é rica em recursos naturais, incluindo minerais como minério de ferro, cobre, níquel, zinco, chumbo e prata. Há reservas de carvão nos Estados Unidos e de petróleo no centro-sul dos Estados Unidos, no Alasca, no oeste do Canadá e no leste do México.

História

Os primeiros habitantes da América do Norte vieram da Ásia entre 60 mil e 20 mil anos atrás. Os primeiros a chegar foram os povos que se tornariam os indígenas americanos; com o tempo, eles foram se deslocando para o sul. Os inuítes (esquimós) chegaram mais tarde e permaneceram no norte do subcontinente.

A agricultura já era praticada por volta de 3500 a.C. Os olmecas, na região que hoje é o México, foram os primeiros a formar uma civilização, a partir de mais ou menos 1200 a.C. Eles ergueram vilarejos nos quais se praticava o comércio e desenvolveram uma forma de escrita. Mais tarde, os maias e os astecas construíram cidades, pirâmides e monumentos.

Um viking chamado Leif Eriksson pode ter sido o primeiro europeu a chegar às terras da América do Norte. Ele desembarcou no atual Canadá por volta do ano 1000 d.C. Mas os vikings não fundaram assentamentos permanentes na região. No final do século XV, europeus começaram a explorar o continente americano e a fundar colônias. De modo geral, os espanhóis dominaram o sul (o atual México e a América Central), os franceses, o norte (o atual Canadá), e os ingleses, a parte do meio (que hoje é os Estados Unidos). Na década de 1760, os ingleses se apossaram de boa parte do norte do subcontinente.

Os Estados Unidos se formaram em 1776, quando as treze colônias britânicas implantadas em seu território declararam a independência. O México se tornou independente da Espanha em 1821. O Canadá formou um governo separado, dentro do Império Britânico, em 1867, e passou a ser oficialmente um país autônomo em 1931.

Os Estados Unidos e o Canadá se desenvolveram em ritmo acelerado na última metade do século XIX, mas esse desenvolvimento cobrou um custo alto dos índios. A maioria dos povos indígenas que tinha sobrevivido aos combates e às doenças trazidas pelos europeus perdeu suas terras. Restaram para eles apenas áreas confinadas nos Estados Unidos e no Canadá, chamadas “reservas”.

O México se manteve mais ligado às suas origens ameríndias, mas seu desenvolvimento econômico foi menor. Os Estados Unidos atraíram muitos imigrantes do México. Em 1992, o Canadá, os Estados Unidos e o México assinaram o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (NAFTA, na sigla do nome em inglês), cujo objetivo é promover os negócios entre os três países.

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