A América do Sul faz parte da América, que é o segundo maior continente do mundo. (O maior é a Ásia.) Como parte do continente americano, a América do Sul é considerada um subcontinente. Os outros dois subcontinentes da América são a América do Norte e a América Central.

A América do Sul tem doze países: Brasil, Uruguai, Paraguai, Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname. Além deles, há um território dependente da França, a Guiana Francesa. Também as ilhas Falkland, ao largo da América do Sul, pertencem a um país de fora das Américas, o Reino Unido, embora a Argentina reivindique o arquipélago como as islas Malvinas. A América do Sul também faz parte de uma região cultural maior, conhecida como América Latina (que engloba a América Central e o México), onde a maioria da população fala espanhol, português ou francês.

Solo e clima

A maior parte da América do Sul é coberta por montanhas escarpadas e platôs (terras altas e planas). No norte fica o planalto das Guianas. O planalto Brasileiro, outro grupo de montanhas e de platôs, cobre mais da metade do Brasil — o que equivale a cerca de um quarto da América do Sul. Os Andes se estendem ao longo da extremidade ocidental do continente e são uma das cadeias de montanhas mais impressionantes do mundo. No leste do Peru e no oeste da Bolívia, há um grande planalto chamado Altiplano. Na extremidade sul da América fica uma região de vastos platôs conhecida como Patagônia.

A América do Sul tem muitos rios, que formam grandes bacias. Elas ficam geralmente em terreno plano e baixo. A maior delas é a bacia amazônica, que abrange partes do Brasil, da Venezuela, da Colômbia, do Equador, do Peru e da Bolívia. Os rios Paraná e Orenoco também formam bacias.

O rio Amazonas tem o sistema hidrográfico mais extenso do mundo. Outros rios importantes são o Orenoco, o Araguaia, o Tocantins, o São Francisco, o Paraguai, o Paraná e o Uruguai, além dos vários afluentes mais longos do Amazonas. Trechos dos Andes são salpicados de lagos. E há também vastos pântanos em muitas regiões baixas do continente.

A maior parte da América do Sul tem clima tropical. Nas florestas equatoriais e tropicais do norte e do leste faz calor e chove ao longo de todo o ano. Há também muitas áreas desérticas, como a costa do Peru, o deserto de Atacama (no Chile) e o noroeste da Argentina. Nas partes do extremo sul da Argentina e do Chile, bem como no alto das montanhas, é frio e chuvoso durante praticamente o ano inteiro.

Flora e fauna

A bacia do rio Amazonas abrange a maior área de floresta equatorial e tropical do mundo, com muitos tipos de árvores. Contudo, parte da floresta vem sendo destruída pela exploração feita sem critério. Com a finalidade de construir estradas e de preparar a terra para plantio e para pastagens, muitas áreas estão sendo devastadas. Há madeireiras que operam ilegalmente na floresta, abatendo árvores que precisam ser preservadas. Os campos — áreas de pastagens com algumas árvores — são típicos da região central da Venezuela e do Brasil. Os desertos da costa do Chile e do Peru têm pouca vegetação.

Os dois animais mais conhecidos dos Andes são a lhama e a alpaca. Entre os outros mamíferos destacam-se muitos felinos (especialmente a onça e a suçuarana), cervos, lobos, raposas e guaxinins. Nas florestas tropicais vivem muitos mamíferos, sobretudo macacos, porcos-espinhos, tatus, tamanduás, bichos-preguiça e uma grande variedade de ratos, camundongos e morcegos. A América do Sul tem mais de mil tipos de aves, podendo-se ver beija-flores, papagaios, tucanos, pica-paus e aves de rapina em diferentes regiões do continente. O condor-andino é um dos maiores pássaros do mundo. O pinguim-de-humboldt é encontrado em diversos pontos da costa sul. Há também vários tipos de peixes e de répteis, entre estes diversas espécies de lagartos e de serpentes.

Povos

Os habitantes originais da América do Sul eram diversos grupos de índios, ou nativos americanos. Hoje a população é uma mistura de vários grupos distintos: descendentes de indígenas, de europeus (sobretudo espanhóis e portugueses) e de africanos. Cerca de 40 por cento da população da América do Sul é branca. Outros 40 por cento tem ancestralidade mista de brancos e índios, de brancos e negros ou de negros e índios.

A maioria da população sul-americana fala espanhol ou português. Falam-se também muitas línguas indígenas, como o quíchua e o aimara. Em algumas áreas fala-se inglês, francês ou holandês. Os sul-americanos são predominantemente católicos. Em alguns países as pessoas misturam o catolicismo com elementos tradicionais das religiões africana e indígena, num fenômeno conhecido como sincretismo religioso.

Há grandes desníveis em relação à educação e à saúde entre os países da América do Sul. A educação não chega a todas as crianças. Muitas vivem em áreas muito afastadas, em que não existem escolas. Algumas cidades têm hospitais dos mais avançados do mundo, e em outras não se encontra nenhum médico. Os maiores problemas de saúde estão nos distritos rurais, particularmente nas planícies baixas e nos vales de rios dos trópicos. Nesses locais é comum as pessoas usarem água impura e os insetos transmitirem doenças como a dengue, a malária ou a doença de Chagas. Os moradores das periferias densamente povoadas e pobres das cidades também correm risco maior de ter problemas de saúde.

Economia

Durante muitos anos, a economia da maior parte dos países sul-americanos não era bem desenvolvida. A maioria da população trabalhava na agricultura e não havia muitas indústrias. Além disso, os países dependiam da ajuda externa. No entanto, na segunda metade do século XX, muitos países sul-americanos começaram a tentar melhorar sua economia fomentando a industrialização.

A América do Sul é muito rica em minérios. Tem, por exemplo, um quinto do minério de ferro de todo o mundo, além de uma grande quantidade de petróleo e de gás natural. Cobre, estanho, chumbo e zinco são minerados nos Andes. O Brasil tem muitas pedras preciosas.

A agricultura representa grande parte da economia sul-americana. Em todo o continente se criam carneiros e gado bovino. A Argentina é um grande exportador de carne bovina. Café, cacau, cana-de-açúcar, abacaxi e banana são produzidos nas regiões tropical e subtropical. Um pouco mais distante do equador cultivam-se milho, laranjas, trigo, legumes e verduras.

O Brasil é o país mais industrializado da América do Sul. Tem uma importante indústria de aviões, que exporta para os países mais desenvolvidos. Suas fábricas, assim como as da Argentina, produzem carros, caminhões, tratores e máquinas industriais. Vários países fabricam roupas. Os serviços financeiros e o comércio são vitais para todos os países sul-americanos. Cheia de atrativos variados, a América do Sul é um importante polo turístico mundial e vem desenvolvendo os serviços necessários para o bom atendimento nessa área.

História

Os índios já viviam na América do Sul há muitos milhares de anos. No século XXI a.C., vários grupos tinham sociedades com culturas altamente desenvolvidas. No século XV d.C., eles já constituíam grandes grupos indígenas como os incas dos Andes, os chibchas da Colômbia e os guaranis do Paraguai. Quando os europeus chegaram à América do Sul, o Império Inca se estendia por grande parte do continente.

A exploração europeia começou quando Cristóvão Colombo aportou no norte, em 1498. No início do século XVI, navegantes portugueses e espanhóis começaram a explorar grandes áreas da América do Sul e a assumir a posse delas. Aos poucos, os portugueses tomaram conta do que hoje é o Brasil. Os espanhóis afirmaram a propriedade sobre o restante do subcontinente e dominaram os índios, forçando-os a extrair ouro e prata e a trabalhar na terra. No norte, a Grã-Bretanha, os Países Baixos e a França dividiram entre si a região das Guianas.

Enormes quantidades de indígenas não resistiram às doenças transmitidas pelos europeus e tampouco às condições de vida adversas. Então os europeus trouxeram escravos africanos para substituir os trabalhadores que haviam morrido.

No século XIX, um número crescente de povos da América do Sul começou a reivindicar sua independência da Espanha. As principais campanhas revolucionárias foram dirigidas por dois destacados chefes militares: José de San Martín, da Argentina, e Simón Bolívar, da Venezuela. Os dois acabaram por ter seus esforços recompensados: na metade do século XIX, todas as colônias espanholas já eram nações independentes. No caso do Brasil, a independência foi alcançada em 1822, e o país adotou o estatuto de monarquia, na forma de império. Em 1889, o país tornou-se república. A Guiana Inglesa e a Guiana Holandesa só conseguiram a independência bem mais tarde, a partir da metade do século XX. A Guiana Francesa continua a pertencer à França.

Muitos dos novos países da América do Sul criaram governos, baseados no padrão de democracia dos Estados Unidos e da França. Ao longo do século XX, contudo, chefes militares frequentemente tomaram o poder e instauraram ditaduras. A grande desigualdade entre ricos e pobres existente em quase todo o subcontinente é motivo para conflitos internos em vários países.

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