O Amapá (sigla: AP) é um estado situado na região Norte do Brasil. Sua capital é a cidade de Macapá. Com uma área de 142.385 km2, o estado tem 668.689 habitantes (censo de 2010). No mapa, o formato do estado lembra um losango.

A palavra “amapá” vem da língua caraíba (ou caribe), falada pela nação indígena de mesmo nome, que habitava a região. Amapá é originalmente a denominação de uma árvore de tronco muito largo. Mais tarde a região também passou a ser conhecida assim, mas até hoje a árvore mantém esse nome. Da casca do amapá se extrai um látex medicinal conhecido como “leite do amapá”, usado popularmente para combater problemas de pulmão, estômago e intestino. Seus frutos têm a forma da maçã e são bastante saborosos.

Geografia

O rio Oiapoque, que percorre todo o norte do estado, faz a fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. O Amapá se limita ao norte com o Suriname e a Guiana Francesa e ao sul e a oeste com o estado do Pará. A leste, o estado é banhado pelo oceano Atlântico.

A linha do equador passa pela cidade de Macapá, capital do estado. O clima do Amapá é equatorial: quente e superúmido. A Amazônia cobre quase todo o estado, onde a floresta encontra-se muito preservada. O Amapá é cortado por grandes rios, como o Jari (que faz a divisa com o Pará), o Oiapoque e o Araguari.

O território é pouco elevado, composto principalmente por planícies litorâneas, com mangues e lagos, e aluviais (nas várzeas dos rios). Há também um planalto de morros e colinas, onde se destaca a serra de Tumucumaque, no oeste do estado.

No braço norte da foz do rio Amazonas, que separa o Amapá da ilha de Marajó, no estado do Pará, ocorre o fenômeno da pororoca, no encontro das águas do rio com o mar, provocando ondas imensas, que desbarrancam as margens.

Fauna e flora

Por fazer parte da Amazônia, o Amapá tem grande riqueza vegetal e animal, com grande número de espécies. Além do amapá, ou amapazeiro, encontram-se várias das grandes árvores típicas amazônicas, graças à relativamente pequena devastação da floresta no estado. Entre as aves, destacam-se a garça, o gavião-real, o guará e as marrecas. O tucunaré e o pirarucu são peixes característicos dos rios da região.

População

O Amapá é um dos estados menos povoados do Brasil: tem menos de 2 habitantes por quilômetro quadrado. A maior parte da população se concentra no leste do estado, junto ao litoral. Cerca de metade dos habitantes vive na cidade e a outra metade, na área rural. Grande parte da população é cabocla (mestiça de índio e branco).

Economia

Na serra do Navio, encontram-se jazidas de manganês, minério usado na fabricação de aços especiais. O Amapá é o maior produtor de manganês do país. O estado também explora outros minérios (cassiterita, columbita e tantalita), além de produzir borracha e castanha-do-pará.

As plantações de mandioca, arroz, feijão, milho, cana-de-açúcar, pimenta-do-reino, banana e abacaxi ocupam o litoral, as bordas do planalto e as várzeas dos rios. A criação de gado é feita nos campos alagadiços.

O setor de serviços é responsável pela maior parte da economia do Amapá, seguido pela indústria e pela agropecuária.

História

O território do Amapá começou a ser explorado entre 1580 e 1640, período em que Portugal foi governado pelos reis da Espanha. Franceses, holandeses e britânicos se interessaram pela região, conhecida na época como Costa do Cabo do Norte.

Como a Costa do Cabo do Norte era rica em madeira, resinas, frutos usados para fazer corante (como o urucum), óleos vegetais e peixes, a Grã-Bretanha e a Holanda fundaram empresas para explorar esses produtos. Os peixes eram salgados e exportados para a Europa. Na mesma época, teve início a plantação de cana-de-açúcar e de fumo, a fabricação de açúcar e aguardente e a criação de gado.

Disputas com a França

Os franceses se interessaram pelo Brasil desde o início da colonização portuguesa. Para tentar barrar a presença estrangeira, em 1637 Portugal tornou a Costa do Cabo do Norte uma capitania hereditária. A França queria anexar a região à Guiana Francesa e a invadiu em 1697. Houve luta armada. Em 1713, após muita disputa, o Tratado de Utrecht garantiu a posse do território a Portugal.

A partir de então, teve início o desbravamento das terras. Foram fundadas missões de jesuítas e franciscanos. Para proteger o território, construiu-se a Fortaleza de São José de Macapá, a maior do Brasil colonial.

No século XIX, além de a criação de gado ter se tornado uma grande riqueza, foi encontrado ouro no rio Calçoene. Isso despertou novamente a cobiça da França, que estabeleceu um posto militar no lago do Amapá. Porém, a Grã-Bretanha interveio e a França se retirou. Em 1841, o Brasil e a França concordaram em considerar o Amapá uma zona neutra até ser resolvida a disputa.

No entanto, em 1866 foi criada uma república francesa independente entre os rios Caciporé e Calçoene. Seu presidente era um aventureiro francês que morava em Paris. Em 1887, o próprio governo francês acabou com essa república, que ainda ressurgiu em 1901, mas durou pouco.

Cinco anos depois da proclamação da República no Brasil, em 1894, os franceses invadiram o Amapá. Houve uma luta e o Brasil venceu.

Incorporação definitiva do Amapá ao Brasil

Em 1897, o Brasil e a França assinaram um tratado que previa arbitragem (julgamento) internacional.

O barão do Rio Branco foi escolhido para defender o Brasil no tribunal de arbitragem, na Suíça. A pesquisa e os estudos aprofundados que ele fez preencheram cinco volumes de texto e um atlas com dezenas de mapas. Em 1° de dezembro de 1900, a sentença definitiva do tribunal foi favorável ao Brasil.

Quarenta e três anos depois, foi criado o Território Federal do Amapá. A partir de então, a região começou a se desenvolver. No entanto, só em 1988 o território foi elevado a estado. Em 1° de janeiro de 1991 foram empossados seu primeiro governador e os 24 deputados da primeira gestão da assembleia legislativa do estado.

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