Situada na costa norte da África, a Argélia é o maior país do continente. Por causa de sua história, do idioma, dos costumes e da religião muçulmana, faz parte do mundo árabe. A capital do país é Argel. A Argélia tem 39.903.000 habitantes (estimativa de 2015) e área de 2.381.741 km2.

Geografia

A Argélia tem fronteiras com a Tunísia, a Líbia, o Níger, o Mali, a Mauritânia, o Saara Ocidental e o Marrocos. O mar Mediterrâneo fica ao norte.

A maioria da população vive na parte norte do país, chamada Tell. A cadeia de montanhas do Atlas Saariano separa o Tell do deserto do Saara, que ocupa cerca de quatro quintos do país. O Saara possui planícies e amplas extensões de areia chamadas ergs. É lá também que fica o monte Tahat, o mais alto da Argélia, com 2.918 metros de altura.

O norte do país tem clima quente, com verões secos e invernos amenos e chuvosos. O Saara pode ser muito quente ou bastante frio, conforme a estação e a hora do dia, mas quase não registra chuvas.

Flora e fauna

As plantas da Argélia sobrevivem com pouca água. A região do Tell tem capim verdejante e árvores baixas. No deserto crescem tufos de grama, arbustos, acácias e jujubeiras.

Hienas, chacais, macacos, falcões e serpentes do deserto fazem parte da fauna argelina. Há também antílopes, lebres, roedores e javalis. Os escorpiões são comuns no Saara.

População

Os argelinos são, na maioria, descendentes de berberes e árabes. Os berberes já viviam no norte da África antes da chegada dos árabes. Hoje, os árabes formam mais de 70 por cento da população e a maioria dos argelinos é muçulmana.

Economia

O governo argelino controla a economia. Os principais produtos do país são o petróleo e o gás natural. A maioria dos argelinos trabalha no governo, no exército ou na agricultura. Cultivam-se batatas, tomates, trigo, cevada, tâmaras, cebolas, laranjas, azeitonas e uvas. Na pecuária, carneiros e cabritos são as principais criações. A indústria produz alimentos, tabaco, cimento, tijolos, telhas, ferro e aço.

História

Na Argélia antiga viviam os berberes, que tiveram de enfrentar várias invasões — de fenícios, cartagineses, romanos e vândalos — em épocas diferentes. Os árabes muçulmanos invadiram a região nos séculos VII e VIII. O Império Otomano, dos turcos, se apossou do norte do país em 1518. A França conquistou a Argélia em 1830, fazendo dela uma colônia.

Na década de 1920, os argelinos começaram a lutar por seus direitos. Em 1954, o movimento da Frente de Libertação Nacional (FLN) iniciou a guerra de independência contra a França. A Argélia se tornou independente em 1962 e a FLN assumiu o controle do novo governo.

As primeiras eleições livres aconteceram em 1991. Um dos partidos inscritos era a Frente Islâmica de Salvação (FIS), que pretendia estabelecer um estado islâmico, regido pelas leis religiosas muçulmanas. Ao perceber que a FIS obteria a maioria dos votos, os militares cancelaram as eleições e tomaram o poder, iniciando-se então uma arrasadora guerra civil. Em 1999, os argelinos elegeram Adbelaziz Bouteflika, primeiro presidente civil desde 1965. No entanto, a violência continua no início do século XXI, e vários grupos protestam contra o governo.

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