Renoir foi o pintor mais popular do impressionismo, movimento que exprimia não apenas as aparências externas e objetivas, mas também as impressões interiores e subjetivas do artista. As luzes e as cores vivas de Renoir exprimem alegria e sensualidade. “Um quadro precisa ser algo amável, alegre e feliz”, não entediante como a vida cotidiana repetitiva, dizia Renoir.

Pierre-Auguste Renoir nasceu no dia 25 de fevereiro de 1841, em Limoges, na França. Seu pai, um alfaiate com sete filhos, levou a família para Paris, em 1845. Aos 13 anos, Renoir começou a decorar pratos com buquês de flores, em uma fábrica de porcelanas.

Em 1862, Renoir foi estudar desenho e anatomia na Escola de Belas-Artes, e pintura no estúdio de Charles Gleyre, onde fez amizade com os pintores Claude Monet, Alfred Sisley e Jean-Frédéric Bazille. Os quatro sonhavam com uma arte mais próxima da vida, livre do passado e da tradição. E passaram a pintar paisagens não mais nos estúdios, mas ao ar livre, junto à natureza, na floresta de Fontainebleau, desenvolvendo as novas formas impressionistas, sem dar atenção aos detalhes exteriores e sem usar a cor negra.

Ao grupo impressionista, uniram-se os pintores Paul Cézanne, Camille Pissarro e Édouard Manet, que escandalizou os críticos com seu quadro Almoço na relva (1863). Os críticos também não gostaram da primeira exposição impressionista (1874), com pinturas que mostravam os efeitos passageiros das luzes e seus reflexos na água, criando novas formas artísticas.

Em sua obra-prima O moinho de la Galette (1876), sobre a alegria e a dança em uma tarde de domingo em Montmartre, Renoir já se diferenciou do grupo impressionista, ao sublinhar com a cor negra a vivacidade das luzes e das cores e ao concentrar-se não mais nas paisagens, mas nas figuras humanas.

Em viagem à Itália (1881), Renoir maravilhou-se com Rafael e com os clássicos. Os detalhes objetivos retornaram a seus quadros precisos e minuciosos, e sua pintura chegou a uma nova fase, chamada de “fase seca”, a partir de 1883. Mas logo ele retomou o impressionismo, para alcançar outra nova fase, unindo a modernidade ao classicismo.

Em 1892, uma exposição de Renoir fez grande sucesso. Em 1894, nasceu seu filho Jean Renoir, que se tornou cineasta. No mesmo ano, um ataque de reumatismo levou o pintor ao sul da França, em busca de um clima melhor para a sua saúde.

O artista consagrou-se na Retrospectiva Renoir, no Salão de Outono de 1904. Em 1907, o reumatismo progressivo o fez mudar-se para a cidade de Cagnes-sur-Mer, onde morreu em 3 de dezembro de 1919.

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