A península Balcânica (mais conhecida como Bálcãs) é uma grande porção de terra localizada no sudeste da Europa e formada por muito países, entre eles Eslovênia, Croácia, Bósnia e Herzegovina, Sérvia, Kosovo, Montenegro, Macedônia, Moldávia, Romênia, Bulgária, Albânia, Grécia e a parte europeia da Turquia. Essa região foi palco de muitas guerras e conflitos.

Geografia

A maior parte da península é coberta de montanhas; o nome “Bálcã” significa “montanha” no idioma turco. As únicas planícies extensas aparecem na Romênia e na Bulgária. O rio Danúbio é a mais importante via hídrica da região. O norte da península tem invernos gelados, com neve, e verões quentes. No sul, os invernos são mais brandos, e o clima é quente e seco no verão.

Povos

Muitos povos diferentes vivem na região dos Bálcãs, mas a maioria pertence a um grupo comum, mais amplo: o dos eslavos. Sérvios, croatas, eslovenos e macedônios, por exemplo, são de origem eslava. Outros, como romenos, albaneses, búlgaros, húngaros, turcos, alemães e ciganos, têm origem diferente. Cada grupo tem o próprio idioma, e as principais religiões professadas são o cristianismo e o islamismo. A questão religiosa, porém, tem sido fonte de muitos conflitos nos Bálcãs.

História

Na Antiguidade, os Bálcãs foram habitados por ilírios, trácios e dácios. Em 229 a.C. os romanos invadiram a península e continuaram a controlar a região por muitos séculos. No século IV, o cristianismo se difundiu pelo Império Romano, que, em 395, já em crise, acabou dividido em duas partes: uma católica romana e outra cristã ortodoxa. A linha divisória, porém, passava pelos Bálcãs. Assim, os povos da parte ocidental do império — governada por Roma — tornaram-se católicos romanos. Os habitantes da parte oriental, com sede em Constantinopla (hoje Istambul, na Turquia), tornaram-se cristãos ortodoxos orientais. Mais ou menos na mesma época, povos do norte começaram a invadir a península Balcânica. Entre eles estavam os eslavos, que, no século VI, já haviam se espalhado por boa parte dos Bálcãs.

Os eslavos começaram então a se dividir em povos distintos, principalmente por causa da religião adotada. A maior parte dos eslavos que vivia na porção ocidental dos Bálcãs, por exemplo, tornou-se católica romana; os que viviam na porção oriental adotaram principalmente a religião cristã ortodoxa.

Alguns desses povos, como os búlgaros e os sérvios, cresceram e deram origem a poderosos impérios. No final do século XIV e no século XV, os turcos otomanos ocuparam os Bálcãs e transformaram a região em parte do Império Otomano, convertendo alguns povos eslavos — entre outros — à religião muçulmana, chamada islamismo.

Durante o século XIX, os povos balcânicos formaram países que se rebelaram contra os turcos. Em 1912 a Sérvia, a Bulgária, a Grécia e Montenegro se uniram para derrotar os turcos em uma guerra. Pouco depois, porém, começou uma luta interna entre os estados balcânicos, que discordavam sobre quem deveria controlar as terras reconquistadas. Durante a Primeira Guerra Mundial (1914–18), os países balcânicos se dividiram novamente, apoiando lados diferentes do conflito.

Com o fim da Primeira Guerra Mundial, foi criado um novo país balcânico, reunindo as terras eslavas da Sérvia, de Montenegro, da Croácia, da Eslovênia, da Bósnia e Herzegovina e da Macedônia. Cada uma delas passou a ser uma república da nova nação, que em 1929 ganhou o nome de Iugoslávia.

Depois da Segunda Guerra Mundial (1939–45), a maioria dos países balcânicos foi dominada por governos comunistas autoritários durante muitos anos — controlados principalmente pela União Soviética. A partir de 1989, esses governos começaram a perder força, iniciando o processo de democratização dos países balcânicos. No entanto, a maioria das repúblicas tinha sérios problemas econômicos.

Entre 1991 e 1992, Croácia, Eslovênia, Macedônia e Bósnia e Herzegovina se separaram da Iugoslávia para formar países independentes: era o início da fragmentação iugoslava, que, durante anos, manteria a região em estado de guerra. Ao final das batalhas, apenas Sérvia e Montenegro permaneceram na Iugoslávia. Em 2003, porém, as duas repúblicas abandonaram o nome Iugoslávia e, em 2006, dividiram-se em países distintos. Em 2008, ocorreu outra separação. A província de Kosovo declarou-se independente da Sérvia, que, no entanto, negou-se a reconhecer Kosovo como um novo país.

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