Bernardo Guimarães foi um jornalista, romancista e poeta brasileiro. É considerado um representante da literatura regionalista brasileira. Essa tendência surgiu no século XIX e se caracteriza por retratar cenas e tipos humanos do interior do Brasil.

Como viveu o escritor

Bernardo Joaquim da Silva Guimarães nasceu em Ouro Preto, em Minas Gerais, em 1825 e morreu na mesma cidade no dia 10 de março de 1884. Porém viveu e trabalhou em diferentes cidades. Quando tinha 17 anos, participou da Revolução Liberal que ocorria em Minas Gerais. Os rebelados protestavam contra a ascensão do Partido Conservador ao poder no Brasil.

Depois foi viver em São Paulo, onde fez o curso de direito e se tornou amigo dos escritores Álvares de Azevedo e Aureliano Lessa.

Já formado, atuou como juiz no município de Catalão, em Goiás, durante dois anos. Estabeleceu-se em seguida no Rio de Janeiro, onde foi repórter e crítico literário do jornal Atualidade.

Em meio a todas essas atividades, escrevia poemas e romances. Sua primeira obra poética foi Cantos da solidão, publicada em 1852, quando tinha 27 anos.

Em 1866, voltou a Ouro Preto, onde lecionou retórica e filosofia no Liceu Mineiro. Foi também professor de latim e francês em Queluz (em Minas Gerais), atual Conselheiro Lafaiete. Casou-se com Teresa Maria Gomes, com quem teve oito filhos.

Obras

Os poemas de Bernardo Guimarães estão reunidos em Poesias (1865), Novas poesias (1876) e Folhas de outono (1883). Mas foram os romances que o consagraram como grande escritor brasileiro.

O romance A escrava Isaura, de 1875, foi um grande sucesso editorial desde o lançamento. Foi escrito em plena campanha abolicionista no Brasil. Conta a história de uma escrava quase branca, bem educada e de bom caráter, que sofre perseguições e crueldades de seu senhor. No século XX, a obra popularizou-se nas versões para cinema e televisão.

As tradições orais de Minas Gerais e de Goiás estão presentes em seus diversos romances: O ermitão de Muquém (1871), O seminarista (1872), Histórias e tradições de Minas Gerais (1872), O índio Afonso (1873) e Rosaura, a enjeitada (1883), entre outros.

Sua obra inclui também os textos teatrais A voz do pajé e Os dois recrutas, além de contos e artigos. É o patrono da cadeira número 5 da Academia Brasileira de Letras.

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