Desde que alcançou a independência, em 1966, o país africano de Botsuana goza de governo estável, crescimento econômico e harmonia entre seus povos. A natureza quase intocada do país atrai muitos visitantes. Sua capital é Gaborone. Botsuana tem 2.135.000 habitantes (estimativa de 2014), e sua superfície é de 581.730 km2.

Geografia

Botsuana limita-se com o Zimbábue, a África do Sul, a Namíbia e a Zâmbia. Os rios, entre os quais o Chobe, o Limpopo e o Molopo, formam várias das fronteiras. O país é quase inteiramente plano, com colinas rochosas apenas no sudeste e no noroeste. O deserto do Kalahari recobre a maior parte do sul e do oeste. O pântano de Okavango fica a noroeste. Grande parte do país tem verões quentes e invernos mais frios. As secas são frequentes.

Flora e fauna

Savanas ou cerrados com árvores esparsas cobrem grande parte de Botsuana. O Kalahari tem gramas e arbustos desérticos. Florestas de verdade ocorrem apenas no extremo norte.

A vida selvagem de Botsuana é representada por leões, elefantes, leopardos, girafas, búfalos, antílopes, zebras, gnus, avestruzes, cobras e escorpiões. Hipopótamos, crocodilos e centenas de espécies de aves vivem junto aos rios.

População

O maior grupo étnico de Botsuana é o tsuana, seguido pelo calanga. Grupos esparsos de sans vivem no Kalahari. Cerca de metade do povo vive em cidades e vilas, principalmente no sudeste. A língua oficial é o inglês, mas a maior parte do povo fala setsuana no cotidiano. Cerca de 40 por cento do povo segue as religiões africanas tradicionais. O restante é composto principalmente de cristãos.

Economia

A economia de Botsuana baseia-se em larga medida na mineração. O país tem ricos depósitos de diamantes, carbonato de sódio, cobre, níquel e carvão. Indústrias produzem carros, bebidas e tijolos. O turismo é a principal fonte de receita.

A pecuária e a agricultura são ocupações tradicionais dos tsuanas e empregam ainda muitos trabalhadores. Os agricultores criam cabras, gado e ovelhas, além de cultivar sorgo, legumes e milho.

História

Os primeiros habitantes de Botsuana foram provavelmente os povos khoekhoe e san, que devem ter chegado à região por volta do ano 17000 a.C. Fazendeiros de língua banta começaram a migrar para a área por volta de 190 d.C. No século XVIII, o povo tsuana chegou e estabeleceu vários estados poderosos. Logo passou a dominar o país que hoje ostenta o seu nome.

Em 1867, a descoberta de ouro despertou o interesse europeu pela área. Em 1885, a região ficou sob domínio britânico, que a chamou de Protetorado da Bechuanalândia.

Em 1966, a Bechuanalândia conquistou a independência com o nome de República de Botsuana. O primeiro presidente do país, Seretse Khama, promoveu a democracia e fortaleceu a economia. Problemas que existiam entre Botsuana, a Rodésia (atual Zimbábue) e a África do Sul atenuaram-se nas décadas de 1980 e 1990.

A estabilidade no sul da África permitiu a Botsuana concentrar-se na solução dos próprios problemas. No início do século XXI, esses problemas eram a grande diferença entre ricos e pobres, o desemprego e o alto índice de infecção pelo vírus HIV, causador da aids.

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