A esquadra de Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil em 1500. No entanto, os portugueses só decidiram colonizar as novas terras da América trinta anos depois. Inicialmente, limitaram-se a mandar algumas expedições para vigiar a costa e coletar pau-brasil e especiarias.

O Brasil era então habitado por uma população estimada em 3 a 5 milhões de índios de diversas etnias.

Início da colonização

Em 1530, o rei de Portugal, dom João III, mandou ao Brasil a primeira expedição colonizadora, comandada por Martim Afonso de Sousa. A frota trazia quatrocentos homens. Seus principais objetivos eram implantar núcleos de colonização, expulsar os piratas franceses que rondavam a costa e explorar o território em busca de ouro e prata.

Em 1532, Martim Afonso fundou a vila de São Vicente, com estrutura administrativa: cadeia, câmara e igreja. São Vicente é considerada a primeira cidade do Brasil.

Dois anos depois, a coroa portuguesa decidiu entregar a particulares a colonização do território brasileiro. Para isso, dividiu-o em quinze capitanias hereditárias, doadas a pessoas de confiança do reino.

O sistema, porém, não cumpriu seus objetivos. Apenas algumas capitanias prosperaram. Por isso, em 1549, Portugal implantou outra forma de governo: o governo-geral, que centralizava as decisões políticas e econômicas.

O primeiro governador-geral do Brasil foi Tomé de Sousa. Ele chegou de Portugal em 1549, trazendo consigo mais de novecentas pessoas, entre colonos e soldados, além de algumas cabeças de gado. Tomé de Sousa fundou a primeira capital do Brasil, Salvador.

Apesar dos esforços portugueses para colonizar o Brasil, outros povos europeus continuaram a ameaçar seus domínios na América. As invasões francesas, por exemplo, resultaram na criação de duas colônias. Em 1555, os franceses fundaram a França Antártica, no Rio de Janeiro; em 1594, tentaram estabelecer a França Equinocial, no Maranhão. Ambas tiveram vida curta, pois logo os franceses foram expulsos pelos portugueses, com o auxílio dos índios.

Atividades econômicas

A primeira atividade econômica do Brasil colonial foi a extração do pau-brasil. Em 1532 foi fundado o primeiro engenho de açúcar. A partir de então, a economia açucareira desenvolveu-se e passou a constituir a base da economia colonial.

A produção açucareira se caracterizava pelos latifúndios (grandes propriedades), pela mão de obra escrava e pela economia voltada para a exportação.

Todo o trabalho da colônia era feito por africanos escravizados. A escravidão só foi abolida no Brasil em 1888.

As relações econômicas entre a metrópole portuguesa e a colônia se caracterizavam como um pacto colonial: a colônia só podia vender seus produtos para a metrópole e era obrigada a comprar dela os produtos manufaturados de que necessitava.

Outras atividades econômicas da colônia eram a pecuária, o cultivo do tabaco e a agricultura de subsistência. O gado era utilizado no transporte, na alimentação e como força motriz. O tabaco era trocado por escravos nos mercados africanos. A lavoura de subsistência alimentava a população colonial.

Era proibida a instalação de gráficas e a edição de qualquer publicação, o que contribuiu para o atraso do país no registro de sua própria história. Todos os livros vinham de Portugal.

Entre os séculos XVII e XVIII, a descoberta de metais preciosos na região de Minas Gerais e de Goiás representou grandes mudanças no Brasil colonial. A mineração atraiu populações para a região das minas. Surgiram novos povoados, o que estimulou o comércio e a agricultura de subsistência. O centro econômico transferiu-se do nordeste para o sudeste. Para facilitar o controle da extração de metais, a capital foi deslocada de Salvador para o Rio de Janeiro.

No século XVIII, a economia açucareira entrou em crise devido à concorrência do açúcar produzido nas Antilhas.

Missões jesuíticas

Os jesuítas tiveram forte presença nos primeiros séculos da colonização portuguesa. Eles se dedicaram principalmente a catequizar os indígenas e a instaurar a educação escolar.

Um dos colégios fundados pelos jesuítas foi o Colégio de São Paulo, em 1554. Em torno dele se originou a cidade de São Paulo.

Os primeiros missionários jesuítas chegaram ao Brasil com Tomé de Sousa. O grupo era chefiado pelo padre Manuel da Nóbrega.

Com o passar do tempo, os jesuítas começaram a exercer grande influência política na colônia, desafiando o poder da coroa portuguesa. Esse foi um dos motivos dos conflitos entre o clero e o poder metropolitano. Em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil por Sebastião José de Carvalho e Melo, secretário do rei de Portugal que depois se tornou o marquês de Pombal.

A ocupação do território

Nos primeiros tempos da colonização portuguesa, o povoamento do Brasil concentrou-se no litoral. Com a pecuária e, já no final do século XVII, com a mineração, a ocupação estendeu-se para o interior.

Os bandeirantes tiveram papel importante na ampliação das fronteiras coloniais para o interior. Penetrando os sertões em busca de ouro e de indígenas para escravizar, foram deixando atrás de si pousos que em muitos casos deram origem a cidades.

Esse movimento para o interior foi facilitado pela união das coroas portuguesa e espanhola, de 1580 a 1640. Nesse período, conhecido como União Ibérica, o Tratado de Tordesilhas perdeu a validade. Afinal, se os dois reinos estavam unidos, não fazia sentido delimitar as terras da Espanha e de Portugal.

Durante a União Ibérica, os holandeses ocuparam uma parte do Nordeste do Brasil e fundaram uma colônia denominada Nova Holanda. Na Europa, o território holandês tinha sido dominado pelos espanhóis durante muito tempo. Depois de uma violenta guerra de independência, os holandeses estavam agora atacando os territórios portugueses na América, na África e na Ásia, uma vez que esses territórios tinham se tornado espanhóis. O domínio holandês no Nordeste brasileiro se estendeu de 1630 a 1654.

Rebeliões coloniais

No período colonial ocorreram no Brasil diversos conflitos, muitos com o objetivo de conquistar a independência em relação a Portugal. Dentre eles, destacam-se a Revolta de Beckman, no Maranhão (1684); a Guerra dos Emboabas, em Minas Gerais (1707); a Guerra dos Mascates, em Pernambuco (1710); a Revolta de Filipe dos Santos, em Minas Gerais (1720); a Inconfidência Mineira, em Minas Gerais (1789); e a Conjuração Baiana, em Salvador (1798).

Fim do período colonial

Em 1808, a corte portuguesa transferiu-se para o Brasil, fugindo da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão Bonaparte. Na prática, o Brasil deixava de ser colônia e se convertia em sede do poder metropolitano.

Uma nova situação surgiu em 1815. O príncipe regente dom João criou o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, elevando o Brasil à categoria de reino.

Tratava-se de uma manobra para que Portugal pudesse participar do Congresso de Viena, que redefiniria as fronteiras da Europa. Apenas os reinos que tivessem o governo instalado em seu próprio território poderiam atuar nas negociações de Viena.

Em 1822, dom Pedro I, filho de dom João VI, proclamou a Independência do Brasil em relação a Portugal. Assim tinha início um novo período na história do Brasil: o Império.

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