Roberto Burle Marx foi um prolífico paisagista, arquiteto e artista plástico brasileiro. É reconhecido mundialmente pelos seus jardins pendentes, em associação com importantes edifícios modernos. Ele substituiu o estilo europeu de jardins tradicionais com um estilo mais contemporâneo de jardins que incluiram a flora tropical nativa do Brasil.

Burle Marx nasceu em 4 de agosto de 1909 em São Paulo. Enquanto estudava arte na Alemanha (1928), Burle Marx tornou-se interessado nas plantas tropicais no jardim botânico Dahlem, em Berlim.

Retornou ao Brasil em 1930 e cursou pintura e arquitetura na Escola de Belas-Artes, no Rio de Janeiro. Burle Marx projetou seu primeiro jardim para uma casa desenhada por Lúcio Costa, o líder da arquitetura brasileira moderna. Mais tarde, em outro trabalho para Costa e o prestigioso arquiteto Oscar Niemeyer, Burle Marx projetou os jardins suspensos do edifício do Ministério da Educação e Saúde (hoje Palácio da Cultura, no Rio), utilizando exclusivamente espécies da flora brasileira. Entre 1934 e 1937 Burle Marx morou no Recife, onde foi nomeado diretor de Parques e Jardins da cidade pernambucana. Ali, criou o Parque Ecológico do Recife.

Em 1949 ele converteu seu sítio em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, em um centro de plantas tropicais, com 800.000 metros quadrados de jardins repletos de milhares de espécies raras. As suas plantas favoritas eram as orquídeas brasileiras, as palmeiras, os lírios de água e as bromélias. Em 1985 Burle Marx doou o sítio, com todo o seu acervo de plantas raras e obras de arte, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional — IPHAN. O sítio é aberto à visitação pública.

Burle Marx desenhou os jardins do Ministério das Relações Exteriores em Brasília, do pavilhão brasileiro na Exposição Internacional de Bruxelas de 1958, e do Parque del Este de Caracas, na Venezuela, em 1959, entre outras comissões importantes nacionais e internacionais. Em 1962, ele projetou o Parque do Flamengo, uma extensão de122 hectares de terras recuperadas na orla da baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. Também, fez paisagismo para o edifício da UNESCO em Paris (1963), para as embaixadas dos Estados Unidos e o Irã em Brasília, e para o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão-Antonio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.

Além de paisajista, Burle Marx foi pintor e desenhador de jóias, tecidos e cenários. Como figura proeminente, ele foi um pioneiro no movimento ecológico brasileiro e promoveu a importância da preservação das florestas tropicais brasileiras. Morreu em 4 de junho de 1994 no Rio de Janeiro, aos 84 anos.

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