Carmen Miranda foi uma cantora e atriz que se tornou um dos maiores símbolos do Brasil, apesar de ter nascido em Portugal. O auge de sua carreira foi nas décadas de 1930 e 1940, mas sua figura inconfundível é famosa até hoje.

Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu em 9 de fevereiro de 1909, na cidade de Marco de Canaveses, perto de Porto, no norte de Portugal. Com menos de um ano de idade, foi levada ao Brasil — em dezembro de 1909, sua família se mudou para o Rio de Janeiro, passando a morar no bairro da Lapa. Foi um de seus tios quem começou a chamá-la de Carmen.

Por volta dos 16 anos, Carmen arranjou emprego em uma loja de chapéus, onde aprendeu a confeccioná-los. Logo passou a fazer chapéus por encomeda. Certa vez, uma cliente ouviu-a cantar e, impressionada com a voz da jovem, convidou-a para se apresentar em um evento beneficente. Nesse evento estava presente o professor, compositor e violonista baiano Josué de Barros, que, da mesma forma, percebeu o talento da moça. Com o apoio de Barros, em 1929 Carmen começou a cantar no rádio e a gravar discos.

Seu sucesso foi imediato. Cantando sambas, choros e marchas de Carnaval, desde cedo Carmen destacou-se por seu estilo único de interpretar canções, muitas vezes modificando a letra original e dando seu toque especial às músicas. Ao longo da carreira, ela gravou canções de diversos compositores importantes, como Ari Barroso, Pixinguinha, Noel Rosa, Cartola e Dorival Caymmi. Sua baixa estatura e seu talento e personalidade radiantes lhe renderam o apelido de Pequena Notável.

Em 1937, já com uma sólida trajetória de sucesso no Brasil, Carmen foi descoberta por um produtor norte-americano, e assim teve início sua carreira na Broadway e em Hollywood. Suas roupas coloridas e seus trejeitos conquistaram também o público dos Estados Unidos, ajudando a espalhar os ritmos brasileiros pelo mundo. Ela estrelou vários filmes, exibindo seu grande sorriso e revirando as mãos e os quadris de seu jeito peculiar. O que mais chamava a atenção, porém, eram os turbantes enormes enfeitados não só com frutas — cerejas, bananas, abacaxis, morangos —, mas também com tecidos, flores, plumas e até pequenos guarda-chuvas. Ela mesma confeccionava algumas dessas peças, usando as habilidades aprendidas nos tempos em que trabalhava na oficina de chapéus. Carmen dizia ter se inspirado nas baianas, com suas cestas de frutas, colares e pulseiras, para compor o visual que a tornou famosa.

Em 1947, Carmen casou-se com o norte-americano David Sebastian, mas o casal não teve filhos. Ela morreu em 1955, aos 46 anos, após sofrer um infarto. Estava em casa, na cidade de Beverly Hills, nos Estados Unidos, porém seu corpo foi transportado de volta ao Brasil e sepultado no Rio de Janeiro.

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