O Carnaval é uma festa popular anual que acontece nos três dias anteriores à Quaresma — o período de quarenta dias que antecede a Páscoa, em que os católicos se preparam para celebrar a ressurreição de Cristo — e que termina na Quarta-Feira de Cinzas. Não há versão definitiva sobre o surgimento do Carnaval, mas acredita-se que a festa esteja ligada a rituais em homenagem a deuses gregos, em especial a Dioniso (que corresponde a Baco na mitologia romana).

No século XV, o Carnaval se difundiu em Roma com carros alegóricos, corridas de cavalos, batalhas de confete e outras brincadeiras populares. Na mesma época, o papa Paulo II introduziu o baile de máscaras, que se tornou um grande sucesso na Itália e na França. A festa se espalhou pela Europa e logo se popularizou.

O Carnaval no Brasil

O Carnaval foi trazido ao Brasil pelos portugueses por volta do século XVII, com o nome de Entrudo. Era um tipo de brincadeira, um tanto violenta, em que as pessoas atiravam, umas nas outras, água, pó, cal, ovo e o que encontrassem pela frente. Até que, enfim, passou-se a usar confete e serpentina nas batalhas carnavalescas, além das bisnagas de água, que até hoje fazem parte das brincadeiras.

O primeiro baile carnavalesco no Brasil ocorreu em 1840. A partir daí, começaram a se formar os blocos, os cordões e os ranchos (grupos que saíam fantasiados pelas ruas, cantando e dançando). Em 1846, surgiu, no Rio de Janeiro, o grupo Zé Pereira.

Até então, toda essa festança acontecia ao som de músicas europeias, que não tinham nada a ver com o samba cheio de ginga que hoje dá ritmo ao Carnaval. Mas, em 1899, a compositora Chiquinha Gonzaga escreveu a primeira marchinha de Carnaval. Foi a música “Ô abre alas”, feita especialmente para o cordão Rosa de Ouro, que mudou o ritmo da folia.

A primeira escola de samba do Brasil, criada no Rio de Janeiro, em 1929, chamava-se “Deixa falar”. Em São Paulo, o Carnaval começou acanhado, com corso de carros e foliões e batalhas de confete. Anos depois, começaram a ser realizados os bailes de máscaras. No início do século XX, a avenida Paulista era o palco da folia. Surgiram muitas escolas de samba e, consequentemente, os desfiles nas avenidas. A partir da década de 1970, no Rio de Janeiro e em São Paulo, os bailes tornaram-se menos procurados e a folia de rua diminuiu; foram construídos os sambódromos, onde até hoje as escolas de samba se apresentam e disputam o troféu de melhor do ano.

No Nordeste, o Carnaval de rua permanece muito forte. Em Recife e em Olinda, destacam-se o frevo e o maracatu. O que marca a folia em Salvador, na Bahia, são os blocos e os trios elétricos, com milhares de seguidores.

O Carnaval no mundo

Atualmente, a folia carnavalesca no Brasil é tão conhecida no mundo inteiro que até parece ter sido invenção brasileira. Ela acontece em várias partes do mundo, mas de maneiras diferentes. Em Nova Orleans, nos Estados Unidos, por exemplo, o Carnaval chama-se Mardi Gras, que quer dizer “Terça-Feira Gorda”. As agremiações, algo bem parecido com as escolas de samba, também desfilam em carros alegóricos.

Na Alemanha, as pessoas saem fantasiadas pelas ruas da cidade, nas cidades da floresta Negra e dos Alpes. Em Veneza, na Itália, são realizados bailes nas praças e nas ruas da cidade, com foliões usando as famosas máscaras venezianas.

Outros carnavais famosos ocorrem em países do Caribe e em Binche, na Bélgica.

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