Região de grande importância histórica, a Catalunha é uma comunidade autônoma da Espanha. É formada pelas províncias do nordeste espanhol: Girona, Tarragona, Lleida e Barcelona, que é sua capital. A população catalã é de 7.210.508 habitantes (estimativa de 2007), num território de 32.091 km2.

Geografia

A Catalunha é limitada pela França e por Andorra ao norte, pelo mar Mediterrâneo a leste, pela comunidade autônoma de Valência ao sul e pela comunidade autônoma de Aragão a oeste. Entre a Catalunha e a França está a cadeia dos montes Pireneus.

A população tem se concentrado fortemente no litoral do mar Mediterrâneo, enquanto o número de habitantes do interior diminui.

Economia

A Catalunha é a região mais rica e mais industrializada da Espanha. A agricultura local tem, como principais produtos tradicionais, o vinho, as amêndoas e o azeite para exportação, bem como arroz, batatas e milho. As culturas tradicionais de azeitonas e de uvas estão sendo superadas pelas de frutas e de hortaliças. A atividade dominante no campo é a criação de porcos e de vacas.

Em Barcelona concentram-se as indústrias têxtil, química e metalúrgica, a produção editorial e de papel, as artes gráficas e a indústria de veículos. A crescente demanda de produtos petrolíferos na Catalunha tem provocado a expansão das refinarias. Os serviços, em especial na área de turismo e do transporte, são muito bons.

História

A Catalunha foi uma das primeiras possessões de Roma na Espanha. Ocupada no século V pelos godos, foi tomada pelos mouros em 712 e, ao final do século VIII, dominada por Carlos Magno, que a incorporou a seu reino. Mas o domínio francês sobre a Catalunha cessou em 991.

Em 1137, quando o conde Raimundo Berenguer IV de Barcelona tornou-se noivo de Petronila, rainha de Aragão, a Catalunha e Aragão uniram-se. A Catalunha monopolizou o comércio no oeste do mar Mediterrâneo nos séculos XIII e XIV.

Depois do casamento de Fernando de Aragão com Isabel de Castela, em 1469, a Espanha unificou-se, e a Catalunha passou a ser secundária para a política espanhola. Manteve a autonomia, mas, no século XVII, seu conflito de interesses com Castela e o declínio do prestígio da monarquia espanhola levaram ao surgimento de movimentos separatistas. Em 1640, a Catalunha revoltou-se contra a Espanha, colocando-se sob a proteção do rei Luís XIII, da França, mas a revolta foi sufocada nos anos 1650.

Na Guerra da Sucessão Espanhola, a Catalunha resistiu ao estabelecimento da dinastia dos Bourbons, mas, em 1714, foi completamente dominada pelas forças espanholas, que aboliram a autonomia catalã.

Na década de 1850, foram feitos sérios esforços para fazer renascer o catalão como língua falada, com a sua própria imprensa e seu próprio teatro — movimento chamado de Renaixença (Renascença).

Em 1913, a Catalunha ganhou um leve grau de autonomia, cancelada em 1925 pelo governo espanhol, que voltou a atacar todas as manifestações de nacionalismo catalão.

Em reação a isso, formou-se um partido de coalizão na Catalunha, a Esquerda Republicana, que teve uma vitória arrasadora nas eleições municipais de 1931. Dois dias depois, seu líder proclamou a República Catalã. No entanto, foi feito um acordo com o governo espanhol e, em setembro de 1932, o estatuto de autonomia da Catalunha foi novamente legalizado.

A Catalunha teve papel importante na Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Mas a vitória da direita “nacionalista” espanhola nessa guerra significou a perda da autonomia. O governo do general Francisco Franco reprimiu o nacionalismo catalão.

Após a morte de Franco, em 1975, a plena autonomia foi conquistada mais uma vez, em 1979, com o estatuto de Comunidade Autônoma da Catalunha. Em 2006, a região obteve o título de “nação”, bem como um nível de participação nos impostos igual ao do governo central espanhol.

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